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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Crianças a Alma do Negócio - A sociedade do consumismo, onde vamos parar?

Olá incomodados leitores gostaria de escrever hoje sobre a realidade de nossa atual sociedade que está relacionada com a competitividade.
Ora, é fato que vocês já viram, viveram, ou presenciaram uma cena de competitividade. Nascemos competindo, afinal de contas grande parte de nós não estamos tão afim de sair do útero de nossas mamães, um lugar tão quentinho, onde temos o alimento que precisamos sem fazer a menor força. Claro que existem alguns "apressadinhos" que querem sair antes da hora, mas na grande maioria temos que competir para continuar lá dentro enquanto alguém tenta nos tirar.
Decidi entrar nessa questão após assistir ao filme "Criança a alma do negócio" na aula de Educação e Infância II. O vídeo mostra a forma que as crianças estão vivenciando ou não o processo da infância.
O ponto principal da discussão é: de que forma podemos controlar, ou pelo menos conter o excesso de informações e propagandas que bombardeiam nossos filhos, sobrinhos, que nos bombardeia, que muitas vezes provocam problemas graves de saúde, transformam aquilo que deverá ser um prazer muitas vezes em um terror? Como conseguir conter o consumo desenfreado de homens, mulheres e principalmente crianças?
Tudo bem... Fui rápido demais, vamos por partes.
Alguém já viu essa propagando?



Hoje o celular está perdendo sua principal função que seria aproximar as pessoas, principalmente ao pensarmos nas crianças, pois como ela irá se sentir ao chegar na escola com seus 8, 9 anos e o seu "amiguinho" tirar sarro, pois aquele celular é ultrapassado, sem graça? O celular passa ser fonte de competição e não de aproximação, como o próprio vídeo ressalta.
O que dizer das roupas, sapatos, sandálias?
As crianças mal sabem dos valores das coisas, mas elas já querem todas as roupas e das melhores marcar, elas estão preferindo muito mais esses acessórios do que os brinquedo e jogos (claro que aqui não estou contemplando os jogos de vídeo game que são sim uma unanimidade).
E as maquiagens?
Meninas cada vez mais cedo tornando-se adultas. Será que isso tem alguma ligação com a gravidez precoce? Com cada vez mais casos de pedofilia sendo descobertos? Com a prostituição infantil tão em alta?
Já que entramos na questão sexual, vamos pensar na comida (sem maldades...)


No filme "Criança a alma do negócio" mostra que grande parte das crianças não tem ideia dos nomes de frutas e verduras, porém se mostrar um salgadinho, lanche ou lata de refrigerante, mesmo sem saber ler ela saberá qual é o nome.
Uma das pesquisas apresentadas é de que as crianças passam em torno de 4 horas e 50 minutos na frente da televisão. Será que isso tem alguma relação com essa sociedade tão consumista que estamos vivendo?
Qual é a sociedade que queremos? Quais são as crianças estarão no futuro? O que vocês acham de levar essa discussão para outros lugares? Casa, sala de aula, trabalho. O que você acha de começar a repensar, ou pelo menos pensar duas vezes antes de alimentar essa indústria do consumismo? Talvez possamos pelo menos salvar nossas crianças desse tsunami do consumismo!
Pensem... Reflita... Questione...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Historiografia - Passado / Presente / Futuro





Olá incomodados leitores... Bom... decidi que hoje vou começar a chamar vocês de incomodados, afinal, se o blog chama "Comodidade da Humanidade" e você estão aqui, significa que vocês são incomodados de alguma forma com alguma coisa e chegam até aqui para "beber" de algum conhecimento, ou simplesmente ler algo diferente, ou não, mas o fato é que você não estão tão acomodados. Mas vamos aquilo que interessa.
Hoje continuo articulando aula com texto. Mais uma vez na aula de História da Educação, fiz uma construção e acredito ser interessante de compartilhar com vocês!
A professora Maria de Fatima Sabino Dias estava trabalhando o termo "historiografia" e como a própria palavra diz, é a escrita da história, feita pelo historiador.
Quando pensamos em história acabamos nos direcionando ao passado, mas qual o motivo que nos leva a pensar no passado?
Devemos conhecer o passado por alguns motivos...Entre eles, conhecer os erros e não repetir nenhum deles, ou para compreendermos melhor o presente vivido.
Atualmente temos uma visão desarticulada dos fatos, muito relacionado com o imediatismo que vivemos, não sabemos construir ideias e reformular pensamentos, não conseguimos exercer a pratica da reflexão, o pensamento crítico, pois isso nos tempos atuais necessita de uma certa "força"! Vivemos o imediatismo sem nos dar conta de que nosso tempo historicamente está afetado.
temos um olhar desarticulado com relação a sociedade e com aquilo que vivemos. Caminhamos sem ter consciência daquilo que está a nossa volta, empurramos tudo com a "barriga" como se não estivessemos de certa forma ligados uns aos outros, deixamos de pensar um pouco mais no outro, pois achamos que o outro não nos interessa.
Ao viver nesse imediatismo acabamos deixando de lado algumas coisas simples, por exemplo, qual valor é dado para as histórias contadas pelos nossa vó ou vô?
Será qie damos o verdadeiro valor do processo histórico que vivemos? 
Vamos colocar isso na prática. Se hoje você tem saudades de alguém, quais são as formas de matá-la? Telefone, msg no celular, falar pela webcam, email, pegar um carro, avião, onibus para visitar essa pessoa?!
Percebem a velocidade desse processo, perceberam como isso evoluiu??? Imagina quanto tempo demorávamos para "matar uma saudade" no passado não muito distante!
No passado você deveria viajar dias caminhando ou com seu cavalinho ou talvez na melhor das hipóteses enviaria uma carta. Nesse momento percebemos o quanto precisamos nos tornar conscientes dessa evolução, dessa forma conseguimos valorizar muito mais nossa realidade, nosso presente, mas isso acontece apenas depois do momento em que conhecemos nosso passado.
No momento em que estamos conscientes do processo presente, o qual só acontece quando conseguimos ter conhecimento de nosso passado, poderemos ter uma repercussão positiva do futuro.
Consciência do presente, conhecer o passado para talvez contribuir e termos uma sociedade mais reflexiva e consciente no futuro.