quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A minha volta e a volta do Ronaldinho Gaúcho(?)



Caros leitores, eu sei, eu sei, estou em falta com vocês, mas sabe como é neh?! Fim de ano, viagens, natal, ano novo, trabalho e o tempo voa, tirei um leve tempo pra não pensar em nada pra escrever, mas é claro que idéia não faltaram. Retrospectiva, Dilma no poder, 2011, festas, mas decidir não escrever nada.
Hoje decidi voltar a agraciá-los, ou não, com textos e vou começar com um texto, talvez não muito longo, falando sobre Ronaldinho Gaúcho, afinal, é o nome mais falado no momento.
Vamos começar destacando o “bla bla bla” ou o “leilão” de sua negociação.
Ok, ok, o cara joga muito, que me perdoem aqueles que gostam de criticar, mas o cara sempre jogou muita bola, podemos perceber isso com o seu primeiro gol pela seleção e pra quem não lembra dele o link está aqui: http://www.youtube.com/user/gunaturologia?feature=mhum#p/a/f/0/SaV753UN8gY (desculpa pela narração!).
Definitivamente uma pintura, era contra a Venezuela, mas foi uma pintura.
Desde os tempos de “muleke” quando está no Grêmio ele já mostrava que seria um destaque. Alias pobre Grêmio, ficou literalmente com o dedo na boca! (Cuidado pra não ficar muito tempo com esse dedo na boca e ficar com os dentes iguais os do Ronaldinho... Nossa que piada péssima).
Voltando ao centro da discussão.
Qual seria o motivo do grande astro dizer que queria jogar no Grêmio, as vezes é melhor ficar de boca fechada mesmo não!? Imagina só o primeiro jogo do camisa 10 do Mengo lá em Porto Alegre? Nossa... não quero nem imaginar.
Nem citei o Palmeiras até agora, pois era lógico que esse não seria o futuro do astro e nem para o Corinthians, afinal o dois Ronaldo´s lá seria peso demais. (Ok, paro com as piadas).
O fato que mais me interessou foi o “fuko fuko”, a “mobilização” o “caos” do querido Ronaldinho Gaúcho para suas entrevistas sem respostas para nenhuma pergunta e seus atrasos para todos os compromissos. Poxa, será que precisa de tanto marketing assim? Poderia ser mais direto na resposta como o Presidente do Milan que ao ser indagado sobre para onde o Ronaldinho deveria ir, ele falou sem nem pensar, Flamengo. O novo camisa 10 poderia aprender pontualidade com a torcida, que de tão pontual arrebentou o portão pra entrar na Gávea na recepção do craque.
Já que estou falando da recepção, vamos para o ponto mais importante. Hoje dia 12/01/2011 foi o dia do SHOW! Não o da Amy Winehouse, mas o SHOW para a apresentação do RONALDINHO GAÚCHO, mas não foi aquele simples com “petecada” de bola e fogos. Foi bateria da mangueira, musa do brasileiro, Dudu Nobre, vários famosos e claro a gloriosa Valeska popozuda e mais umas quatro mulheres de nadegas avantajadas, o que não poderia falta para uma “bela” recepção de um ídolo do futebol, camisa 10 do Mengão e no Rio de Janeiro! Com certeza na Inglaterra nunca seria assim!
Claro que ele atrasou um “pouquinho”, tipo uma horinha... Mas sem problemas as “popozudas” estavam lá para que isso não fosse um problema!
O que me deixou mais “encantado” e me fez refletir e pensar muito, foi o fato do querido Ivo Meirelles, cantor, compositor, presidente da Mangueira dizendo: “Galera, o RONALDINHO vai FALAR!!!” uhauahuah Desculpa eu tinha que rir, pois a empolgação era tão grande!  Juro e tenho certeza que se fosse a Dilma ele não falava com essa empolgação.
É nesse momento que percebemos que o negócio do povo é muito mais circo do que pão, as pessoas que morreram logo ali do lado da Gávea nas favelas, ou com chuva ninguém nem lembrava mais.
Tudo bem, solta o circo pro povo, mas agora o Ronaldinho vai ter que passar de Gaúcho pra Carioca!!!
Boa sorte pra ele!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Política dos mais velhos e também dos jovens!


