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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Pensamento da noite silenciosa





Em uma noite quieta e fria o menino pergunta, instigado, ao Tempo: 
- Quanto tempo eu tenho? 
O Tempo responde:
- Alguns dizem: todo o tempo do mundo! Eu posso afirmar: o tempo necessário.
O menino silencia, por alguns instantes tentar entender, mas não se conforma e volta a perguntar, agora um pouco mais aflito:
- E como posso aproveitar esse tempo, Tempo? Como o tempo sabe o que é necessário? E se para mim esse tempo não for suficiente? E...
O Tempo interrompe o menino e responde com uma voz tranquila:
- Não se aflija dessa forma, pois assim estará perdendo tempo. Não acredite na necessidade de aproveitar, ser suficiente, nas promessas.... Lembre-se que o tempo passará independente de sua vontade. Por vezes não será da forma que você esperava. Você deverá focar apenas naquilo que lhe cabe, no melhor que possa fazer para você mesmo, o resto, deixe estar, pois o tempo trará as respostas.
Mais uma vez, o menino faz silêncio. Tenta fechar os olhos, para pegar no sono. Dorme por alguns minutos, acorda novamente e pergunta, novamente ao Tempo:
- Em quanto tempo terei essas respostas?
O Tempo, pacientemente, explica:
- No tempo necessário, mas não esqueça de algo importante, independentemente de qualquer coisa que aconteça nesse tempo; está tudo bem!
O menino parece tranquilizar-se e repete as palavras finais do Tempo, até cair em sono profundo:
- Está tudo bem.... Está tudo bem.... Está tudo bem....

domingo, 22 de outubro de 2017

Viver? Pra quê?





Viver....
Viver para quê?
Já busquei motivos, metas, desejos.
Já ganhei, comprei, tive mais poder.
Também já perdi, vendi e fui derrotado!
Também desisti dos motivos, desconstruí as metas, libertei os desejos.

Então me diga: viver para quê?
A vida não me serve.
Ou talvez ela só esteja me apertando demasiadamente.
Ou simplesmente perdi o tesão por ela.
Isso mesmo, tesão com o “T” bem grande!
Ele não tá rolando, saca?
Não tá tendo!
Só tá tenso!

O mundo desengraçou.
O amor está perdido por ai.
O prazer está nas coisas fúteis e fugazes.
A amizade parece não ter mais espaço.
A felicidades é praticamente inalcançável.
O dinheiro, foda-se, esse nunca existiu de verdade.
O tempo só ajuda a esmorecer, nessa velocidade absurda em que ele passa... Que ele TE passa.

Isso tudo parece muito negativo para você?
Sinto lhe dizer: são apenas verdades!

Isso tudo parece muito assustador para você?
Sinto lhe dizer: são apenas verdades!

Isso tudo parece muito sem sentido para você?
Sinto lhe dizer: são apenas verdades!

Você pode até dizer que são minhas verdades, ou até que são meias verdades, isso também não me interessa, sabe por que? Como diria Nietzsche: “As verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas.”

Sendo assim meu caro, não precisa acreditar em nada disso aqui não.
Pega tudo isso e enfia. . . . .
Já tinha pensado besteira?
Pega isso tudo e leva para o seu Mundo; com o Amor que quiser viver; os Prazeres que desejar ter; as Amizades que puder construir; a Felicidades que você achar que tem; o Dinheiro que conseguiu guardar e o Tempo que lhe restar, busque reinventar tudo, pois da forma que tá parceiro, não vai dar mais pra sustentar!



O ódio tá ai...
O amor também...
Ambos são escolhas!

Dói pensar demais...
Dói ser demais...
Amai mais!

Saber não é ter...
Ter não é poder...
Poder não é querer...
Querer não é ser!

Para ser, é importante estar, com você, em você!
Não apenas saber, ou ter, ou poder, ou querer...
Para ser, antes de tudo é preciso estar!


