segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Curtir e compartilhar, o que você está fazendo?


A reflexão de hoje surge após uma aula da disciplina de Organização dos Processos Educativos de Educação e Infância:

Parece que viver sem refletir torna-se natural no momento atual.
Curtimos e compartilhamos, tudo muito rápido, fácil, vazio, mas o que fica? O que marca? Ou o que muda?
Educação e Infância...
Educação na Infância...
Educação Infantil...
Educação que estamos próximos, mas não temos ideia dos diversos contextos.
Infância que passamos (ou não) e agora tentamos entender, compreender, construir.
Ao reconfigurar ideias e possibilidades constrói-se outras ou novas bases.
Certo, errado...
Bom, ruim...
Coragem, medo...
Vontade, preguiça...
Qual será o sentimento adequado? Existe o adequado? 
Refletir torna-se mais importante do que indicar as certezas.
Refletir sobre outros mundos, com novos olhos.
Entrarmos em um espaço de uma forma e sair de outra, tentando auxiliar que outros também possam sair mexidos, tocados, mudados, incomodados, ou não...
Afinal, esse seria apenas um olhar, uma reflexão!

Foto de Sebastião Salgado
Roupa suja, olhos serenos... E você, o que está vendo?
Vejo uma criança, sofrida, com vontades e necessidades.
Talvez buscando um apoio maior do que a cabeça apoiada em sua mão.
Querendo novas roupas...
Um banho...
Um pouco de carinho...
Um novo sonho!
Sonhando com comida, com fome de mais vida.
Imaginando brincar,
Imaginando o que seria brincar, ou como poderia brincar.
Talvez abraçar... Mas talvez compaixão não seja a solução.
Então o que não tem solução, solucionado está?
Ficamos inertes, parados como a criança da foto. Curtindo e compartilhando, sentados, claro!Seria muito mais adequado, não?!?
Roupa suja, olhos serenos... E você, o que está vendo?
E nós o que vamos fazer?
Em aglum momento, novos horizontes, com novos olhos, poderemos alcançar!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Xadrez da educação, da ciência, da vida





Texto desenvolvido após trabalho realizado baseado em crônicas de Rubem Alves (http://www.polbr.med.br/arquivo_99.php), específicamente o texto VI.


Imaginemos o mundo feito de apenas de ciências...O que seria do amor e das paixões?
Imaginemos o mundo feito de apenas uma ciência... Tudo dependendo de um método, uma resposta.
Imaginemos o mundo feito de apenas uma verdade... Por exemplo, que todos nós iremos morrer.
Imaginemos o mundo feito de apenas a sua verdade!!! Todos deveriam querer reviver tudo o que já passaram na vida, desde as piores dores até as maiores alegrias. 

 Como diz Rubem Alves sobre o personagem:
“Sua metafísica era quadriculada. Deus é o rei. A rainha é nossa senhora. O adversário são as hostes do inferno.”
 Imaginemos então o xadrez da educação:
 Tabuleiro seria a sala de aula.
O diretor é o rei, deve ser defendido por “suas” peças, mas ao mesmo tempo atacado por outras.
A torre os coordenadores, conseguindo alcançar grandes distancias.
O professor a rainha, autônoma, podendo andar para todos os lados, por todo o tabuleiro.
O bispo seria o auxiliar de classe, com autonomia de movimentos até uma determinada direção.
O cavalo seria um tipo de aluno, que arrisca mais, tem mais visibilidade na sala, mas nem sempre consegue se sair bem.
Finalmente os peões, seriam os alunos, muitas vezes sacrificado pelo jogador, outros tem o objetivo de virar uma rainha.

Mas quem seria "o jogador"?  