Olá leitores e seguidores, sei que já faz um tempo que não escrevo, mas sabe como é a correria, só não gostaria que o dia tivesse mais horas, pois não adiantaria muita coisa, afinal nosso poder de ocupar o tempo que temos é imenso.
Gostaria de falar um pouco de política. E vocês pensarão: "O que um Naturólogo, Especialista em Saúde Mental, que trabalha, entre outras funções, como professor, quer "palpitar" na política?"
Pois bem, acredito que todos deveriam refletir um pouco sobre política e não estou aqui para defender esse ao aquele partido, pois acho que todos deveriam ter o objetivo de auxiliar o povo independente de seus interesses partidários. Não que eu seja o maior exemplo de interesse na política, mas acredito que assim como eu muitas pessoas, gostariam de ver nosso país prosperar cada vez mais, mas para isso devemos começar com os municípios, dessa forma gostaria de citar mais especificamente sobre o meu município de origem, Ourinhos - SP.
Política para ser bem feita necessita de um leve toque de experiência, mas para adquiri-la, necessitamos de oportunidade, sei que é isso que meu caro amigo Lucas Pocay (http://lucaspocay.zip.net/ e @lucaspocay) está conseguindo como vereador do meu município de origem.
Em 2008 ele foi o vereador mais votado na cidade com 2.376 votos e o que me deixa mais feliz com relação a essa vitória, é saber que já tão novo, pode servir de exemplo para outras pessoas, muitas vezes até mais velhas. Além de aumentar essa experiência e dessa forma amadurecer cada vez mais na política. Tudo bem que ele possa ter uma bagagem significativa de conhecimentos políticos, afinal sua família vive nessa veia, mas "colocar a mão na massa" é outra coisa.
Senti na pele essa questão da idade, que me afligiu por um bom tempo, pois vivencie isso de perto, afinal como uma pessoa de 22 anos, recém formada, poderia dar palestras sobre saúde, ou dar aula para pessoas muitas vezes duas ou até três vezes mais velha que ele?
Aonde quero chegar com isso?
Gostaria que as pessoas pudessem entender que a qualidade do que fazemos não está na idade ou talvez na pouca experiência que temos, mas sim na nossa disposição e vontade para fazê-las e que a mescla entre mais jovens e mais velhos torna-se um par perfeito.
Dessa forma percebe-se o quanto pessoas jovens podem servir como espelho para futuras gerações e ainda superar expectativas das mais velhas.
Tenho absoluta certeza que na política não é diferente e Lucas seria o exemplo disso, jovem, determinado e disposto, adquirindo a tal "bagagem" para cada vez mais auxiliar na política do município e dessa forma, com pequenas mudanças, no micro, podemos caminhar para mudanças futuras no macro.
É acreditando no potencial de cada um e em sua capacidade, além de saber ouvir as criticas que podemos crescer e começar a transformar o mundo em algo cada vez melhor.
Não permitia que sua idade seja algum empecilho em sua vida, você deve mostrar o seu valor por aquilo que é, independente do ano em que nasceu.
Dessa forma finalizo com palavras do próprio Lucas ao receber "Troféu JK Transformadores 2009/2010".
“É sempre uma grande alegria recebermos um reconhecimento pelo trabalho realizado. O homem público deve romper paradigmas para transformar, criar o novo, ajudando a construir um caminho que permita fazer com que a vida das pessoas melhore”.
 "Romper paradigmas" principalmente o da idade, "criar o novo", tarefa difícil, mas não impossível, "fazer com que a vida das pessoas melhore", se todos os políticos fossem sinceros nessa afirmação tenho certeza que os erros seriam menores, acredite nas possibilidades e aberturas que os mais jovens podem conquistar no meio político.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Inspiração brota por todos os lados: Projovem Urbano Palhoça





Acredito que ando sem idéias para escrever, ou com falta de inspiração (afinal isso é normal para qualquer pessoa), ou simples não tenho tempo mesmo, alias hoje em dia, eu acredito que uma das frases que eu mais escuto.
Tudo bem, não estou aqui para lamentar o tempo e muito menos para falar d falta de inspiração, pois acabei de descobrir que idéias não faltam, o fato é que não poderia deixar passar em branco o acontecimento que vivenciei na semana passada, mais precisamente na sexta feira, dia da formatura dos meus alunos, ou ex alunos, afinal já estão formados.
Não são alunos comuns, são bem especiais, alunos que me fizeram, em pouco tempo, aprender muito com cada um deles, são alunos que depois de um bom tempo decidiram voltar a estudar.
Todos com mais de 18 anos, mas que ainda não tinham conseguido (ou por barreiras da vida, ou por escolhas próprias, ou simplesmente por não terem oportunidade), concluir o estudo fundamental, mas com grande força de vontade, empenho e estudos, conseguiram concluir mais essa etapa em suas vidas, com a certeza de que novas portas poderão ser abertas através dessa chave conquistada.
Realmente esses alunos são uma fonte de inspiração, todos arrumados para o dia tão especial, olhos brilhantes, e sorrisos maravilhados, crentes da conquista e principalmente do seu valor por esta conquista.
Meu sentimento é de tarefa cumprida, qual tarefa exatamente eu não sei, só espero ter conseguido passar uma mensagem positiva, não somente sobre física, química, biologia e saúde, mas sobre a vida, espero de coração que um dia, daqui alguns meses ou quem sabe até anos, eles possam lembrar-se de algo que eu falei em alguma das aulas e que isso possa fazer uma enorme diferença em suas vidas, na verdade não precisa ser tão enorme, acredito que se eles lembrarem alguma das mensagens positivas já estarei extremamente satisfeito.
Mais o fato é que vê-los receber o histórico com as notas do ensino fundamental depois de tantos anos parados era realmente inspirador, é nesse momento, exatamente, que podemos perceber que realmente “nunca é tarde” para irmos atrás daquilo que almejamos, de lutar por nossos sonhos e encarar o desafio.
Esses alunos foram para mim um desafio em todos os sentidos, conseguir conquistá-los, impor o respeito, ensinar e ao mesmo tempo passar mensagens positivas no meio de tantos problemas que cada um enfrenta no seu dia a dia, mas como dizem, quanto maior o desafio, maior é o sabor de conquista.
Caros alunos, obrigado por cada momento, cada bate papo e ensinamento, cada momento de dor, tristeza, de esperança e sucesso que vocês compartilharam comigo, espero encontrá-los pelos caminhos cruzados de nossas vidas!


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Aula de Sexualidade na quinta série! Depende dos olhos que estão vendo, mas também dos olhos e da forma que são vistos!