Caso queira pensar na morte, pense, mas a morte da vida que você não quer mais levar! 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Devaneios



Mais uma vez volta a me procurar, mas por onde começar? 
Existe um começo para poder procurar? 
Ou apenas vou achando parte e tentando encaixar?
Vários universos são abertos e através disso, logicamente, acabo descobrindo mais pedaços de mim, mas até que ponto nossos pedaços resgatados através desses universos são realmente nossos?
No instante em que nos juntamos aos pedaços, simplesmente não somos mais nós, somos partes de um outro nós. Existiria alguma forma de me juntar em mim mesmo? 
Sinto essa falta, essa necessidade, mas ao mesmo tempo gostaria de achar essas possibilidade.
Algumas angústias, anseios, inseguranças e medos surgem ao mesmo tempo. Mistura de afetos, que me afetam, atravessam e chegam a provocar uma falta de ar. 
Não sei exatamente onde quero chegar com essa possível reflexão, não sei se é uma reflexão ou apenas uma vazão para algo que está dentro, aqui dentro, comprimido, apertado. 
Gostaria de estar apenas comigo e de preferência vazio, sem precisar pensar tanto, sem precisar estar tão cheio, não necessariamente isolado, mas ligado em mim, só comigo e vazio de pensamento, pareceria depressão? Acredito que não... Apenas quero ficar mais quieto. 
Como aliviar tanto sentimento? Não quero o excesso da razão... Quero o vazio dela. Apenas gostaria de um equilíbrio, tomar decisões parece não estar sendo meu ponto mais forte e nem quero que seja! 
Me faz bem ou me faz mal? 
Acho que apenas vai me fazendo... Vou sendo perfurado, sentindo o lado trágico, a alegria, as vontades.
Transbordo em excessos, mas ao mesmo tempo gostaria de estar contido em pouco, pouquíssimos sentimentos.
Me rasgo em possibilidades de me achar, escrevendo tento me resgatar. Sinto-me vazio de... sinto-me apenas vazio, algo inexplicável e talvez até mesmo banal ou sem um motivo. Parece que me toco, mas não me sinto, me busco, mas não me acho. Todo esforço para tentar expressar isso tudo que sinto parece ser tão complexo quanto produzir esse texto. 
Desenvolvo o texto e parece não me sanar com tudo aquilo que gostaria de falar, mas acho que em nenhum lugar pretendo chegar...
Devaneio apenas para aliviar...

domingo, 13 de maio de 2012

Devaneios



Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!
Muitas tarefas, muitas coisas para cumprir, muita atenção para prover...
Sei que...
Sei que vou conseguir.
Sinto cansaçõ, sinto dor, sinto pavor, mas tudo isso representa uma foma de representar a vida.
Vida..
Vida pela qual precisamos passar, caminhar.
Talvez tudo isso pareça apenas devaneios, ideias sobrevoadas, com visões muito mais longínquas, sem conseguir um foco preciso, um alvo exato, um ponto para ser pinçado.
Apenas escrevendo, pensando, vivendo, para sentir algo que não é simples de ser descrito, exato, concreto de ser falado...
Pinçar aquilo que realmente vale a pena, o que pode realmente fazer parte do algo tão profundo e grande, apensar de sua especificidade.
Para continuar o processo de viver, precisamos retornar, ter eternos retornos, não somente a nossa família, mas a tudo aquilo que parece ser inicial e ao mesmo tempo primordial, o eterno retorno para sentir...
Porém, como diria Nietzsche, para conquistar e chegar no ponto exato, é necessário passar pelo sofrimento, pela dor, pelo esforço... Muito esforço...
Mas a questão é: sentir para que? Senit o que?
Em que mundo vivemos, o que queremos e principalmente, por que vivemos?
Você já pensou nisso, algum dia?
E se já pensou em algum dia... Já pensou isso no dia de hoje?
Quantas ideias...
Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!
Muita informação, muitas falas, muitas ideias, Filosofia, Política, Arte, Literateura, Música, Poesia...
Em que ponto parar?
Para que tanto bla bla bla?
Onde queremos chegar?
Parece que a paisagem passa, as imagens passam e eu aqui... Tentando correr atrás de tudo isso que não volta mais...
Tudo parece ser mais rápido do que minha possibilidade de chegar, mais rápido do que minhas pernas podem aguentar, mais rápido do que minha mente pode pensar...
Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!
Cantar, dançar, poetizar, pensar, falar, filosofar, simplesmente viver...
Viver?
Simplesmente viver???
Não... Não tão simplesmente assim.
Tanta informação, tanta possibilidade, tantas necessidades, muitos "quereres" sem poderes, muitas potências e poucos atos...
Estafado...
Esgotado...
Finalizado...
Porém o fim é sempre um novo começo, dessa forma, que chegue ao final, que esse pensamento pare momentanemente. Para que possamos ter um novo começo, que pode voltar para o ponto do mesmo início:
"Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!"