Talvez essa seja a peça mais importante, essa é a formação pedagógica que temos ao longo do caminho, para que possamos conseguir trabalhar as peças dentro do tabuleiro. O fato é que quando entramos em uma nova sala de  aula, um novo contexto é aberto, um outro jogo é iniciado e nos resta aprender esse novo jogo, as novas regras.
A ciência pode ser exata e correta, mas em algum momento pode-se provar o contrário, foi assim com as tonsilas, com a manga e o leite, com a ideia de lavar a cabeça quando está menstruada e poderá ser assim com vida em outros planetas, com o fato de os seres humanos respirarem apenas o oxigênio, ou ainda de nascerem ou sendo homem, ou sendo mulher e até mesmo a morte não ser um momento de dor, pois ela poderia ser uma grande arte!
 Como dirá Rubem Alves: “A ciência é muito boa - dentro dos seus precisos limites. Quando transformada na única linguagem para se conhecer o mundo, entretanto, ela pode produzir dogmatismo, cegueira e, eventualmente, emburrecimento.”
 Isso mesmo, a ciência também pode emburrecer, uma vez que esta poderá ser a representação de um único sentido, quando a vida é feita de muito mais do que apenas verdades, que podem mudar de direção, podem evaporar com o calor, sumir como em um passe de mágica e deixar de fazer sentido assim como pode ser a paixão que não se transforma em amor.
Esse é o xaque mate da vida na ciência!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pensar



Branco...Preto...Nada e muitas coisas, ou melhor, vazio...
Sem saída ou nova partida? Racional, emocional?
Dúvidas, apenas possibilidades para buscarmos certezas, as quais não se sabe, certo ou errado? Portanto, certezas incertas.
Errar e acertar, dependente de muitos pontos, muitos sentimentos, sofrimento, medos, fraquezas, alegrias, desejos e saudades.
E qual seria o objetivo de escrever?
Talvez aliviar, compartilhar, ou simplesmente desabafar, ainda no intuito de entender, mas o que? Por quê? De onde veio e para onde vai? Dor...
Questionamentos que não necessitam respostas, não busca julgamentos, quer dizer! Mas não cobrar, alimentar a sede de viver e de estar. Porém as pernas são curtas, o fôlego parece pouco, as palavras escassas e as dores múltiplas.
Dores necessárias que auxiliam a crescer e quem sabe amadurecer, pois como em um texto escrito pela segunda vez, nunca será pior do que a primeira versão, após sofre nunca voltaremos a ser "piores" do que antes.
Talvez dormir, acordar em alguns dias, como em um passe de mágica, tudo mudado, de outra forma, cores novas, mas os sentimentos, realmente sinceros, não mudam, não somem, não voam com o vento, as marcas sinceras permanecem, na pele, no coração, na alma. 
Claro; tudo sempre permeado pelo senhor da verdade, o tempo. Possivelmente ele possa rabiscar o branco, o preto, dizer o que é tudo, o que poderia ser o nada, preencher o vazio, ou ainda responder as perguntas carregadas por ele mesmo, o tempo, até a lua...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Você está com frio?







Olá incomodados.
O asfalto é frio, a brisa não é mais refrescante, proporciona uma sensação até desagradável, parece uma pancada nos ossos.
O movimento na rua é menor, as pessoas ficam mais encolhidas, o cheiro de guardado e/ou de naftalina ficam no ar e as vezes demoram para sair das roupas. 
A fome parece aumentar, assim como as vontades de ir ao banheiro e os programas em casal ficam entre restaurantes e casa de outros amigos, longe de praias ou festas abertas. 
O refrigerante e sucos, dão lugar ao chá e ao chocolate quente e para alguns até a cerveja acaba sendo substituida pelo vinho, conheque ou até um whisky.
Esses são reflexos do frio, que por sinal nesse ano veio forte na maioria dos estados do Brasil, mas o ponto que quero chegar é: E o pessoal que mora na rua?
Nesse momento você pode estar muito bem acomodado em seu sofá, com gorro, meias, calças, blusas, ou na sua cama, macia e aconchegante, de repente até mesmo deitado enrolado nas cobertas e pode agradecer por isso, pois tem muitos que estão sem nada. 
Não estou aqui para pensar nos motivos pelos quais cada uma dessas pessoas está na rua, muito menos para julgar esses motivos, mas o fato é: essas pessoas existem e estão lá, nos cantos das ruas, aconchegados com papelão, no meio de panos que nem podem ser considerados cobertores, para tentar manter a temperatura do corpo e com algumas roupas, muitas vezes doadas e alguns por sorte, ou não, estão em abrigos.
E sabe o que mais me deixa indignado? É que vocês está ai; lendo isso e ainda reclamando do frio que está sentindo!
Fique tranquilo, pois caso você acredite que o frio não é psicológico, lembre que podem ter pessoas sofrendo muito mais com esse frio, e repito, não nos cabe julgar os motivos de cada uma dessas pessoas.
Ubirajara (Bira), meu pai, amigo, professor, parceiro de sons, que tive imenso prazer de poder tê-lo em minha vida, todo ano faz e entrega um sopão para esses moradores de rua e muitas pessoas tem o prazer de poder contribuir com esse processo, tanto com doações de ingredientes, como com a produção da sopa. Decidem incomodar-se com essa realidade, abstendo-se de julgamentos e enfrentam o frio para levar um pouco de calor para essas pessoas tão carentes de muitas coisas, mas principalmente, nessa época do ano, de algo que possa esquentá-las. 
Digo que essas pessoas tem o prazer de poder contribuir, pois esse ano consegui participar da distribuição da sopa e confesso que considero isso uma verdade Formação Humana, estando em contato com uma realidade que não percebemos ou muitas vezes preferimos nem nos incomodar. 
Isso porque nem estou falando das pessoas que não moram na rua, mas mesmo assim sofrem com o frio por não terem condições de terem um lugar minimamente descente para viver, ou sobreviver.
Caso nesse ano você não tenha feito nenhuma doação de roupas, ou uma boa ação, auxiliando em abrigos, ou doando alimentos, o que acha de ficar um pouco incomodado e realizar essa boa ação? Pode acreditar que fazer o bem, faz bem!!!




