quarta-feira, 27 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Mágicas da Formação
Constituímo-nos nas diferenças.
Talvez a maior dádiva e o maior castigo que recebemos durante a vida.
Somos seres que pensam, sentem e realizam as coisas de diferentes formas.
Não temos o poder sobre o outro, muito menos sobre outros.
Assim sendo, como conseguir ser um bom professor?
Como unir toda essa dissonância em uma direção que possa favorecer o processo de formação para o outro?
Talvez iniciarmos com mudanças em nós mesmos seja um bom começo.
Está tudo muito rápido? Vai mais devagar!
Está devagar demais? Acelera um pouco!
Muito preto e branco? Coloca uma cor, duas ou três!
Caso esteja muito colorido, acrescenta o preto e branco.
Está tudo espalhado no alto? Joga tudo no chão!
Caso esteja com o chão bagunçado, coloca no alto!
As crianças estão correndo muito? Vamos brincar de estátua!
Estão muito paradas? Vamos brincar de pega pega!
Temos outras soluções...
Está muito rápido? Acelera mais ainda!
Muito devagar? Para de uma vez!
Muito sem cor? Joga o branco!
Muito colorido? Espalha mais verde, amarelo, azul, vermelhor, roxo, rosa, laranja!
Muito no alto? Joga mais alto ainda!
Muito espalhado no chão? Acaba de espalhar o resto!
As crianças correndo muito? Vamos brincar de pega pega!
As crianças estão paradas? Vamos brincar de estátua!
Não entendeu?
Então compreenda: algumas coisas simplesmente não tem uma receita pronta.
Você precisa testar, arriscar, apostar, acreditar e de repente a solução você poderá encontrar!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Um dia de cada vez - Flor do Campus
Confesso
que estava ansioso para aplicar a atividade com o G2 (crianças com
idade entre 1 ano e meio e dois anos), no Flor do Campus. Acredito
que não ter tanta experiência com essa faixa etária, com certeza
era um dos motivos para fazer a ansiedade aumentar.
Ao
mesmo tempo em que temos tanta coisa para aprender com as crianças,
nos sentimos, ou melhor sinto-me na obrigação de proporcionar algo
marcante para elas. Não algo que obrigatoriamente elas possam
aprender, reproduzir, decorar como fazer, mas algo que possa ser
significativo.
Por
mais que tudo esteja organizado, a atividade, os tempos, os
procedimentos, tudo sempre passa por diversas possibilidades, devido
à imprevisibilidade do ser criança.
Tão
imprevisíveis que podem passar da alegria extrema para o choro
compulsivo em segundos.
Pode ficar super atenciosa com algum barulho e de repente se dispersar ao ver um fantoche de palito.
Pode ficar super atenciosa com algum barulho e de repente se dispersar ao ver um fantoche de palito.
As
crianças são breves... Breves como muitos momentos em nossa vida,
desde os alegres até os tristes.
As crianças são breves... Breves como o tempo em que um beija flor para de bater as asas.
As crianças são breves... Breves como nossa própria vida.
As crianças são breves... Breves como o tempo em que um beija flor para de bater as asas.
As crianças são breves... Breves como nossa própria vida.
As
crianças são simplesmente breves.
Sinto
esse poder delas de mudarem seu humor como o tempo que o vagalume,
acende e apaga.
E
isso tudo é muito encantador.
Planejamos
contar uma história e interagir com fantoches de palito, mas não
tivemos história contada, apenas imagens mostradas e uma grande
interação com os bonecos de palito.
As
coisas começaram a ficar mais interessantes quando fomos para a área
externa, para plantar os corações de papel.
Enquanto um cavava a terra, os outros distraiam-se com outros atrativos do espaço.
Aos pouco um a um, foram plantando os corações. Não sei bem se entendiam o que estavam fazendo, se compreendiam o motivo, mas estava prazeroso, vê-los mexer na terra e ao mesmo tempo divertindo-se de um lado para o outro.
Enquanto um cavava a terra, os outros distraiam-se com outros atrativos do espaço.
Aos pouco um a um, foram plantando os corações. Não sei bem se entendiam o que estavam fazendo, se compreendiam o motivo, mas estava prazeroso, vê-los mexer na terra e ao mesmo tempo divertindo-se de um lado para o outro.
Corpos
soltos pela grama...
Hora
da sala de arte. Pintar com cola colorida os potes que seriam os
futuros vasos.
Alguns
tímidos, não ousavam colocar a mão na cola, preferiam o pincel.
Outros achavam melhor colocar um dedo e outros a mão toda.
Cada
um em seu tempo, do seu modo, com suas ideia, colorindo o pote.
Experimentando a nova textura, as cores, a bagunça.
Alguns
acabaram logo, outros não queriam acabar, mas era hora de limpar as
mãos para sujar mais uma vez. Dessa vez com terra.
Voltamos
para a sala com os potes e descobrimos uma nova tática, quando
dizíamos que seria contado um segredo, todos ficavam em silencio.
Divina mágica.
