terça-feira, 23 de abril de 2013

Aniversário - Mais um dia




Nunca fui muito fã de datas comemorativas e isso não é diferente com o dia de hoje, meu aniversário. 
Talvez possa ser interessante por alguns dados, pois hoje também é dia internacional do livro, dia mundial do escoteiro, dia mundial do livro e do direito do autor, além de ser dia de São Jorge. Sinceramente não faço a menor questão de festas, lembranças, presentes. Acredito que as pessoas que lembram diariamente de mim já me satisfaz por completo.
O dia de hoje é muito mais importante e digno de parabéns para a minha mãe e o meu pai, afinal foram eles que fizeram, a gestação foi deles e no dia em que eu nasci quem comemorou foram eles, tenho praticamente 100% de certeza que eu nasci chorando e muito.
Não serei extremista e dizer que não é bom ser lembrado por aqueles que há muito tempo não aparecia, nem dizer que é ruim ouvir palavras positivas de carinho, amizade, respeito e reconhecimento, mas sei que mutias pessoas podem deixar de mandar esses votos, porém nem por isso gosta menos de mim.
Em todo caso, acredito que um dia assim, é fundamental para que possamos dedicar um pouco de tempo para nós mesmos, pensar se os caminhos seguidos estão acrescentando algo em minha vida ou até mesmo na vida dos outros. Caso hoje eu pudesse escolher, eu faria tudo aquilo que fiz anteriormente? Mudaria muitas coisas? Não mudaria nada? Basicamente, rever um pouco de tudo que já passou e ter consciencia de onde consegui chegar. 
Nietzsche disse que ainda conhecemos muito pouco de nós mesmos e é bem provavel que morreremos sem nos conhecer por completo e não acredito que isso seria totalmente ruim. 
A certeza que tenho é que hoje não sou mais quem eu era ontem e amanhã também já estarei diferente, posso ter errado muito, ou acertado, mas o fundamental é não ter medo de arriscar. Frase extremamente clichê, mas verdadeira. 
Acho que continuo perguntando diariamente: "O que eu quero fazer com a vida que tenho?" "Qual o sentido de estar aqui, nesse lugar, nesse momento?" Todo instante me convenço que as questões, as dúvidas, são muito mais fundamentais e importantes do que as respostas e as certezas. E diria mais, as questões são muito mais interessantes, desde que possa existir uma forma construtiva de pensar em possíveis respostas.
Basicamente, o dia do nosso aniversário - pelo menos pra mim - não é um dia tão diferente do dia de ontem, mas mesmo assim agradeço ao meu pai e minha mãe por ter me dado essa oportunidade de estar aqui.

Tem um poema do Racionais Mc´s que talvez sirva aqui:

"Vamos acordar, vamos acordar, porque o sol não espera demorou, vamos acordar, o tempo não cansa ontem a noite você pediu, você pediu... uma oportunidade, mais uma chance, como Deus é bom né não nego??? Olha aí, mais um dia todo seu, que céu azul louco hein? vamos acordar, vamos acordar, agora vem com a sua cara, sou mais você nessa guerra, a preguiça é inimiga da vitória, o fraco não tem espaço e o covarde morre sem tentar. Não vou te enganar, o bagulho tá doido e eu não confio em ninguém, nem em você, os inimigos vêm de graça é a selva de pedra, eles matam os humildes demais, você é do tamanho do seu sonho, faz o certo, faz a sua, vamo acordar, vamo acordar, cabeça erguida, olhar sincero, tá com medo de quê? Nunca foi fácil, junta os seus pedaços e desce pra arena, mas lembre-se: aconteça o que acontecer nada como um dia após o outro dia."


sexta-feira, 8 de março de 2013

Volatilidade: Chávez,Brown, Mulher e amanhã?