Nessa semana tive a felicidade de atender um convite que havia sido solicitado, “palestrar” para crianças da quinta série sobre sexualidade. Assunto um tanto quanto instigador para um publico que eu imaginava estar bem instigado.
Os temas centrais eram: afeto, respeito ao corpo e responsabilidade nas escolhas, até ai tudo tranqüilo, procurei pensar todos os assunto de forma ampla, não voltado apenas para o sexo, afinal o foco principal era a sexualidade.
Sabia que lidar com criança, para mim nunca foi problema, mas o problema é que eram quatro turmas e talvez um problema maior fosse que (com minha própria opinião) juntamos de duas em duas, ou seja, cada bate papo seria com mais ou menos 60 crianças! Achou que não poderia ter problemas.
Tudo planejado, palco armado era hora de chegar a platéia!
Todos bem curiosos, altos, magros, gordinhos, com boné, com cabelo preso, de chinelo ou tênis, cabelos lisos ou enrolados, cada um com um estilo diferente, com um olhar diferente, mas todos com um detalhe em comum, curiosidade! O que será que esse cabeludo vai fazer aqui?
Depois que todos entraram e claro, não tinha cadeira para todos (isso eu já sabia que aconteceria) por isso o jeito era sentar no chão e claro, eu não perderia a oportunidade de estar sentado no chão com eles também.
Apresento-me, digo quem me convidou, agradeço e finalmente falo o tema e é nesse momento que percebo que o bate papo vai “bombar”!
A primeira turma escuta atenta conversas paralelas surgem o tempo todo, mas nada de espantoso. Alguns rostinhos assustado com alguns assuntos, outros bem atentos, mais um pouco de barulho, logo em seguida tudo controlado e assim foi caminhando o bate papo, no final algumas perguntas, respostas tranquilas, dúvidas esclarecidas e fim de papo, era hora do intervalo.
Dez minutinhos de intervalo e que venha a próxima turma.
Mais uma vez mesmo esquema, entrada dos alunos, bate papo, conversas, barulho, controle, até chegar ao fim, mas ai eles se soltaram e começaram a sair perguntas dos mais vários níveis: “Professor, como faz sexo anal?” “Professor, sei que é um pouco constrangedor, mas qual é a melhor forma de penetração?” “Como dois mulheres fazem sexo?” “A camisinha pode ficar presa dentro da mulher?”
Confesso que cada questão que surgia eu ficava admirado com dúvidas tão, digamos, profundas, mas da forma mais natural possível, respondia normalmente.
Sempre soube do potencial das crianças, sempre tive certeza de que elas estão amadurecendo cada vez mais rápido, mas é impressionante como sempre continuamos nos surpreendemos, elas são mágicas, não tem tempo ruim, se é pra ser feito e se elas estiverem com vontade, simplesmente acontecerá, conquistá-las é o principal passo para ser dado e dessa forma tudo será simples e natural. Sempre depende dos olhos que estão vendo, mas também dos olhos e da forma que são vistos.
O ponto triste acredito que seja, o fato delas não terem esse tipo de aula, palestra, ou bate papo sempre, pois tenho certeza que estaríamos formando seres humanos muito mais esclarecidos.
Espero que em um futuro próximo discussões sobre sexo e drogas tornem-se parte integrante das disciplinas nas escolas, mesmo que seja um projeto paralelo que aconteça no ano letivo.


Ps: Em breve fotos!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ser forte ou não ser, eis a questão



Força... Palavra que nos remete a dor, afinal você sempre será forte pensando em superar ou aguentar algo que não trará, digamos, alegria.
Vamos pensar, você deve ser forte para levantar o peso da academia (quase uma tortura), você tem q ser forte para superar seu cachorrinho que morreu, você deve ser forte para receber a notícia de uma doença grave, você deve ser forte quando no meio do jogo de futebol, ou até mesmo antes dele começar, seu ligamento do joelho rompe, você deve ser forte para cuidar daquele parente da sua família que está doente.
Ok, concluímos que “ser forte” está diretamente ligado a “sofrer” certo?
Ai chega uma pessoa e diz: “Nossa Gustavo, como você é uma pessoa forte né?!” E  tenho certeza que ela não está relacionando essa idéia aos “enormes” músculos conquistados com horas semanais de academia, mas sim com a suposta “habilidade” de parecer que tiro de letra todos os problemas que aparecem.
Partindo desse suposto elogio tenho duas indagações: primeira quem disse que eu quero ser forte e segunda quem disse que eu sou realmente forte.
A primeira explica-se pelo simples fato de ser que forte está ligado com fatos não tão agradáveis de serem vividos, por isso não é um orgulho ser forte e tenha certeza de que se você já ouviu esse elogio por muitas vezes na sua vida, ela deve ser muito sofrível e consequentemente você é uma pessoa bem calejada por esses fatos.
O segundo fator é um pouco menos aparente, pelo menos aos olhos dos outros, afinal de contas vestimos diversas máscaras ao longo de nossa vida e quem disse que a tal “força” não é apenas externa? Sim claro, afinal parte-se do principio de que ao sermos fortes daremos força para outras pessoas, dessa forma seria um ciclo de força, o qual, poucas pessoas se sentiriam muito fracas, pois como movimento gera movimento, força também gerará força. A questão é que nem sempre somos essa imensa fortaleza, só que sabe nos nossos próprios mistérios somos nós mesmos, pois é no nosso pensamento que temos a real liberdade que precisamos para sobreviver.
Por isso que hoje me peguei pensando, será mesmo que precisamos ser tão fortes?
No momento em que formos sinceros com nós mesmos e mostramos aos outros, que não; hoje eu não estou tão forte assim, poderemos viver mais tranqüilos e talvez compartilhar dores e dificuldades seja melhor do que tentar propagar a força!
Vivemos em uma sociedade que necessitamos da força em todos os instantes, mas será realmente que é a forma mais justa de levarmos nossas vidas? Será que é justo tanto sofrimento para sermos tão fortes? Será que sabemos sofrer, sermos relativamente fracos e pedir ajuda em alguns momentos?
Enfim, ser forte ou não ser, eis a questão!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Quase “Esboço” da Vida





“Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação (…) Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida?” É isso que diz Milan Kundera em um de seus livros.
Depois dessa breve reflexão ele prossegue dizendo que isso faz com que a vida pareça um “esboço”, mas ainda não seria a palavra exata, pois o esboço é a prévia de uma idéia, mas na verdade, na vida não conseguimos nem ter essa breve idéia, simplesmente pelo fato de que na vida tudo é como se fosse a primeira vez.
Não existem dias iguais, por mais monótona que seja a sua rotina sempre existe algum fato diferente, pode ser pequeno, mas ele existe.
Aquele dia que você acorda, sem a menor vontade de sair da cama (parece muito com uma segunda-feira), mas perceberam a palavra que usei? “Parece”, e parecido não é igual, por isso por mais que sua falta de vontade tenha uma similar semelhança com a semana anterior, não será idêntica, pois muita coisa envolvida não foi idêntica.
Você pode ter tido um final de semana maravilhoso, com viagens, muita comida boa, horas de um sono extremamente relaxante, pode ter passado o dia todo em águas termais e batido um papo super empolgante com um amigo que não via a muito tempo, por isso, mesmo que aconteça aquela “preguiça” de levantar na segunda, o seu fim de semana fez com que seu corpo produzisse respostas diferentes para essa “dificuldade”.
Vamos pensar um novo exemplo, acredito que relacionamentos são as melhores formas para relacionarmos essa idéia de esboço.
Em todos os seus relacionamentos anteriores você não se deu bem, descobriu que ele (a) era um mentiroso (a), descobriu que a família dele (a) não era nada agradável, percebeu que todo aquele “papinho” dele (a) era pra poder estar com você por curtição, ou ainda chegou naquela tão temida conclusão que ele (a) simplesmente não te quer mais. É o momento exato para entrar em pânico, chorar, procurar os amigos (as), chorar, ficar em casa e não querer sair, ou querer sair demais, chorar, falar mal dele (a), ou simplesmente decidir ir dormir mais cedo pro dia passar mais rápido e claro chorar mais um pouco antes de “cair no sono”.
O tempo (o verdadeiro dono da razão) passou, você se recupera, coloca na cabeça que nunca mais terá um relacionamento amoroso, eis que surge ELE (A), tudo que você sempre idealizou, com senso de humor, boa gente, com bons relacionamentos, o seu jeito de falar, suas idéias, seus valores, nesse momento você pensa: “– Como uma pessoa dessas está sozinha?”. Tudo é impressionantemente do jeito que você sempre sonhou, surgiu a paixão, mas ao mesmo tempo existe um fator importante, uma luz que pisca em sinal de alerta e diz: “-Ei, você tem certeza que quer sofrer tudo aquilo que sofreu anteriormente? Tem certeza que quer ter uma nova decepção na sua vida?”
Isso só existirá como um mecanismo de defesa que pode ser posto de lado, pois nada é igual o que aconteceu anteriormente, as histórias serão outros, os caminhos serão novos, o aprendizado será diferente, tudo isso pelo simples fato de que “não existe um termo de comparação”, se teimarmos em comparar todas as situações que acontecem seremos eternos frustrados, amargurados com a vida, andaremos em círculos e deixaremos de aprender coisas novas, pelo simples fato de não compreendermos que nada é nem mesmo um esboço de algo.
Cada dia é diferente, cada momento é único por mais que tudo pareça ser repetido nossa vida é renovada em todos os instantes, pode acreditar que desde as alegrias até os momentos de dor, todos têm sua singularidade!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Entre a Vida e a Morte




Você já acordou inspirado em um dia e começou a tentar descobrir o sentido da vida?
Não exatamente o motivo de viver, mas quais são os sentidos para estarmos aqui nesse momento, neste exato momento?
Após reflexões intensas,acredito não ter chegado à conclusão alguma e você leitor dirá:
“Claro que não chegou, seria uma reflexão um tanto quanto complexa, que muitos já pensaram, pensam e continuarão buscando reflexões em relação à vida.”
Tudo bem, eu concordo que não seja tarefa simples, direta e exata para ser respondida em apenas algumas reflexões intensas, quiçá em uma única vida. Isso se for única mesmo, enfim, são muitas as possibilidades.
E agora chega aquele momento crucial em que você dirá:
“Mas o que ele está querendo dizer com tanta coisa? Só chovendo no molhado?”
Bom, consigo hoje compreender que no momento em que damos um tempo para a vida “caminhar”, conseguimos entender os propósitos pelos quais ela nos apresenta, dessa forma,  tudo aquilo que temos vontade de realizar e fazer acontecer, desenvolvem-se naturalmente, como é o próprio fluxo natural da vida. Tudo de forma natural.
Ao discutirmos e pensarmos sobre a vida, ao pensarmos nos nossos sonhos, desejos, vontades, tentando descobrir os mistérios que a envolvem, conseguimos definir uma e, apenas, uma certeza: em algum momento morreremos.
Sim, meu caro amigo, parece trágico, absurdo e totalmente oposto, nesse momento em que refletimos sobre a vida, falar da morte, por bem ou por mal, é a certeza que temos, e o melhor de tudo, é que não temos necessidade de refletirmos tanto para chegarmos a essa resposta.
Com certeza, os mistérios pós-morte seria fonte de uma inesgotável discussão, mas a exatidão que vem da vida é a morte.
Agora começa a melhor parte, não estou me referindo à morte, mas sim, à união de vida e morte.
“Como assim?” Você perguntará.
Na verdade uma vez me apresentaram essa realidade e hoje tenho o prazer de compartilhar com vocês leitores.
No momento exato que nascemos, já começamos a morrer. É uma contagem regressiva que não sabemos exatamente em qual número começa, mas existe algo nessa história que poucos se dão conta. Entre a vida e a morte existe uma palavra mágica, sem ela nada mais consegue funcionar de forma adequada. Essa palavra é amor.
Isso mesmo! Entre vida e morte é fundamental a existência do amor, perceba a própria composição das palavras unidas vidAMORte, é o amor que está nesse meio.
Demoramos muito para descobrir essa simples relação entre as duas palavras, demoramos demais para conseguirmos viver com mais intensidade e amor, perdemos tempo e gastamos energia para tentar acelerar o nosso tempo ou, muitas vezes, atrasá-lo, mas se tivermos um propósito firmado em nossas mentes, é só viver com amor e tudo caminhará mais calmamente.
Simplesmente viver e viver simplesmente são as idéias que necessitamos para caminharmos com tranquilidade.
vidAMORte, pense nisso!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O pensamento é onde temos a plenitude da LIBERDADE!



