Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de outubro de 2014



Bom dia meus caros. Não falei nada sobre a eleição e essa será a única fala.
Um belo dia amanheceu e temos uma nova (mesma) presidente. Perceba bem que praticamente nada mudou certo? Teremos que acordar cedo do mesmo jeito. Teremos que ir trabalhar, seja para pagar um pouco mais ou um pouco menos na compra dos alimentos, na conta de luz (com uma margem de erro de 9%) e também no combustível.
Vivemos uma campanha política totalmente rabiscada pelo facebook e outras redes sociais. Uma campanha política com muitos ataques de ambos os lados, sempre falando de problemas de petróleo, ou com cocaína e bebida; problemas com candidatos “ficha suja” para ambos os lados; problemas com desvio de dinheiro em eventos ou ainda com nepotismos.
Deixa eu contar um segredo pra você petista ou tucano... Ninguém, nenhum dos candidatos, tem a mão limpa nesse negócio ok? Não se esqueça disso.
Só queria lembrar, pro dito povo brasileiro, que bem provavelmente teremos que sair nas ruas novamente, pois problemas continuarão. Não pense que assim que assumir o “novo atual” presidente tudo estará mudado. Não seremos a primeira economia do mundo, nossa educação não dará um salto imenso, nossa saúde deixará de ter hospitais sucateados ou seremos exemplo mundial de segurança pública.
Somos e continuaremos sendo, por algum tempo, um país assistencialista vivendo com muitas bolsas de todos os tipos, pois ainda existe uma diferença social muito grande. Vocês sabem e entendem o que eu estou falando, pois quando achamos que a entrada do PT no governo mudaria TUDO, nos demos mal, por dois motivos: primeiro porque temos um país muito grande, imaginem vocês em seus miniuniversos conseguir unanimidade nas coisas, sem jogo de poder e interesses, difícil não?! Agora imagina no nosso “brasilzão”. Outro fato simples é o tal poder. Como estar com ele nas mãos e ao mesmo tempo conseguir administrar todos os seus reflexos? Como diria Maquiavel: “Dê poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é...”
Por isso meus caros, fosse Aécio ou Dilma as coisas não continuariam fácil para ninguém.
Gosto do jeito que foi – não as campanhas – mas o resultado. Ser eleita com uma margem tão pequena de diferença mostra a insatisfação de outra grande parte. Foi um gol chorado e isso significa que o time precisa lutar muito para sustentar o resultado, pois o outro não está fraco.
Espero que as mudanças e cobranças possam continuar, afinal de contas nenhuma mágica acontecerá. Espero de coração, que como a Dilma disse ela esteja aberta ao diálogo. E espero como Aécio disse, ao ligar e desejar sucesso para Dilma, que a prioridade seja unir o Brasil. Espero mais do que nunca que possamos ter uma democracia forte, que independentemente de partidos ou interesses possamos pensar em uma nação. Espero que todos os comentários que desvalorizam outras pessoas, seja pelo seu Estado ou escolha de voto, possam parar de existir e que possamos cobrar aquilo que acreditamos ser o melhor, não para o nosso próprio umbigo, mas para uma grande maioria.

Entenda que não teremos uma mudança tão gigante no país e compreenda que você mesmo pode ser o início de uma grande mudança, importando-se mais com os outros e falando menos da vida alheia. Pode até parecer clichê, mas em tempo de tanta intolerância antes, durante e depois de uma eleição, acho que podemos utilizar esse clichê refletir um pouco mais. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O papel do professor na reforma dos anos 90




Para continuarmos as idéias trabalhadas na postagem anterior, vou agora comentar sobre a relação do professor na reforma educacional que começa nos anos 90.
lembrando que essa é uma perspectiva de análise e devemos avaliar diversas visões para que dessa forma possamos formar nossa própria opinião.

Essa reflexão é baseada em três textos:

- Jocemara Triches - Superprofessor: instrumento da "nova" educação. Organizações multilaterais e curso de Pedagogia: a construção de um consenso em torno da formação de professores. Dissertação de mestrado.
- Eneida Oto Shiroma e Olinda Evangelista - Professor: protagonista e obstáculo da reforma
- André Silva Martins (UFJF) - "Todos pela educação": o projeto educacional de empresários para o Brasil século XXI.