Definitivamente não vou escrever sobre o dia da mulher (claro que fica aqui registrado o parabéns para todas, apesar de não achar necessária uma data especifica para simbolizar o dia das mulheres), pois tem uma questão "cutucando" um pouco mais. Não consegui me conter e diante dos fatos preciso escrever.
Fico cada vez mais  surpreendido com a volatilidade do momento em que vivemos, alguns momentos até mesmo assustado. Mal temos tempo de sentir as coisas e já surgem outras e todos alimentam como se fosse tudo muito comum, mas será que só eu fico assustado com essa velocidade, como a volatilidade existente nas informações?
Nesses últimos três dias, tive a prova concreta de como as noticias são voláteis e consequentemente a necessidade de sentirmos, raciocinarmos e assimilarmos tudo muito mais rápido, absorver tudo imediatamente, como se tudo fosse posto goela abaixo.

Dia 06/03/2013, morre Hugo Chávez, presidente da Venezuela,  vitima de câncer, aos 58 anos. Surgem diversas discussões: a vida militar, inicio do governo, amigos e inimigos, consolidação do poder, descoberta do câncer, problemas com EUA, reeleição para o quarto mandato consecutivo. Pessoas tratando como um Deus, outros tratando como Demônio. E assim passa o dia, nos sites, redes sociais, nos jornais, nos telejornais e até mesmo no humor jornalístico:

 
Dia 07/03/2013, todos amanhecem com a notícia da morte de Chorão, Alexandre Magno Abrão, vocalista da banda Charlie Brown Junior. Encontrado morto em seu apartamento, aos 42 anos. Surgem novos fatos, mais assunto. Cantor, letrista, ídolo, drogado, depressão por causa da ex mulher, briga com parceiros de banda, famosos comentando sobre a morte, morreu do que? Julgamentos, incertezas e mais uma vez, machetes em sites, redes sociais, tele jornais, jornais e até mesmo no humor jornalístico (e olha que por incrível que pareça conseguiram unir os dois fatos):


Dia 08/03/2013, dia internacional da mulher. Pronto... Acabou Chávez, acabou  Brown, acabou até mesmo Bento XVI, talvez tenhamos um resquício de Bruno (condenado pela morte de  Eliza Samudio) afinal existe uma próxima relação com mulheres. Mas definitivamente o dia hoje é das mulheres. Propagandas, nas ruas, tv, jornais, rede sociais, mensagens.


Dirão: “As notícias mudam, temos que não informar!” Correto, concordo. Porém conseguimos ter uma capacidade de absorver sentimentos e sensações tão rapidamente? Qual a resposta do nosso corpo para esse excesso de informações? Seres humanos, menos humanos?
Talvez possamos pensar em algo ao refletir sobre tanta informação, mas a dúvida é:

E amanhã? Qual será a notícia?
Alguém arrisca?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Corinthians: O poder da minoria de manchar uma história






Sou admirador de futebol desde que me começo por gente. Não pela graciosidade do esporte, ou pela inteligência do jogo, mas sim, simplesmente, por eleger o futebol como o meu esporte, mesmo que existam tantas sacanagens, roubos e falcatruas, mas uma coisa que não deve ser em hipótese alguma aceita é a violência.
Agora, em um jogo de futebol, um garoto de 14 anos morrer, e pior, acertado no olho por um sinalizador? Como isso  pode acontecer? Como uma pessoa pode pensar: “Vamos acender isso aqui e jogar lá na torcida deles!!!” Isso é inaceitável!!!
O torcedor colocar o time acima de todas as coisas de sua vida? Como assim? Será que isso não poderia ser caracterizado como uma doença?
Libertadores, o campeonato em que muitos dizem valer tudo, porque libertadores é diferente, pode bater, o “sangue nos olhos” escorre mais. Isso não existe! Esse é um torneio como outro qualquer. As áreas de gladiadores não existem mais, não é sobre esse “esporte” que estamos falando.
O fato citado acima aconteceu no jogo entre Corinthians e San Jose, em Oruro – Bolívia. Sou são paulino, porém sempre admirei e respeitei a torcida do Corinthians, afinal seus cantos, sua paixão pelo time, a emoção envolvida, é incrível. Porém algumas coisas são inaceitáveis.
“Não podemos pagar por uma minoria” – dirá você corintiano – sinto informar, essa minoria faz parte da massa “fiel”. Acredito que passou da hora de ser repensado sobre a verdadeira função das torcidas organizadas, afinal não é a primeira vez que uma delas realiza algum ato que pode afetar o time, dito “do coração”. 