"Sobre as fotos do sopão: Caros amigos. O objetivo da divulgação de fotos da distribuição do sopão é conseguir mais parceiros para essa ação solidária. Lembrando que todas as fotos que são divulgadas são fotos feitas com o consentimento dos próprios moradores de rua. Não aceitamos, de maneira alguma, qualquer tipo de desrespeito, preconceito e principalmente, que individualidade desses moradores de rua seja violada. Tampouco julgamos os motivos pelos quais os mesmos se encontram nesta situação "NÃO julgueis, para que não sejais julgados." (Mateus 7 : 1). Nós simplesmente, com a ajuda e doação de muitas pessoas, fornecemos a sopa e, quando possível, conversamos um pouco com essas pessoas. Não somos santos, nem anjos, nem nada parecido. Somos seres humanos como os moradores de rua. Muito obrigado a todos que estão no ajudando." (Texto público no facebook do Ubirajara).

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Poemando"




Pensar na morte
Pensar na morte, não me faz morrer,
mas pensar na morte pode me auxiliar a viver.
Caminhando por entre a vida e vivendo permeado de morte,
não me dá nenhum suporte!

Trabalhar estudar correr
Dirigir escrever pensar
Conversar compartilhar comer
Brigar amar falar...

Ufaaa.... mais folego....

Chorar defecar rir
Lavar olhar sentir
Jogar banhar discutir
Ganhar perder partir...

E o que a gente leva da vida?

Estar vivo e viver são duas coisas diferentes.
Penso logo existo dirão...
E quem disse que existir é viver?
Podemos existir e estarmos ausentes.

Ausente das experiências,
ausente por medo,
ausente para os parentes,
ausente do verdadeiro enredo.

Distante desse enredo da vida que pode retornar eternamente,
em busca de um além do homem,
talvez alcançado pela solidão.
Dane-se, Deus está morto e você ainda não!

Não deixe o dia te engolir,
não deixe a vida passar,
bem ou mal, certo ou errado.
Esqueça! A vida não é um quadrado.

Pretende viver esteticamente estático?
Deixe de ser tão apático...
Vá... viva...
Movimente o movimento rotineiro deixe do seu modo.
Mude as mudanças mundanas.

Mas pode ficar calmo...
E nem precisa querer contar com a sorte,
afinal se nada der certo, o final de tudo, você já sabe...
É a morte!
















quarta-feira, 19 de junho de 2013

Qual o sentido da sua manifestação?





Olá incomodados! Gostaria aqui de expor algumas ideias e gostaria que o texto pudesse ser lido até o final para qualquer possibilidade de julgamentos.
Qual a função das manifestações atuais que estão acontecendo no Brasil?
Tudo começo com a ideia do aumento da tarifa em São Paulo, passando de R$ 3,00 para R$ 3,20. Posteriormente a discussão foi aberta, a manifestação não era mais apenas pelos R$ 0,20 e foi quando Arnaldo Jabor foi esculachado nas redes sociais.