Para iniciar essa discusão deve-se lembrar que o contexto trabalhado é o cenário educacional no Brasil, nos anos 90. Cabe ainda lembrar que esse contexto pertence a uma sociedade capitalista baseada em um Estado Neoliberal, no qual existe uma classe dominante (burguesia) e uma dominada (proletariado) e estas classes são a base das desigualdades existentes.
Algumas políticas sociais precisam ser adotadas para que esse Estado Neoliberal e capitalista possa continuar prosperando. Uma dessas políticas está relacionada com a educação.
A educação é pautada como causa e solução dos problemas existentes nessa sociedade e de acordo com o que é discursado pelo Estado, pelas agências multilaterias e pelos intelectuais que defendem a continuidade desse modelo é que o professor seria o coração dessa dualidade entre solução e problema.
Desenvolve-se, através das agências multilaterais e dos intelectuais, que existem dois modelos específicos de professores. O primeiro seria o perfil pré anos 90, caracterizado por um professor obsoleto, conservador, repetitivo, teórico, que não domina a tecnologia, rotineiro, inflexível, sem dominio da diversidade. Tem-se portanto, o professor tradicional, problema, carrasco, objeto e obstáculo da reforma educacional.
A partir do momento que esse primeiro professor é construído, surge um segundo tipo, o professor pós-anos 90, proposto pelas agências multilaterias, Estado e seus intelectuais orgânicos (condizentes com as propóstas do modelo vigente).
Este novo professor diferente do primeiro caracteríza-se como um superprofessor com quatro elementos que o compõe:
- O primeiro elemento relaciona sua reconversão, o professor deverá ser multifuncional, polivalente, responsável, flexível, dominador das tecnologias, inclusivo, tolerante e principalmente, sem críticas às determinações de sua condição.
- O segundo elemento relaciona-se ao alargamento do seu campo de atuação pela multiplicação de suas funções e ampliação de suas competências.
- O terceiro elemento está ligado à ampliação dos conteúdos da formação, refletindo em um currículo inchado, comprometendo o tempo e qualidade da formação.
- O quarto, e não menos importante elemento, seria a imprecisão na definição do ser professor.
O superprofessor seria um ator, protagonista para poder interpretar esse novo papel que lhe é atribuido, de instrumento e solução dos e para os problemas.
O professor torna-se marionete da reforma propósta pelo Estado, seria o perfeito instrumento para auxiliar nesse processo, por ser um profissional universal, com o qual todos os outros trabalhadores tem contato.
A educação tem a perspectiva de proporcionar o desenvolvimento tecnológico e econômico para que o Estado capitalista e Neoliberal continue vigente, o trabalhador necessita ser flexível, multifuncional, polivalente e principalmente submisso.
Nasce, dessa forma, a Pedagogia do Neoliberalismo, Pedagogia dos Resultados, das Competências, Pedagogia Construtivista, a Pedagogia da Hegemonia.  

Relação em Estado e Educação nos anos 90



Vou aproveitar o blog para discutir alguns assuntos trabalhados nas aulas de Estado e Política Educacional. Como acredito que todo o conhecimento deve ser compartilhado, vamos ao ponto. Lembro ainda que essa é uma forma de entendermos a realidade e vale ressaltar que devemos ampliar sempre nosso horizontes para podermos criticar de forma adequada.
A discussão que será realizada é baseada na análise dos textos:

Estado e Política Educacional do Brasil. Maria Elizabete Sampaio Prado Xavier e Roberto Antonio Deitos.
Em Deitos et al. Estado, Desenvolvimento, Democracia e Políticas Sociais. Cascavel: Edunioeste.
E o texto Estado, Sociedade e Classes. Em Ianni, O. Dialética e Capitalismo. Petrópolis, Vozes, 1987.
Nos anos 90, a partir do governo do presidente Collor, vivemos em um sistema Neoliberal que continua nos governos de Fernando Henrique e também de Lula, assim como no governo atual de Dilma, esse é o ponto de partida para compreender a relação entre Estado e educação.
Al´me de um Estado Neoliberal ele também tem a característica de ser capitalista, ou seja, existem diversas relações de poder nas quais existe uma burguesia que detém o poder e provalentemente é favorecida e uma classe trabalhadora que é responsável por servir de mão de obra para dessa forma existir capital circulante, principalmente para a hegemonia da classe burguesa.
Ainda podemos citar como fator significativo para o debate o momento de globalização e internacionalização vivenciado pelo Brasil. O país nunca esteve tão relacionado com as políticas e economias mundiais como está no atual momento, seu foco em manter boas relações internacionais e fazer parte do cenário mundial faz-se de grande importância para a atual situação educacional brasileira, uma vez que esta torna-se um elemento contraditório, pois ao mesmo tempo que a educação é cogitada como um dos maiores problemas para que o Brasil não consiga progredir e se expandir mais, não só nacionalmente, mas principalmente internacionalmente, a educação seria a solução para os problemas do Brasil.
Dessa forma para diminuir os problemas econômicos e sociais mais alarmantes utiliza-se de políticas sociais amenizadoras para a economia, por exemplo, Fome Zero, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida. Além disso, porém não menos importante, surgem medidas para transformar a educação em algo que é colocado como possível solução para os problemas educacionais que seriam impecílio para o crescimento do país.
A política educacional dessa forma poderia ser resumida  em seis medidas, as quais seriam um forma de trabalhar a educação como solução de problemas.
As medidas seriam:
1 - A necessidade de adequação á economia mundial. Para que isso possa ocorrer seria necessário uma atenção e investimento maior nas escolas, principalmente de ensino básico, dessa forma pode-se ter uma maior qualidade educacional e tecnológica para competir no cenário mundial. 
2 - Para uma desenvoltura melhor no cenário mundial necessitá-se de mão-de-obra qualificada, mais uma vez firmando a necessidade do investimento na educação.
3 - Aponta para os problemas intra-escolares, pois não existe forma de desenvolver educação adequada sem professores, salas adequadas, material didático.
Percebe-se nessas três primeiras medidas a discussão voltada principalmente para a escola básica.
4 - Na quarta medida critíca-se a instabilidade política, ou seja, apesar da conquista do fim da ditadura, tem-se uma democracia frágil, pois um governo não dá continuidade adequada as medidas iniciadas pelo governo anterior, isso torna-se grave na educação.
5 - Está ligada à falta de avaliações e informações relacionadas a educação, surgindo como possíveis soluções as avaliações de professores e os chamados "provões".
As medidas 4 e 5 estão ligadas às questões de gestão da educação, através da articulação de recursos.
6 - A sexta medida, e talvez a principal para descrever o Estado Neoliberal Internacional Capitalista e Globalizado atualmente, é a necessidade da ajuda, principalmente do capital externo, para suprir a ineficiência e incapacidade do próprio Estado. Nesse contexto, podemos visualizar a forte tendência de privatização educacional e ajuda externa para o atual momento da educação vigente no Brasil.