Vejo que diversas medidas poderiam ser tomadas:

1 – Proibir entrada de sinalizadores e fogos de artificio em estádio.
2 – Maior policiamento nas arquibancadas.
3 – Ou até mesmo, uma medida mais drástica, proibir torcidas organizadas de entrarem em estádios. 

Falando especificamente do fato ocorrido em Oruro outras medidas poderiam ser tomadas:

1 – Jogos do Corinthians com a torcida proibida de entrar nos estádios.
2 – Perda de mando de campo.
3 – Ou até mesmo, de acordo com novas regras da CONMEBOL, a exclusão do Corinthians da competição. 

Talvez as três primeiras fossem mais adequadas em longo prazo, porém é necessária alguma medida com relação ao fato pontual ocorrido. Apesar de que nenhuma dessas medidas pode trazer a vida do garoto de volta, ou reparar a dor que a família dele está sentindo.
É inadmissível alguém ir para um estádio de futebol e matar alguém, ou ainda ir ao estádio e não voltar para casa. 

Vamos ver quais serão as próximas medidas que serão tomas, por enquanto, definitivamente “mais amor por favor!!!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Série desenhos - 1

Sempre gostei de rabiscar, pois nunca fui bom com formas definidas, até que um amigo disse que esses rabiscos eram bons, assim sendo, começarei a postar alguns desenhos realizados ao longo desses anos, pois a arte não precisa de formas definidas, apenas de olhos para apreciá-la!!! 
Todos os desenhos são feitos com caneta normal e sem régua, a grande maioria durante aulas, pois me auxilia a prestar atenção no assunto discutido, uma vez que prefiro não me concentrar nos rabiscos realizados.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria






Eis que surge mais uma vez a questão: "O que podemos aprender com a morte?" Ou melhor, você já parou pra pensar o que podemos aprender com ela?
O fato é que nunca - durante toda a nossa vida - estamos dispostos a "perder tempo" pensando sobre o momento da morte, pois parece que quanto menos falarmos dela, mais distante isso nos deixa dela, mas não sei se esse é o melhor caminho e talvez não seja exatamente desse jeito.
Dia 27/01/2013 todos acordaram com a impactante notícia de que mais de 200 jovens haviam morrido em uma casa noturna em Santa Maria - RS. Aquilo que parecia ser uma noite de diversão para a maioria, foi a última noite de muitos desses jovens.
Infelizmente esse é um dos momentos mais complexos para pensarmos o que falar para os pais que perderam um filho, aquele que perdeu um amigo, uma namorada ou um namorado, simplesmente não temos palavras e nem sabemos o que falar, como agir ou de que modo confortar uma pessoa que sofre uma perda desse tamanho.
Acho que isso se deve ao simples fato de que não falamos sobre a finitude durante a nossa vida, apesar de sabermos, não aceitamos que o fim chegará um dia para todos, mas pode acreditar que o sentimento não será agradavel, não será um sentimento de felicidade, porém parece que é isso que esperam os reportes - ao meu ver, extremamente sensacionalistas - ao perguntar para os parentes e familiares: "Qual o seu sentimento nessa hora?" 
É nesse instante que a morte continua me fascinando, não ela em si, mas sim tudo aquilo que gira em torno dos sentimentos que são gerados por ela. Comoção, revolta, tristeza, dor, medo, revolta, compaixão, saudades, incertezas.
Sinto muito pela dor de todas as pessoas que ficaram para aguentar essa "barra" em Santa Maria, descobrirem como lidar com a perda de tantas pessoas queridas, mas sinto mais ainda pela falta de sensibilidade dos nossos meios de comunicação que continuam a bater na tecla do sensacionalismo. 
Resta apenas fazer o pedido, por favor, uma coisa é entender o que aconteceu, como aconteceu, de que forma pode ajudar, outra coisa - completamente diferente - é você corroborar com a audiência de meios de comunicação que insistem em ganhar ibope filmando velórios e até mesmo entrevistando familiares em estado de choque.
Tente fazer sua parte da melhor forma, rezando, emitindo energia positiva, enviando uma mensagem de apoio, aprendendo algo com a morte, aprendendo a valorizar quem está próximo, aproveitando mais a sua vida, fazendo aquilo que te deixa feliz, mas diga não ao sensacionalismo!!!