Ok... Depois ele "pediu desculpas", mas isso não é a pauta do texto de agora.





Agora qual o motivo que estamos manifestando?
Dirão: “Oras....TODOS OS MOTIVOS!!! O gigante acordou!!!! Mudamos nosso status de “deitados eternamente em berço esplêndido” e passamos para “um filho teu não foge à luta” Por isso lutamos pelo transporte público de qualidade, pela saúde pública descente, pela educação com mais visibilidade, contra a PEC 37, contra a corrupção.”
Certo, perfeito! Acredito que são todos motivos muito válidos e concordo com todos e com outros tantos que devem ser alvo de manifestações.
Porém, quem quer tudo não tem nada pessoal!
Talvez se tivéssemos um objetivo comum, uma finalidade para todos, conseguiríamos chegar a um ponto exato.
Vamos pensar um pouco na história. O movimento dos caras pintadas em 1992, que hoje é até estudado em história do Brasil, qual foi a finalidade do movimento? O impeachment do presidente Collor. Daqui dez anos, na história do Brasil, estudarmos as manifestações de junho de 2013, qual terá sido a finalidade? …... …... …..
“O gigante ter acordado?”
“Mais de 250 mil pessoas nas ruas manifestando por vários motivos?”
“O Brasil em manchetes pelo mundo inteiro?”
Você ai, que está lendo, qual o sentido da sua manifestação? Não entre na onda de manifestar “apenas” por manifestar, tenha um objetivo, uma finalidade, não seja apenas mais um.
Talvez essa falta de objetivos seja reflexo da falta de liderança no movimento todo, (não que a autonomia do movimento seja um erro, ou algo ruim, até porque não ter uma liderança dificulta muito a ação da polícia), porém quando existe uma liderança, em grande parte das vezes, temos uma finalidade para ser alcançada.
Não seja mais um que apenas “vai na onda”, não seja uma das pessoas que ficam felizes por sair mais cedo do trabalho ou feliz por não ter aula. Vá à rua! Manifeste! Lute! Mas antes de tudo, tente achar uma direção para suas ideias e seus motivos.
Não vamos fazer desse movimento como reflexo do dia em que “O gigante acordou”, tenha em mente seus motivos, ou melhor, os motivos de uma nação cansada de ver uma educação sucateada, saúde deixada de lado e uma corrupção que assume o papel principal nos noticiários e nada é feito contra.
Se tudo tiver que começar pelo não aumento da tarifa do ônibus ou até mesmo pela diminuição da tarifa, que assim seja!
Força! Lutemos, mas com consciência. Incomode-se!!! Reflita!!! 


Que tal as 5 causas?

As cinco causas são:
1- Não à PEC 37!
2- Saída imediata de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional.
3- Imediata investigação e punição de irregularidades nas obras da Copa, pela Polícia Federal e Ministério Público Federal.
4- Queremos uma lei que torne corrupção no Congresso crime hediondo.
5- Fim do foro privilegiado, pois ele é um ultraje ao artigo 5º da nossa Contituição.
REPITAM, ALARDEM, GRITEM, RETUÍTEM, COMPARTILHEM!
Baixem o vídeo e postem em suas contas para que não seja retirado do ar!
"Verás que um filho teu não foge à luta!"

Deixo um vídeo final, talvez o que mais me impressionou entre todos que vi até agora:



terça-feira, 23 de abril de 2013

Aniversário - Mais um dia




Nunca fui muito fã de datas comemorativas e isso não é diferente com o dia de hoje, meu aniversário. 
Talvez possa ser interessante por alguns dados, pois hoje também é dia internacional do livro, dia mundial do escoteiro, dia mundial do livro e do direito do autor, além de ser dia de São Jorge. Sinceramente não faço a menor questão de festas, lembranças, presentes. Acredito que as pessoas que lembram diariamente de mim já me satisfaz por completo.
O dia de hoje é muito mais importante e digno de parabéns para a minha mãe e o meu pai, afinal foram eles que fizeram, a gestação foi deles e no dia em que eu nasci quem comemorou foram eles, tenho praticamente 100% de certeza que eu nasci chorando e muito.
Não serei extremista e dizer que não é bom ser lembrado por aqueles que há muito tempo não aparecia, nem dizer que é ruim ouvir palavras positivas de carinho, amizade, respeito e reconhecimento, mas sei que mutias pessoas podem deixar de mandar esses votos, porém nem por isso gosta menos de mim.
Em todo caso, acredito que um dia assim, é fundamental para que possamos dedicar um pouco de tempo para nós mesmos, pensar se os caminhos seguidos estão acrescentando algo em minha vida ou até mesmo na vida dos outros. Caso hoje eu pudesse escolher, eu faria tudo aquilo que fiz anteriormente? Mudaria muitas coisas? Não mudaria nada? Basicamente, rever um pouco de tudo que já passou e ter consciencia de onde consegui chegar. 
Nietzsche disse que ainda conhecemos muito pouco de nós mesmos e é bem provavel que morreremos sem nos conhecer por completo e não acredito que isso seria totalmente ruim. 
A certeza que tenho é que hoje não sou mais quem eu era ontem e amanhã também já estarei diferente, posso ter errado muito, ou acertado, mas o fundamental é não ter medo de arriscar. Frase extremamente clichê, mas verdadeira. 
Acho que continuo perguntando diariamente: "O que eu quero fazer com a vida que tenho?" "Qual o sentido de estar aqui, nesse lugar, nesse momento?" Todo instante me convenço que as questões, as dúvidas, são muito mais fundamentais e importantes do que as respostas e as certezas. E diria mais, as questões são muito mais interessantes, desde que possa existir uma forma construtiva de pensar em possíveis respostas.
Basicamente, o dia do nosso aniversário - pelo menos pra mim - não é um dia tão diferente do dia de ontem, mas mesmo assim agradeço ao meu pai e minha mãe por ter me dado essa oportunidade de estar aqui.

Tem um poema do Racionais Mc´s que talvez sirva aqui:

"Vamos acordar, vamos acordar, porque o sol não espera demorou, vamos acordar, o tempo não cansa ontem a noite você pediu, você pediu... uma oportunidade, mais uma chance, como Deus é bom né não nego??? Olha aí, mais um dia todo seu, que céu azul louco hein? vamos acordar, vamos acordar, agora vem com a sua cara, sou mais você nessa guerra, a preguiça é inimiga da vitória, o fraco não tem espaço e o covarde morre sem tentar. Não vou te enganar, o bagulho tá doido e eu não confio em ninguém, nem em você, os inimigos vêm de graça é a selva de pedra, eles matam os humildes demais, você é do tamanho do seu sonho, faz o certo, faz a sua, vamo acordar, vamo acordar, cabeça erguida, olhar sincero, tá com medo de quê? Nunca foi fácil, junta os seus pedaços e desce pra arena, mas lembre-se: aconteça o que acontecer nada como um dia após o outro dia."


sexta-feira, 8 de março de 2013

Volatilidade: Chávez,Brown, Mulher e amanhã?






Definitivamente não vou escrever sobre o dia da mulher (claro que fica aqui registrado o parabéns para todas, apesar de não achar necessária uma data especifica para simbolizar o dia das mulheres), pois tem uma questão "cutucando" um pouco mais. Não consegui me conter e diante dos fatos preciso escrever.
Fico cada vez mais  surpreendido com a volatilidade do momento em que vivemos, alguns momentos até mesmo assustado. Mal temos tempo de sentir as coisas e já surgem outras e todos alimentam como se fosse tudo muito comum, mas será que só eu fico assustado com essa velocidade, como a volatilidade existente nas informações?
Nesses últimos três dias, tive a prova concreta de como as noticias são voláteis e consequentemente a necessidade de sentirmos, raciocinarmos e assimilarmos tudo muito mais rápido, absorver tudo imediatamente, como se tudo fosse posto goela abaixo.

