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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O tempo e a história - qual nossa relação com isso?



Olá pessoal hoje gostaria de realizar algumas reflexões baseadas na aula de História da Educação.
A aula foi baseada em duas questões principais:
1 – Como me relacionou com o tempo?
2 – Qual o significado da história?
Primeiramente devo dizer que o Professor Dr. Carlos Eduardo dos Reis exerce com muito prazer a arte de ministrar aulas, empolgado, com ótimo senso de humor e super ativo o que torna a aula bem mais dinâmica e envolvente.
Antes de apreciar os marcos da aula gostaria de refletir aqui algumas várias músicas que trabalham o tema do tempo:
“o tempo não para...” “tempo, tempo, tempo, mano velho...” “temos nosso próprio tempo...” E muitas outras músicas que trabalham a ideia de tempo.
A discussão começou com o ponderamento de que o tempo é a medida de todas as coisas, é determinante da vida, somos regulados pelo tempo, utilizamos o tempo para acordar, comer, passear, trabalhar, namorar, viajar, mas que tempo seria esse?
Como diria Edward Palmer Thompson http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Palmer_Thompson  a percepção e apreensão do tempo não são sentidos de forma natural, mas através da cultura, ou seja o tempo não é algo natural, nas sim está ligado a cultura de cada lugar.
Tudo é relacionado por uma ação temporal, porém hoje somos imbuídos pela ideia de que a tecnologia nos domina e não o contrário, todas as informações eram difíceis de serem acessadas, existia um ritual para podermos chegar ao conhecimento e hoje tudo é muito mais rápido. A partir desse momento o tempo torna-se totalmente alterado.
Dependendo da sociedade que estivermos trabalhando teremos diferentes tempos, os judeus, chineses, indianos, cristãos, assim os marcos históricos serão diferentes dependendo da cultura. O tempo torna-se uma construção histórica e datada.
A experiência determina outro tempo, por exemplo (pensando no ideia da aula), a pesca da tainha (pensando aqui no espaço cultural em que eu me encontro). Nenhum pescador sabe o horário que a tainha irá aparecer, mas ele sabe que dependendo da época do ano, do vento, da lua, será o momento da tainha chegar! Isso é determinado pela experiência e principalmente do tempo da natureza.
No momento em que tentamos nos alinhar ao tempo do relógio ou determinar algumas ações naturais nesse tempo, podemos nos estressar.
O desenvolvimento da nossa história de vida faz parte de um ciclo social, alguns fatos são relacionados com fenômenos culturais de massa, como novelas, mortes violentas, atentados, casos políticos muito comentados, fatos históricos, sempre relacionado com um tempo especifico.
Alguns desses fatos podem mudar radicalmente a vida das pessoas como exemplo, o plano real, que muitos começaram a planejar suas vidas, a inflação não era mais de 85% ou o 11 de setembro, quando a vigilância fica muito mais rigorosa no mundo inteiro e nesse momento a história influenciará no tempo das pessoas, na forma como elas agem, programam-se, na forma como elas permitem-se viver.
Acredito que quando paramos para pensar no tempo e o quanto ele está nos movendo, ou o quanto nós somos movidos por ele, podemos perceber que o tempo e a cultura transforma nossa história, mas é muito importante termos consciência de que apesar de não vivermos 100% o tempo da natureza, nós estamos inseridos nele e devemos respeitá-lo, pois ao permitir essa vivencia estaremos nos preservando, respeitando a história e melhorando nossa saúde! A revolução de hoje seria pararmos o tempo!
Gostaria de lembrar que grande parte dessa discussão e construção vem das palavras do professor Carlos de História e Educação.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O tal amor...


Olá meus leitores... Se você é um leitor desse blog, muito obrigado, mas se esse for seu primeiro texto, espero encontrá-lo mais vezes por aqui, pois assuntos diversos não faltam.
Hoje vou trabalhar um tema proposto por minha querida prima Camilla que por sinal está bombando em acessos no seu thumbrl (www.suit-dreams.tumblr.com – twitter @camistanus)! Pedi para que ela me sugerisse um tema e veio “amor”... Será que isso teria uma leve relação com seu atual estado afetivo? Bom, isso não vem ao caso no momento, vou me deter ao tema.
Amor, fala sério... Pelo menos em algum momento da vida você já parou pra pensar ou alguém perguntou pra você:
“- Mas o que é o amor?”
E dessa questão nascem diversas outras do tipo:
- Como definir o amor?
- Mas que tipo de amor está falando?
E algumas afirmações:
- Eu amo meu cachorro!
- Eu amo futebol!
- Eu amo minha mãe!
Uma infinidade de afirmações relacionadas com o tal “amor”. Porém desses questionamentos e dessas afirmações podemos tirar algumas ideias.
Parece um pouco, talvez muito, claro que o amor não é exatamente um “ser” com um corpo, uma cabeça, olhos, mas um sentimento (nossa que novidade não?!). Está certo, mas não sendo um “ser”, não existe uma definição exata, ainda mais por existir alguns tipos de amores, ou seja, o que eu sinto pelo meu cachorro, será diferente pelo que sinto pela minha mãe, que será diferente do que sinto por um amigo e assim sucessivamente.
Então que merda é essa das mulheres (não estou sendo machista, apenas ouvi isso mais de mulher do que de homens) ficarem perguntando:
“-Ai será que ele me ama do mesmo jeito que eu amo ele?”
Ei!!! Esquece o jeito que ele te ama, ou deixa de amar, e vai amar do seu jeito.
Outra questão que sempre está presente nessa discussão é:
“- Ahhh, mas amor que é amor de verdade, nunca acaba!”
Minha querida e meu querido, pode ter certeza, que tudo um dia pode acabar! A melhor certeza que você pode ter é que não vale à pena ter certeza de nada! Na melhor das hipóteses a pessoa vai te amar até o fim da vida, ou seja, depois que ela morrer não vai mais existir aquele amor! (Ok trágico, porém real!)
Vamos para uma questão mais filosófica e talvez mais trágica do a ideia anterior. Platão definia amor como algo que nós nunca iremos possuir, por isso ele é um cara interessante para quando seu namorado (a) cobrar você com relação ao seu amor.
Realizando uma leve pesquisa no Wikipédia podemos achar amor como: afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido ... ufa ... Aja significado pra uma coisa só não?! O principal é que todas essas idéias relacionam-se aos nossos sentimentos e como eu mesmo já escrevi, eles são nossos, dessa forma não vale a pena querer que o sentimento dos outros sejam iguais aos nossos, ou pelo menos parecido com o que nós temos.
O fato é: definir o que é amor não é agora matemático, não existe a menor exatidão para isso, assim sendo, poupe-se de mais esse questionamento em sua vida, existem coisas mais necessárias para buscarmos definições, o amor existe para ser vivido!
Finalizo aqui com uma mini piadinha sobre o tema que achei em um dos escritos da minha prima:
Apenas pros corretos no português entederem...
— É, meu caro amigo. Meus sentimentos aumentaram. Eu amo ela.
— Eu a amo.
— Você também?!
— Idiota…
Ahhh até que a piadinha é boa vai... e caso você tenha achado levemente interessante o texto, tem um outro, um pouco mais profundo, sobre uma visão de amor que tenho certeza que você nunca leu antes em: http://comodidadedahumanidade.blogspot.com/2010/10/entre-vida-e-morte.html
E se você tem algum outro tema inspirador pode me mandar!!! Prima, estou esperando o próximo!!!