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Viajar...




Existem muitas formas para isso acontecer...viajar... mas no momento a viagem é outra, talvez até mais prazerosa do que uma realizada para outra cidade ou outro país.
Viajo comigo mesmo, viajo para dentro de mim, ou talvez até para fora, bem longe... 
Ideias vem, mas logo na sequencia se perdem, somem, escapam do toque das mãos, ou da conclusão racional...
A sensação é de prazer! Porém um prazer diferente, uma paz no corpo, nos processos fisiológicos, nas necessidades e vontades, uma nostalgia, vontade de rir, como se problemas não existissem, como se obrigações não existissem, apenas eu, a dificuldade de firmar a caneta e a leveza dos pensamentos.
Será que essa é a sensação quando morremos? Seria essa a tal sensação de paz da finitude do corpo?
Queria poder estar nesse estado mais vezes para ter maiores e talvez melhores reflexões sobre outros assuntos, ou não...
"Respire fundo três vezes". Isso eu lembro....
Qual o motivo de três vezes se no meio da segunda tudo apaga?
Volto, acordo, em outro lugar. Bem. Leve. Risonho...
Tudo fica lento, mas existe muita vontade de pensamentos, desejo de escrever, unir o viajar fisico, mental e o da escrita.
Tudo em camera lenta, porém a visão e audição parecem não estar prejudicadas, estomago levemente dolorido e um gosto diferente na boca. Como nosso corpo pode ser tão perfeito e ao mesmo tempo frágil e suscetível?
Esse pode ser outro delírio... 
Em alguma medida essa pode ser a sensação do tal espírito livre em Nieszche, livre, para refletir e pensar sem barreiras, leve para conseguir alcançar alturas impossíveis em outros momentos e solto para caminhar por possíveis caminhos que anteriormente não eram imagináveis. 
Vou aproveitar, pois toda vez que a viajamos teremos que voltar... ou não... 

E pensar que uma simples endoscopia pode proporcionar tudo isso!!! 




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A UFSC que queremos e a UFSC que temos




"Sua atitude prejudica a Comunidade universitária e estará sujeita às penalidade do código brasileiro de trânsito. Seu veículo foi cadastrado!" 
Essa é a mensagem adesivada no vidro de diversos carros que estão estacionados na UFSC.
Gostaria de realizar alguns questionamentos e não é sobre a necessidade ou não da palavra "penalidade" estar no plural, ou sobre as atitudes (e não os motoristas) estarem sujeitas a penalidades, pois o foco não é a construção ou as correções gramaticais da frase.
Qual atitude "prejudica a comunidade universitária"? O fato de um aluno de um aluno estacionar o carro em determinado local, para estar presente em aula? Cabe ressaltar que, neste caso específico, o carro não atrapalhava o trânsito muito menos os pedestres.
Todos sabem que o número de alunos na UFSC cresce ano após ano, vestibular após vestibular, que ótimo! Todos sabem que o número de carros por habitantes está cada vez maior, o que não é tão bom assim. Todos sabem que o transporte público já é um problema grave em Florianópolis, o que não é nada bom!
Consequentemente precisamos de vagas na universidade para estacionarmos os carros, se os fatores anteriores já eram de domínio público e de grande parte dos administradores da UFSC, qual o problema principal? 
Resposta simples: - Administração!
Qual a solução que surge? 
Um adesivo para intimidar os motoristas, os mesmos representantes desta "comunidade universitária". Você acredita que alguém estaciona o carro em algum local na UFSC com o propósito de "prejudicar" alguém? Particularmente acredito que não.
Qual a intenção de adesivar os carros? Atitude de repreensão?
Só se for pelo trabalho de ter que retirar o adesivo, pois o mesmo é de papel e exige um tempo para retirá-lo.