Dia 06/03/2013, morre Hugo Chávez, presidente da Venezuela,  vitima de câncer, aos 58 anos. Surgem diversas discussões: a vida militar, inicio do governo, amigos e inimigos, consolidação do poder, descoberta do câncer, problemas com EUA, reeleição para o quarto mandato consecutivo. Pessoas tratando como um Deus, outros tratando como Demônio. E assim passa o dia, nos sites, redes sociais, nos jornais, nos telejornais e até mesmo no humor jornalístico:

 
Dia 07/03/2013, todos amanhecem com a notícia da morte de Chorão, Alexandre Magno Abrão, vocalista da banda Charlie Brown Junior. Encontrado morto em seu apartamento, aos 42 anos. Surgem novos fatos, mais assunto. Cantor, letrista, ídolo, drogado, depressão por causa da ex mulher, briga com parceiros de banda, famosos comentando sobre a morte, morreu do que? Julgamentos, incertezas e mais uma vez, machetes em sites, redes sociais, tele jornais, jornais e até mesmo no humor jornalístico (e olha que por incrível que pareça conseguiram unir os dois fatos):


Dia 08/03/2013, dia internacional da mulher. Pronto... Acabou Chávez, acabou  Brown, acabou até mesmo Bento XVI, talvez tenhamos um resquício de Bruno (condenado pela morte de  Eliza Samudio) afinal existe uma próxima relação com mulheres. Mas definitivamente o dia hoje é das mulheres. Propagandas, nas ruas, tv, jornais, rede sociais, mensagens.


Dirão: “As notícias mudam, temos que não informar!” Correto, concordo. Porém conseguimos ter uma capacidade de absorver sentimentos e sensações tão rapidamente? Qual a resposta do nosso corpo para esse excesso de informações? Seres humanos, menos humanos?
Talvez possamos pensar em algo ao refletir sobre tanta informação, mas a dúvida é:

E amanhã? Qual será a notícia?
Alguém arrisca?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Corinthians: O poder da minoria de manchar uma história






Sou admirador de futebol desde que me começo por gente. Não pela graciosidade do esporte, ou pela inteligência do jogo, mas sim, simplesmente, por eleger o futebol como o meu esporte, mesmo que existam tantas sacanagens, roubos e falcatruas, mas uma coisa que não deve ser em hipótese alguma aceita é a violência.
Agora, em um jogo de futebol, um garoto de 14 anos morrer, e pior, acertado no olho por um sinalizador? Como isso  pode acontecer? Como uma pessoa pode pensar: “Vamos acender isso aqui e jogar lá na torcida deles!!!” Isso é inaceitável!!!
O torcedor colocar o time acima de todas as coisas de sua vida? Como assim? Será que isso não poderia ser caracterizado como uma doença?
Libertadores, o campeonato em que muitos dizem valer tudo, porque libertadores é diferente, pode bater, o “sangue nos olhos” escorre mais. Isso não existe! Esse é um torneio como outro qualquer. As áreas de gladiadores não existem mais, não é sobre esse “esporte” que estamos falando.
O fato citado acima aconteceu no jogo entre Corinthians e San Jose, em Oruro – Bolívia. Sou são paulino, porém sempre admirei e respeitei a torcida do Corinthians, afinal seus cantos, sua paixão pelo time, a emoção envolvida, é incrível. Porém algumas coisas são inaceitáveis.
“Não podemos pagar por uma minoria” – dirá você corintiano – sinto informar, essa minoria faz parte da massa “fiel”. Acredito que passou da hora de ser repensado sobre a verdadeira função das torcidas organizadas, afinal não é a primeira vez que uma delas realiza algum ato que pode afetar o time, dito “do coração”. 

Vejo que diversas medidas poderiam ser tomadas:

1 – Proibir entrada de sinalizadores e fogos de artificio em estádio.
2 – Maior policiamento nas arquibancadas.
3 – Ou até mesmo, uma medida mais drástica, proibir torcidas organizadas de entrarem em estádios. 

Falando especificamente do fato ocorrido em Oruro outras medidas poderiam ser tomadas:

1 – Jogos do Corinthians com a torcida proibida de entrar nos estádios.
2 – Perda de mando de campo.
3 – Ou até mesmo, de acordo com novas regras da CONMEBOL, a exclusão do Corinthians da competição. 

Talvez as três primeiras fossem mais adequadas em longo prazo, porém é necessária alguma medida com relação ao fato pontual ocorrido. Apesar de que nenhuma dessas medidas pode trazer a vida do garoto de volta, ou reparar a dor que a família dele está sentindo.
É inadmissível alguém ir para um estádio de futebol e matar alguém, ou ainda ir ao estádio e não voltar para casa. 

Vamos ver quais serão as próximas medidas que serão tomas, por enquanto, definitivamente “mais amor por favor!!!