Decidi escreve, ou divagar um pouco sobre a questão do pensamento e da liberdade após ler o post “anônimo” da pessoa que gosta de saber da vida sexual das outras no meu post “O que as pessoas pensam”.
Uma das frases do “anônimo” era: “O pensamento é onde temos a plenitude da LIBERDADE!”.
Na verdade sempre pensei muito sobre a liberdade e até que ponto podemos usufruir dela, ou realmente sermos livres, não só em um relacionamento, mas pensando também na questão de liberdade em geral, de falar aquilo que pensa, de fazer aquilo que quer, de ir onde tiver vontade, de consumir aquilo que quiser consumir, ou até mesmo aquela que canta a música de uma das primeiras bandas de Rock que eu gostei: “Liberdade de expressão, deixa eu falar Filha da Puta, expressão”.
A liberdade nada mais é do que uma pura e simples forma de expressão, claro que existem maneiras diferentes de produzi-la, mas uma coisa é fato, independente de onde você estiver, com quem você estiver, quando você estiver, sempre existirá uma liberdade que não poderão tira-la, o seu pensamento.
Esse sim é pura liberdade!
Você nunca vai precisar revelar nada que não quiser pra ninguém, no seu pensamento você será totalmente, infinitamente, para sempre, LIVRE!!!!
Isso é algo praticamente poético não?!
Mas o momento não é de poesia!
É um momento de reflexão!
Pense comigo (bom, nesse instante em que você pensará comigo, ire, levemente, privá-lo por alguns instantes dessa maravilhosa liberdade), mas não espalhe isso pra muita gente, ou espalha se quiser, no seu pensamento você pode ser o que quiser, quem quiser, pode ter todo o dinheiro do mundo, todos os homens, ou mulheres (isso sempre dependerá da sua preferência) que quiser, aquele carro que você sempre quis e nunca teve coragem de assumir pro seu amigo que gostaria de ter pode ser seu, você pode roubar, matar (não estou incentivando nada disso heim...) e não será preso, o pensamento é seu e nele você é Livre!!! Lembra?!?!
Que demais não é mesmo?
Tudo bem, se você não achar demais o problema é seu, pode ficar ai pensando um monte de merda de mim, afinal eu já dei o toque né!?!? Nisso ninguém vai poder interferir e eu nem vou saber!
Agora não vou mais me intrometer na sua liberdade plena de pensamentos, afinal quando alguém escreve algo e consequentemente nós lemos, esse alguém está interferindo diretamente na nossa forma de pensar e de certa forma na suposta plena liberdade, por isso fique por ai, em paz com suas idéias e pensamentos mais estranhos possíveis e sempre será um grande prazer tê-los compartilhados de alguma forma.
Quem sabe o próximo texto, sobre algum comentário, não possa ser o seu?
Bons pensamentos...

domingo, 17 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 - “Sem saber o calibre do perigo”


“(...) eu não sei d'aonde vem o tiro...”
É curioso e ao mesmo tempo diferente ver na tela do cinema algo que você sabe que acontece, mas talvez não acredite que seja 100% dessa forma.
Ao ler o blog do http://www.ricaperrone.com.br/ decidi postar sobre o filme Tropa de Elite 2 também.
Não bastando toda a sujeira no primeiro filme Padilha decide “esculaxa” dessa fez. É como uma bomba na cabeça dos políticos, da polícia, da justiça, mas acredito que a maior bomba deveria ser na cabeça da sociedade e da comodidade da humanidade que existe e persiste no nosso dia a dia.
O filme mostra relações rotineiras da vida, como a relação entre pai e filho, a convivência de um casal divorciado, as discussões existentes entre esquerda e direita, mas mostra aquilo que muitos de nós, meros mortais, não vemos, a malandragem da polícia, a sacanagem dos políticos e o mais absurdo, a dificuldade quando alguém tenta agir da forma “correta” (se é que existe essa forma).
Com certeza como comentou Perrone, em seu blog, se o filme tivesse sido lançado antes do primeiro turno das eleições tudo seria mais complexo no momento em que estivéssemos de frente para a urna, mas não existe ponto sem nó.
Vagner Moura, fez do capitão Nascimento um ícone social, uma pessoa que luta por seu batalhão, mas agora tenta lutar por uma causa maior, mas não é tão simples assim, a “realidade” é outra, é necessário abrir mão de algumas coisas e como em todos os momentos da vida ganhamos em alguns pontos, mas perdemos em outros. Ele que começa o filme sendo taxado como, o cara que apóia o lado mal da “coisa”, o fascista sem coração, tem no lado oposto Fraga, o homem dos direitos humanos, mocinho de esquerda, o “anjinho” da história, mas que no fundo pretendem  alcançar o mesmo objetivo de achar um equilíbrio social, uma maneira de tentar exibir e valorizar o lado positivo da sociedade.
O filme eu acredito que seja mais do que um tapa na cara, mas sim um tiro, aqueles tiros de 12, bem na cara, que arrebenta tudo e estraga o velório, um tiro que muitas vezes parece sair pela culatra.
Meu sentimento maior foi de parecer estar de mãos atadas, que saber do podre, mas não conseguir soltar uma bomba para mudar algo, apenas semear algo positivo, isso tornou-se mais forte ainda depois que André em um encontro com Nascimento (não vou falar o momento, pois se você ainda não viu o filme irá estragar alguns detalhes) diz que quem acabaria mudando (deixando de querer enfrentar as dificuldades da honestidade), seria o próprio Nascimento. Na verdade esse comentário tinha um fundo de razão, pois surgiram dois caminhos para Nascimento, ou ele teria que mudar, ou ele não conseguiria se encaixar e ai amigo, só assistindo para entender.
O fato é: existe muita impunidade, injustiça, sujeira e pilantragem das quais não temos nem idéia. Se o filme é “forçado” ao extremo, ou é apenas uma realidade que muitos desconhecem e os que conhecem tem medo de abrir a boca e os poucos que abrem, não permanecem onde estão, isso pouco importa, o que importa é que devemos, precisamos, ou melhor, necessitamos abrir os olhos, “soltar as algemas que nos prende” e não nos acomodar com aquilo que acreditamos estar fora dos padrões.
Acredito, assim como o filme passa, que a maior bandidagem não é a que aparece no começo dentro do presídio, nem os de farda, mas sim os de terno e gravata que auxiliam e alimentam os outros dois.
Filme, elenco, direção, produção, parabéns! Isso sim é filme pra Oscar, não a história da vida de alguém, nem filmes em que no final tudo explode e o mocinho fica com a mocinha (essa é uma frase do Dig), Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro e “a conta é grande amigo”.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ensinamento de um Palhaço