Para conscientização?
Tenho a consciência de que preciso estar na aula, mas também preciso trabalhar, não consigo chegar meia hora antes para achar uma vaga em um local "permitido" para estacionar, muito menos ficar "rondando" com o carro até uma vaga liberar.
Para ameaçar?
Caso queiram "cadastrar" a placa do meu carro basta fazê-lo, não precisa anunciar em um adesivo.
Para solucionar o problema?
Não, definitivamente essa é a última meta que seria alcançada com esses adesivos.
Ao mesmo tempo o número de cancelas para vagas reservadas só aumentam. Compreendo alguns problemas, muitas pessoas que não são da "comunidade universitária" estacionam seus carros na UFSC, alguns lavadores de carro deixam os mesmos parados nas calçadas, mas estou aqui como estudante, graduando em Pedagogia e mestrando em Educação, solicitar uma alternativa que seja ao menos mais respeitosa, decente e que possa gerar uma solução para as vagas de estacionamento na UFSC, não uma atitude no mínimo desrespeitosa, ameaçadora e que não gera nenhuma solução.
Por favor, gostaria do retorno adequado dos setores responsáveis, se a "comunidade universitária" está no foco das soluções, espero que soluções adequadas possam surgir.
É hora de parar de adesivar e começar a solucionar!


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Despida de Solteiro - "eiiiii eu quero sexo"




Como esse é um espaço que além de alguns devaneios, textos sobre educação, ideias de filósofos, também gosto desse espaço para algumas reflexões que não tenho a pretensão de que todos possam concordar, porém não tenho como deixar de falar de um assunto que me incomoda profundamente, a atual "Música Popular Brasileira".
Tive o privilégio de ser criado com muita música boa, diariamente, desde Paralamas, Titãs, Legião, Cazuza, até Vinícius de Moraes, Caetano, Chico, Toquinho, claro que não faltaram as influências do Rock and Roll, brasileiro e também os estrangeiros, mas aqui gostaria de falar mais particularmente da música brasileira. 
Gostaria de antes de tudo dizer que não tenho nada contra as preferências musicais de cada um, mas se até mesmo o "Mr Catra" sente-se levemente incomodado ao ver suas sei lá quantas filhas dançando, cantando e até mesmo em um baile funk que tenham suas músicas, não serei eu quem irá achar a letra tão melódica certo? 


Ou então o que diremos sobre as mulheres saladas de fruta que enriquecem cada vez mais a harmonia e a melodia da nossa MPB? 
O que você, mulher que defende os direitos iguais entre homens e mulheres, acham que isso é uma forma de se igualar? 

 

Mas fiquem tranquilos, pois se você acreditava que tudo estava perdido, chegou nosso querido Latino, "chutando o balde". 
"Eiiiiiiiiiiiiiiiiiiii eu quero sexo"!!! Em sua incrível música "Despedida de Solteiro".

 

Já havia pensado em escrever sobre essa música e exatamente no dia em que pensava, ouvi na rádio Jovem Pan, no programa Pânico, que o convidado era nada mais do que ele, Latino, que como forma de "defesa" teve a capacidade de dizer que "nem Deus agradou a todos, pois ainda foi crucificado". Meuuuu o que dizer de um cara desses não?!?! Ele não sabe nem o que fala.
Latino, só pra você saber, o crucificado foi Jesus, não Deus! :/ Mas tudo bem, o foco não é a ignorância do Latino.
Essa música, particularmente, tem alguns trechos "belíssimos": "Na balada só gostosas [...] As minas todas nuas", que bela visão sobre as mulheres, não?!?!
"Amanhã talvez, eu vá casar", ótima valorização sober o casamento.
"Eu tô chapado, tô muito louco", para concluir uma leve indução para o uso de álcool e outras "coisitas mais". 
Definitivamente o que você acha do seu filho, ou da sua filha curtindo uma balada com esse som?
Caso goste da ideia, aproveite, pois amanhã (28/09/2012) tem "Baile do Latino" aqui em Floripa e o melhor, ele vai gravar o clipe desse novo sucesso da nossa atual "Música Popular Brasileira".
Agora se você não gostou muito dessa ideia ficam ai algumas músicas para você ouvir e limpar a audição desses LIXOS anteriores! 
E acredite que vale muito mais cantar isso para os seus filhos! 