Na próxima postagem vou falar do "problema" colocado nos ombros dos professores.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Política dos mais velhos e também dos jovens!


Olá leitores e seguidores, sei que já faz um tempo que não escrevo, mas sabe como é a correria, só não gostaria que o dia tivesse mais horas, pois não adiantaria muita coisa, afinal nosso poder de ocupar o tempo que temos é imenso.
Gostaria de falar um pouco de política. E vocês pensarão: "O que um Naturólogo, Especialista em Saúde Mental, que trabalha, entre outras funções, como professor, quer "palpitar" na política?"
Pois bem, acredito que todos deveriam refletir um pouco sobre política e não estou aqui para defender esse ao aquele partido, pois acho que todos deveriam ter o objetivo de auxiliar o povo independente de seus interesses partidários. Não que eu seja o maior exemplo de interesse na política, mas acredito que assim como eu muitas pessoas, gostariam de ver nosso país prosperar cada vez mais, mas para isso devemos começar com os municípios, dessa forma gostaria de citar mais especificamente sobre o meu município de origem, Ourinhos - SP.
Política para ser bem feita necessita de um leve toque de experiência, mas para adquiri-la, necessitamos de oportunidade, sei que é isso que meu caro amigo Lucas Pocay (http://lucaspocay.zip.net/ e @lucaspocay) está conseguindo como vereador do meu município de origem.
Em 2008 ele foi o vereador mais votado na cidade com 2.376 votos e o que me deixa mais feliz com relação a essa vitória, é saber que já tão novo, pode servir de exemplo para outras pessoas, muitas vezes até mais velhas. Além de aumentar essa experiência e dessa forma amadurecer cada vez mais na política. Tudo bem que ele possa ter uma bagagem significativa de conhecimentos políticos, afinal sua família vive nessa veia, mas "colocar a mão na massa" é outra coisa.
Senti na pele essa questão da idade, que me afligiu por um bom tempo, pois vivencie isso de perto, afinal como uma pessoa de 22 anos, recém formada, poderia dar palestras sobre saúde, ou dar aula para pessoas muitas vezes duas ou até três vezes mais velha que ele?
Aonde quero chegar com isso?
Gostaria que as pessoas pudessem entender que a qualidade do que fazemos não está na idade ou talvez na pouca experiência que temos, mas sim na nossa disposição e vontade para fazê-las e que a mescla entre mais jovens e mais velhos torna-se um par perfeito.
Dessa forma percebe-se o quanto pessoas jovens podem servir como espelho para futuras gerações e ainda superar expectativas das mais velhas.
Tenho absoluta certeza que na política não é diferente e Lucas seria o exemplo disso, jovem, determinado e disposto, adquirindo a tal "bagagem" para cada vez mais auxiliar na política do município e dessa forma, com pequenas mudanças, no micro, podemos caminhar para mudanças futuras no macro.
É acreditando no potencial de cada um e em sua capacidade, além de saber ouvir as criticas que podemos crescer e começar a transformar o mundo em algo cada vez melhor.
Não permitia que sua idade seja algum empecilho em sua vida, você deve mostrar o seu valor por aquilo que é, independente do ano em que nasceu.
Dessa forma finalizo com palavras do próprio Lucas ao receber "Troféu JK Transformadores 2009/2010".
“É sempre uma grande alegria recebermos um reconhecimento pelo trabalho realizado. O homem público deve romper paradigmas para transformar, criar o novo, ajudando a construir um caminho que permita fazer com que a vida das pessoas melhore”.
 "Romper paradigmas" principalmente o da idade, "criar o novo", tarefa difícil, mas não impossível, "fazer com que a vida das pessoas melhore", se todos os políticos fossem sinceros nessa afirmação tenho certeza que os erros seriam menores, acredite nas possibilidades e aberturas que os mais jovens podem conquistar no meio político.