Só quem mora no Sul sabe o quanto estamos sofrendo com as chuvas constantes. Carros, casas, roupas, perdidos;  pessoas desaparecidas em meio a tanta água, lama e sujeira.
Apesar da desgraça e tristeza, a história de hoje é sobre um palhaço. Isso mesmo, um palhaço.
Estava em meu trabalho, após um dia inteiro de chuva, em que quase fiquei preso na enchente da Palhoça. Nada estava dando muito certo: não achava os clientes, endereços errados
e o tempo se fechando novamente.
Dirigindo o carro em busca de mais um cliente, o semáforo fechou. Quando olhei para o lado havia um palhaço. Desviei o olhar para que ele não viesse me “importunar”, uma vez que
meu humor já estava "em baixa". Mas, em um breve lampejo de consciência, pensei: - Eu também trabalho de Dr. Palhaço em um hospital (faço parte dos Terapeutas da Alegria); não
posso negar essa minha "veia de palhaço". Decidi pegar o nariz de palhaço que havia no porta-treco do carro, coloquei e voltei a olhar para o outro homem de nariz vermelho. Ele arregalou
os olhos e disse:
- Você também é como eu?!
Apenas sorri e esperei para ver o que aconteceria.
Ele se aproximou, encostou-se ao carro e apontou o horizonte.
- Vai vir chuva, disse ele.
- Não, não, mais chuva não........
- Sim, sim, deixa chover. Deixa chover muito!
- Mas se chover mais, as coisas vão piorar.
Nesse momento, ele fixou seu olhar no meu e falou:
- Você sabe o que a nossa mente faz?
- Não!
- Ela mente, respondeu o palhaço.
Não entendi, mas continuei prestando atenção.
- E você sabe o que significa coração? (insistiu o homem do nariz vermelho nas charadas.)
- Não sei não.
- Significa a Cor da Ação.
Mais uma vez fiquei sem entender muito bem o que ele queria dizer com aquilo. Então meu novo amigo refletiu:
- Enquanto o homem utilizar a mente que mente e não o coração, esses desastres continuarão a acontecer.
Comecei a tentar refletir sobre aquilo, mas antes que pudesse pensar em qualquer coisa, surgiu outra charada:
- E você sabe o que nós podemos fazer para silenciar a mente que mente e agir com o coração?
Outra vez eu não tinha a resposta. Ele nem me deu tempo para pensar, e respondeu:
- Você está vendo esse furinho bem aqui? (apontando para o furinho no meio do bigode).
- Estou vendo sim.
- Você está vendo esse dedo aqui? (levantando o indicador).
- Sim.
- Esse dedo encaixa direitinho nesse furinho (mostrando o sinal do silêncio). E olha para onde ele aponta: lá pro céu! É dessa forma que o ser humano tem que começar a agir: silenciando a mente, ao silenciar a boca; dessa forma podemos ouvir nossa cor da ação e prestar atenção nos recados que vem do céu.... Pense nisso, amiguinho.
Confesso que nunca imaginei que o tempo de um sinal vermelho fosse suficiente para que eu pudesse refletir sobre tantas coisas.
O melhor que fiz naquele dia foi colocar o nariz vermelho, atraindo o sábio palhaço que estava alí, naquela quarta-feira de tempo nublado.
Tantas reflexões baseadas em simples palavras vindas de um palhaço, que por pouco ficaria sem minha atenção...
Com certeza foi prova de que a todo minuto aprendemos alguma coisa, de que estamos aqui pra aprender; basta estarmos abertos para isso.
E você ? Está aberto para aprender algo novo hoje?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que as pessoas pensam