Que sei eu?



A velha máxima de Michael de Montaigne nos remete ao exercício de filosofar e estar questionando-se todo o tempo. Não existe uma chave para que as coisas possam ser decifradas, porém como as coisas funcionam?
A forma ensaística de Montaigne de escrever auxilia no processo de desconfiar daquilo que é afirmado e pré estabelecido. O autor relata que os professores de sua época (28 fevereiro de 1533 a 13 setembro de 1592), eram um tanto quanto pedantes, o questionar não era valorizado, mas e hoje? 
Em nossas salas de aula os estudantes são estimulados a questionar? 
O que dizer dos estudantes que dizem saber o que querem falar, mas não conseguem saber de que forma? Ou como expressar-se?
Sem saber as questões existentes em uma criança, o que podemos, ou de que forma poderemos auxiliar na formação humana? 
Será que dar voz para essas crianças não seria uma boa forma de saber quais caminhos seguir na educação?
Essas reflexões partem do texto de Divino José da Silva (UNESP) - "O Ensaio em Montaigne: Um Estilo em Filosofia da Educação", que foi comentado na disciplina de Seminário de Dissertação pela professora Lúcia Hardt, auxiliado pelas reflexões do capítulo XXVII - Ensaios, Livro I -  "Da loucura de opinar acerca do verdadeiro e do falso unicamente de acordo com a razão" e capítulo XXXI "Dos Canibais", ambos de Montaigne.
O ponto principal - porém longe de trazer respostas prontas, ou ainda prescrever algo exato - é continuar exercitando o "que sei eu?"
O exercício de não acreditarmos no primeiro instante em tudo aquilo que ouvimos ou ainda tentar analisar as coisas de um ponto de vista menos carregado de pré julgamentos torna-se fundamental em uma relação pedagógica.
Cabe nesse instante uma passagem do capítulo XXVII "aprendêssemos com exatidão a diferença entre uma coisa e outra, entre o que está contra a ordem e a natureza, e o que se situa simplesmente fora do que admitimos comumente, entre não acreditar cegamente e não duvidar com facilidade."
Ainda cabe lembrar outra passagem "a glória e a curiosidade são dois flagelos de nossa alma; esta nos impele a meter o nariz em tudo; aquela nos proíbe deixar seja o que for sem decisão ou solução", volta-se ao ponto de necessidade de questionar-se a todo tempo.   
Porém vale lembrar que em muitos momento as pequenas coisas - talvez o questionamento de uma criança - pode auxiliar em diversos momentos a aprendizagem, nos desprendando daquilo que consideramos maior - talvez o saber do professor. Como um embasamento para essa ideia utilizo as palavra de Divino José da Silva: "por que ler Montaigne, ainda hoje? (...)  Montaigne é comparado, por Renato Janine Ribeiro (2004, p. 221), a Pascal e Nietzsche, pois tem em comum com estes autores o aguçamento dos sentidos e da razão para "[...] agarrar o pequeno, o detalhe, a falha e a partir dele pensar. Não é pensar pela porta grandiosa, a do cânone, a do registro solene; é pensar pela porta vadia, pela exceção, pelo que é torto, pelo que foge ao cânome."
Não tendo a pretensão de escrever com prescrição, deixo a você leitor, ideias para pensar!





terça-feira, 18 de setembro de 2012

Estamos preparados para desconstruir?



Baseado na discussão da aula de Filosofia do mestrado, do texto de Jorge Luiz Viesenteiner (Dr. em Filosofia pela UNICAMP) "Aprender a ver, aprender a pensar, aprender a falar e escrever: condições integrantes do conhecimento de Bildung no crepúsculo dos ídolos de Nietzsche", me inspirei a escrever um breve texto.
Nem sempre aquilo que imaginamos é aquilo que acontece no seu final, não temos esse controle pleno dos resultados e da vivência que buscamos. Ao estarmos no meio do desejo acabamos ludibriados, deixando de ver aquilo que realmente é.
Surge, portanto, o espírito livre que enfrentaria o espírito cativo, ou seja, na necessidade de questionar-se sobre o que seria o bem e o mal, o forte e o fraco, o falso e o verdadeiro, quando muitas vezes acreditamos nisso ou naquilo muito mais por força de um hábito já existente, surgindo dessa forma a hipocrisia humana. Ao afirmar o caos e sua existência, a vida firmada pode ter mais valor do que a vida renunciada. 
O que queremos como professores? Formar seres humanos melhores, ou apenas formar seres humanos que "pensam melhor"? Ou ainda, o que seria um "ser humano melhor"? Colocar-se a prova para cultivar-se e formar-se não seria um caminho para torna-se melhor?
Ninguém planeja as dores, perder um amor, ter uma doença, perder o emprego, morrer, mas são processos necessários para compreender e saber como viver a vida, isso tudo faria parte do Pathos.
Todo esse movimento acontece devido a forma que aprendemos a ver, pensar, ouvir, falar e escrever. 
Para o verdadeiro ver, não pode existir a imediaticidade do momento, deve-se agir com paciência, compreendendo o que é posto, por mais que isso possa nos indignar, muitas vezes a atitude imediata nos devolve respostas não almejadas. Necessitamos um distanciamento do momento vivido para conseguir o discernimento para uma atitude, algo que talvez seja muito complexo em uma sociedade tão imediatista. 
O pensar faz parte do distanciamento, para uma nova reflexão, possibilitando nova análise e nesse ponto podendo ter um parecer mais consciente e talvez adequado. 
Ouvir, até mesmo o silêncio, aquilo que não está posto, ouvir o complementar, aquilo que não parece ser importante, pode ser a fonte para as respostas certas que precisamos dar. 
Posteriormente falar e escrever com prioridade, que seria a síntese de toda essa construção anterior, a interlocução entre o ver, pensar e ouvir. Já diria Nietzsche que toda a pressa é indecente. 
Percebe-se que muitas vezes ler um autor nos faz defendê-lo de todas as formas, porém é importante tentar compreender qual o ponto que ele necessita chegar para tal discussão, qual o contexto em que ele está inserido, deve-se suportar alguns pontos os quais julgamos insuportáveis, necessitamos desconstruir aquilo que já recebemos pronto para então conseguirmos chegar em uma nova reflexão. 
A tarefa não é simples e em muitos momentos não temos o discernimento para a compreensão, mas apenas a prática pode nos levar próximos da perfeição e a tarefa não poderia ser fácil, os caminhos nunca serão liso e retos, no momento em que as dificuldades surgem é que temos e podemos sentir o verdadeiro gosto de uma conquista.