Dizem que todos têm suas manias, mas eu sempre paro e tento pensar quais são as minhas. Tudo bem, tudo bem, você leitor que já é levemente mais íntimo pode até saber algumas delas, porém o fato é que quando nós mesmos tentamos pensar nelas parece que surge um bloqueio, um “faz de conta que eu não tenho isso” e nenhuma das ditas manias surgem em nossa cabeça.
Tá, mas quem disse que mania é algo ruim?
Mania, palavra que vem do grego “loucura”, é para a Psiquiatria um distúrbio mental caracterizado pela mudança exacerbada de humor, mas não é exatamente essa a definição psicopatológica que quero trabalhar, penso na questão levemente mais básica, mas não menos importante, na qual mania é “um hábito estranho, ridículo, uma esquisitice”.
Vejamos algumas bem estranhas:
Cartocacoete – mania de ver mapas em todos os lugares, nas nuvens, na comida, em tudo!
Gamomania – mania de pedir pessoas em casamento, é mole? Isso porque tem gente que não consegue essa proeza nem uma vez.
Clinomania – desejo de ficar na cama, é a obsessão por dormir, um amor incontrolável pelos travesseiros e cobertores.
Tricotilomania – mania de arrancar cabelos, sendo que alguns até comem.
Sim, meu caro leitor, são manias estranhas mesmo!  Lembrando dois detalhes: primeiro, existem outras mais simples e comuns, como roer unhas, mascar chiclete o tempo todo, cutucar o dedão do pé, o segundo, é conseguir perceber a diferença da simples mania e o momento em que ela começa a virar uma patologia.
Tudo que estou falando aqui é para chegar a uma “auto-mania” que sempre me deixa intrigado. O que as pessoas pensam? É isso mesmo, o que será que todas as pessoas que encontramos no dia a dia estão pensando?
Fala sério... Será que isso é uma viagem só minha?
Sempre que ando na rua, ou em qualquer lugar que tenha muitas pessoas, fico imaginando: “De onde esse cara vem? Quais são seus objetivos de vida? Quantos irmãos ele tem?” E aquela senhora: “Por que ela anda tão devagar? Pra onde ela está indo? Pra que tantos remédios?”
Acredito que a partir desse momento comecei a me tornar uma pessoa mais observadora, pois alguns pontos me trazem informações para descobrir os detalhes de cada um.
Imagina o tanto de histórias de vida que existem em apenas um quarteirão? Quantas coisas novas não poderíamos aprender? Quanta coisa não poderíamos mudar com apenas uma palavra?
Na verdade, gostaria de ter tantas informações, não simplesmente por tê-las, ou para fazer umas “fofocas”, mas sim porque me encanta saber, conhecer e compartilhar novas histórias de vida, entender como cada pessoa reage a cada situação, como cada um trabalha e administra seus problemas e o melhor de tudo, tentar achar alguma forma de auxiliar essas pessoas, independentemente da forma.
Como sei que não posso saber das histórias de todos, vou me contentando com as que escuto ao longo dos anos. E você, quais são suas manias?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Menino e a Pipa



Caminhava tranquilamente pela rua em um dia agradável, um leve sol, mas com um vento que deixava o clima perfeito.
Era uma quarta-feira, no centro tinham muitas pessoas andando de um lado para o outro, procurando resolver seus problemas o quanto antes, ou agilizar seu trabalho para não sobrecarregar-se no final do dia.
Acredito que apesar do trabalho e da correria daquele mar de gente, cada um pensava em seus problemas, apesar de estarem focados nos seus afazeres, pensavam nas contas que teriam que pagar logo, afinal, a parcela venceria daqui dois dias, pensavam que faltavam apenas mais dois dias de trabalho para finalmente chegar o final de semana, que sempre parecia curto, mas todos esperavam ansiosos sua chegada.
Todos andando pela rua, por distração ou trabalho, mas focados em seus objetivos.
Foi quando avistei uma linha no céu, porém uma árvore atrapalhava minha visão de forma que não conseguia visualizar quem estava comandando aquela linha e nem o que havia na outra ponta.  Fui caminhando, mudando a posição até conseguir ver uma pipa tentando levantar voo, caminhei mais alguns metros e percebi um menino, moreno, por volta de 9 anos, descalço, sem camisa, apenas com uma bermuda verde clarinha, esforçando-se ao máximo para colocar aquela pipa no alto.
Aquela cena parecia um tanto quanto destoante, havia uma praça com alguns bancos, escorregadores enferrujados e balanços abandonados, grandes árvores, um chão de pedrinhas, algumas pessoas indo e vindo apressadas, em volta muitos carros passando rápido e seguindo seus destinos, postes levando energia através de seus fios para várias pessoas e próximos a esses mesmos fios, uma pipa tentando levantar voo com as habilidades de um pequeno menino.
De longe, o garoto parecia frágil e indefeso, mas tinha uma velocidade assustadora ao manejar a linha e não deixar que a pipa chegasse perto dos fios.
Fiquei, por alguns instantes, contemplando aquela cena e o contraste entre as pessoas, os carros, homens engravatados, mulheres de salto com um menino e sua pipa.
Comecei a construir diversas perguntas em minha cabeça. Onde estariam os pais do garoto? Será que ele morava na rua? Onde estavam seus amiguinhos? Onde ele tinha conseguido aquela pipa? Ele estava só com bermuda por que não tinha outras roupas? Ou simplesmente por que estava com calor? Será que ele tinha fome? Ele estava feliz? Ele não estudava? Ou estava matando aula para soltar a pipa?
Pensei em muitas questões em tão pouco tempo, mas acreditei que estragaria a magia daquela cena se fosse saciar meus questionamentos com o pequeno. Preferi contemplar a tal “cena contrastante” por mais alguns minutos enquanto atravessava a praça, não queria interromper aquele momento que parecia tão mágico para o menino, uma cena simples, um momento único. 
Uma coisa eu tinha certeza, ele não estava pensando nas contas, no fim de semana, em problemas, mas estava inteiro no seu objetivo de levantar a pipa, pura e simplesmente aproveitando o momento.
Aquele simples acontecimento foi, para mim, uma lição de vida que teoricamente todos nós conhecemos, mas na prática é difícil realizar, a lição de tentar aproveitar o momento que vivemos sem pensar em outros problemas ou necessidades, simplesmente focar naquilo que está fazendo.
E você, com que cena aprendeu hoje?


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O que vale é a inteção!!!

ou intensão, ou intenssão, ou intencião?!?!?!
agora jah to me confundindo!!!!