Acredito que o texto analisado mostra alguns pontos importantes, os quais nos faz pensar qual realmente seria o papel do mestre. Criar seres humanos melhores? Tornar os seres humanos mais pensantes?
Mas o que seria melhor? O que é ser melhor?
Estamos preparados para o enfrentamento das decepções sem frustrações e sem culpa?
Somos seres minados de paciência, ou o excesso de velocidade e necessidades nos arrasta para um universo muito mais imediatista?
Somos suficientemente capazes de ter paciência para não termos reações imediatas à aquilo que ilustra nossa visão? Ou ainda sabemos dançar (pensar) sem seguir os passos pré estabelecidos?
Temos tempo suficiênte para ouvir o silêncio? Ou ainda conseguimos ouvir nossa própria voz?
Ou estamos adestrados a ouvir apenas aquilo que os outros já nos fala?
Até que ponto conseguimos nos permitir e ao mesmo tempo nos deixar perder o controle?
Toda a pressa é indecente, diria Nietzsche, mas hoje em dia quem não vive com pressa?  Quem não quer saber a última informação?
E quando não temos mais o controle, conseguimos lidar com a frustração? Ou isso nos deixa ainda pior?
A certeza nos enrigesse de tal forma que esquecemos o valor e o prazer de termos dúvidas, porém vivemos em um momento que para tudo temos uma certeza. O método tem uma forma de ser trabalhado, o professor tem um padrão para ser seguido, temos definida a idade em que podemos dirigir e a que podemos votar, regras, leis, ordens, condutas, traça a forma e o roteiro que devemos seguir, uma vez que a vida, a nossa vida, deveria ser levada do nosso jeito, mas onde está a liberdade que damos a nós mesmos?
Nietzsche, dito extemporâneo, já alertava da necessidade de não sermos imediatistas em nossas atitudes, o que ele diria hoje em uma sociedade, a qual o imediatismo é o padrão a ser seguido?
Talvez todas essas perguntas não tenham respostas, mas talvez essa seja a forma para "construirmos" seres humanos melhores.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Reencontrando a Felicidade e o tijolo




Esse é o título de um filme que assisti uma parte esses dias.
Não vi inteiro, mas também não precisava para compreender o trama de que se tratava e ao mesmo tempo me chamou a atenção, pois o tema é muito "instigante", pelo menos para mim. O filme trata da morte, porém não uma morte qualquer, mas a tentativa de um casal superar a morte de seu filho de 4 anos.
Não tenho ideia do que é perder um filho, mas sei bem como é perder uma pessoa especial antes do tempo que julgamos suficiente (se é que existe um tempo suficiente antes de morrermos) para estarmos ao lado dela.
Desde do o ano de 2008, setembro passou a ser uma mês em alguns momentos triste, mas como diria uma parte do próprio filme, quando perdemos alguém querido é como se tivessemos um monte de tijolos caindo em cima de nós, aos poucos, com o passar dos anos, esses tijolos saindo, uns algumas pessoas ajudam a remover, outros você consegue retirar, outros depois de muito tempo irão esfarelar, mas terá um dos tijolos, um único que continuará no seu bolso e depois de um tempo, apesar do peso você deixará de notá-lo, mas em alguns momentos quando precisar guardar algo nesse bolso irá colocar sua mão e será nesse momento que tudo voltará a tona, as lembras, os bons momentos, o cheiro, o som da voz, o toque, as broncas, os conselhos, a imagem do sorriso.
Aquilo que por alguns momentos parecia estar desaparecido, você percebe que estava lá...guardado...para tentar de alguma forma aliviar a dor por alguns instantes. 
E algumas perguntas surgem:
Mas tinha que ser ele o anjo para ir pro céu?
Quem disse que a missão dele já havia sido cumprida?
Quem diz que ele queria ir para um "lugar melhor"? 
Qual é o tamanho da nossa insignificância nesse momento?
Qual o controle e o que nós podemos controlar? 
Quando essas perguntas serão respondi? Provavelmente nunca, talvez elas sejam até uma forma de tentar deixar a dor "menor", tentar fazer com que esse último tijolo seja menos pesado, ou apenas uma forma de refletir para não chegar em conclusão nenhuma e dar-se por vencido devido ao cansaço.
Talvez nesse momento possamos pensar em uma frase do nosso querido e totalmente extemporâneo Friedrich Nietzche "mesmo no ferimento se encontra também a força curativa", ou seu "lema": "increscunt animi, virescit volnere virtus" ("crescem os espíritos, a força se fortalece com a ferida") (Crepúsculo dos Ídolos). 
E quem somos nós para contrariar?
E a última pergunta que fica:
Será que esse tijolo deveria sumir? Ou ele é apenas uma forma de nos manter alerta para que possamos perceber e valorizar por ainda estarmos vivos, com possibilidade de carregá-lo?