O Prisma das Relações Humanas



Você já pensou sobre as relações Humanas? De que forma elas são baseadas?
Muitos acreditam que é  puro e simples jogo de interesse, mas eu, como crente das virtudes dos seres Humanos, não apoio essa visão.
Acredito que essas relações serão embasadas na ideia do “Prisma Humano”.
Para clarearmos essa ideia, vamos imaginar o prisma, lembrando o famoso CD da banda Pink Floyd – The Dark Side Of The Moon, no qual um feixe de luz incide e ao ser refratado transforma-se em outras cores. Para ser um pouco mais exato, o prisma é todo poliedro formado por uma face superior e uma face inferior paralelas e congruentes, também chamadas de bases, ligadas por arestas, mas isso é apenas um detalhe para podermos explanar a ideia.
O Ser Humano é como a luz inicial que chega ao prisma, com seus valores, crenças, vontades, sonhos, necessidades.  No momento em que atravessa o prisma, torna-se a forma com que as outras pessoas irão enxergá-lo e sempre dependerá do ponto de vista do outro. Para alguns, a cor mais forte da luz refratada será o vermelho, para outros, azul e, assim por diante, tudo dependerá da sua interrelação com estas pessoas.
Você sempre será esse raio de luz inicial, com todos os seus valores e potencialidades, mas, obviamente, carregando a tiracolo os defeitos.
Sempre que pensamos nas relações Humanas fica difícil agradar a tudo e a todos, em diversos momentos acabamos machucando alguém ao discordar de uma ideia ou por tomar uma decisão diferente da esperada.
O mais importante é que você não deve esperar para descobrir qual é a cor que irá  refratar para a pessoa do outro lado, apenas faça o seu melhor em cada contato. Tenha certeza dos seus pontos positivos, utilize-os da melhor forma possível e aprenda a modelar seus defeitos, o resto não dependerá de você, mas sim da luz visualizada pela outra pessoa.
Valorize sua luz própria e lembre-se que ela é única e sempre existirá uma pessoa que irá captar a sua luz e entenderá você do outro lado do prisma.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O que aprendemos com a morte?

Como é difícil pensar que algo foi feito em vão.
Sim, fiz todo um diário em vão, pois depois que saí de Lins, como se fosse certo para acontecer, você piorou, ficou instável, pressão caiu, seus órgãos não mais reagiram, você se foi... Aquela pessoa forte, sorridente e trabalhadora que sempre admirei se foi. Aquela pessoa que encantava a todos de uma forma que ninguém sabia explicar, aquelas pessoas que chamamos de especial, simplesmente por chamar. Agora foi chamada em outro lugar, foi para outro destino, talvez socorrer e alegrar outros, dar exemplos e contar outras histórias.
Pensar que você está em outro lugar é o mais simples e fácil para tentar aceitar tudo, pois entender, eu nunca entenderei.
Dói muito perder alguém. É uma daquelas coisas que nós sempre pensamos: “Comigo isso nunca vai acontecer”, mas é fato, acontece!
Não temos para onde fugir, não temos um telefone para ligar, nem um e-mail, muito menos um endereço para mandar cartas, cartões postais, não temos mais como ouvir os conselhos e opiniões, ouvir as broncas ou contar as novidades.
Contar as novidades... E parece que em dois anos existem tantas... Tanta coisa mudou, tantos rumos tomaram caminhos diferentes, mas uma coisa parece que não muda nunca, a vontade de querer compartilhar e não poder, o beijo e o abraço calorosos que sempre era fácil de conseguir, os conselhos em forma de histórias de vida, o jeito de cobrir à noite antes de dormir, como se as cobertas fossem um casulo que me abrigava.
Aí pensamos: “Poxa, que vida mais injusta! Justo na melhor fase, não tenho mais você para compartilhar tudo isso.” Nesse instante, esquecemos que na verdade os melhores momentos são aqueles que vivemos no dia de hoje ou aqueles momentos em que passamos juntos: os almoços, abrir pacotinhos de figurinhas no banco da praça, torcendo para não ser mais uma repetida, os cafés da manhã fartos na casa do vô, as viagens longas para buscar e levar carros, os papos ao vivo ou pela webcam, pois mesmo quando você estava no Japão, tinha certeza que te veria mais uma vez.
Não seria nada mal vê-lo outra vez e ouvir mais uma vez a frase que você me disse exatamente um mês antes disso tudo ter acontecido: “Eu tenho muito orgulho de você! Te amo.”
Agora não me venham com essa história: “Ele está ao seu lado sempre.”, “Ele sempre irá acompanhá-lo.” Isso talvez diminua levemente a dor da saudade, mas trocaria todo esse alívio para saber pra onde você foi ou onde você está agora. Aliás, quem criou esse sentimento de saudade? Sentimento incrivelmente dolorido.
Fará dois anos que você não está mais “perto” de mim, fará dois anos que não pude mais abraçá-lo, nem contar as novidades e as ideias novas, nem mostrar as novas tatuagens e muito menos entregar-lhe o diário que escrevi pacientemente, talvez para aliviar um pouco da minha dor, desde que soube do seu acidente (e por acaso aquela noite, mais precisamente às 4 horas da manhã, somado com as 16 horas que passei viajando para poder vê-lo, foram os piores da minha vida).
Toda a semana em coma até seu último dia, na esperança de que você iria se recuperar e tê-lo com a lembrança de um susto que teria sido superado, porém o susto não foi superado, não por falta de luta de sua parte, mas sim por algum motivo que desconhecemos, motivo que é o maior mistério que envolve a vida, a morte.
Na época em que tudo aconteceu, as pessoas diziam que eu era forte, mas ninguém sabe o quanto senti dor, quanto foi real e ao mesmo tempo misterioso saber que a morte está ao nosso lado, pois nunca imaginei que alguém cheio de vida, com 47 anos, poderia morrer, até imaginava, mas não meu pai.
Um dia me disseram: “Seja você! Realize-se nessa vida em homenagem a ele, sua mãe e ao mundo, pois um dia você ao deixar de ser nesse mundo, curiosamente continuará sendo através de alguém que também guarda a sua bela essência.” E como diria Carlos Drummond de Andrade “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”. Hoje prefiro não mais sofrer, estaria sendo hipócrita, pois em seu leito de morte falei para todos aqueles que estavam presentes que “não seria digno nos despedirmos de você com choro, pois a felicidade era um símbolo de vida para o seu dia a dia.”
Meu pai, pode ter certeza que uma coisa é certa: “Levo você no olhar...” Espero que esteja em paz!