Mostramos
as mudas de plantas e dissemos que naquele momento eles iriam
plantar.
Mais
uma vez a festa estava armada. Todos para fora, cada um com seu pote,
sentados em roda e um saco de 5 kg de terra no meio deles, portanto,
mão na massa!!!
Terra
para todos os lados. Na mão, na roupa, no tênis, na camiseta, terra
que não acabava mais. Potes pela metade, hora de colocar as
sementes. Depois mais terra. Diversão incrível, que era até
difícil livrarem-se dos potes, uns choravam, enquanto outros
preferiam virar o pote com a terra e com todas as sementes dentro!
Aos
poucos, acalmando os chorões, replantando os que haviam jogado a
terra fora, tudo foi se acalmando e foram voltando para a sala.
Era hora de nos despedir, pois a outra turma estava chegando. Agora vamos esperar para o que nos aguarda na próxima semana!!
Era hora de nos despedir, pois a outra turma estava chegando. Agora vamos esperar para o que nos aguarda na próxima semana!!
Segundo dia de
intervenção.
A ansiedade é menor,
porém sinto que temos poucas atividades e muito tempo, mesmo assim tinhamos algumas "cartas na manga".
Quando chegamos, somos
avisados que o lanche das crianças seria depois de meia hora do
inicio de nossas atividades.
Também tivemos uma
ótima noticia de que na segunda-feira, após nossa atividade de
plantar os corações de papel, a primeira coisa que as crianças
fizeram foi procurar para verificar se eles havia brotado.
Fico mais tranquilo,
pois tenho absoluta certeza que iremos ocupar esse tempo
tranquilamente.
Cumprimentamos as
crianças, que mesmo depois de me olharem sem barba, ainda insistem
em me chamar de pai (talvez essa seja uma reflexão para um próximo
texto).
A primeira atividade
programada é colher as flores de papel, as quais já estavam
colocadas em seus devidos locais. Quando as primeiras crianças
chegam, expressam um olhar de espanto e surpresa.
Aos poucos vamos
distribuindo as flores, pois cada uma tinha o nome de uma das
crianças.
Depois elas voltam para
a sala de aula. Apesar de algumas deixarem as flores pelo caminho,
uma das crianças pegava e ia formando um buque com essas que haviam
sido deixadas.
A atividade na sala
eram três filmes relacionados com músicas de plantas e isentos.
Com o ambiente
devidamente preparado, com um lençol improvisado que servia de
telão, para a sessão de cinema.
As crianças ficam
vidradas nos vídeos e prestam muita atenção. Algumas balançando
levemente a cabeça no ritmo da música, outras repetindo algumas
palavras.
A mãe de uma das
crianças chega e ficamos com o grupo mais reduzido. Inicialmente com
seis crianças, agora estava com cinco.
Logo após o filme
buscamos as mudanças que elas haviam plantado na primeira aula para
que possam ser regadas. Cada uma rega um pouco de cada planta e
mostramos para elas onde cada uma está brotando.
Após cuidarmos das
plantas, passar álcool nas mãos, pois é hora do lanche.
Bola, bolacha, gelatina
e suco.
Alguns comendo
timidamente, outros sem nenhuma cerimonia, colocando tudo na boca de
uma vez, até perceberem seus limites!
É encantador perceber
como cada um vai descobrindo a comida, estranhando o gosto, sentindo
a textura, a sensação de tocar a gelatina.
Cada um em seu ritmo -
como de costume - pedindo mais, outros satisfeitos. Aos poucos todos
vão acabando e voltando para a sala.
Voltamos com as
crianças para a sala.
Sinto uma sensação
boa, de um “dever” cumprido, mas algo antes de tudo prazeroso.
Estar perto das crianças, tentar sentir o tempo delas, sentir as
vontades delas, exercendo a alteridade e buscando de alguma forma
absorver um pouco desse universo, pelo qual já passamos e ao mesmo
tempo parece-nos tão distante.
O que elas aprenderam?
Prefiro não pensar
sobre isso.
O tempo da criança não
é o nosso, logo a forma de assimilação delas é outra, portanto
prefiro que o tempo delas encarregue-se de mostrar o que vale ou não
ser lembrado.
Busco uma forma de
formar o outro e me formo, nesse processo que em muitas vezes
deixamos de perceber sua mão dupla!
Cabe aqui o agradecimento do nosso grupo de trabalho (Ana, Gustavo, Pamela) para todos do Flor do Campus que nos auxiliaram. Coordenadora Seandra, professora Lais e auxiliares, Tuani e Aline. Claro que nosso agradecimento à professor Gabriele Nigra que nos proporcionou essa experiência.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Os Temperos dos Tempos
Ganhar tempo. Aproveitar tempo.
Perder tempo. Administrar o tempo.
Aproveitar o tempo. Perca tempo.
Administrar o tempo. Ganhe tempo.
Perceba o tempo. Perceber o tempo.
Quanto tempo tenho?
Quanto tempo falta?
Qual é o seu tempo?
Ontem o tempo passou!
Hoje o tempo passou!
Amanhã o tempo passará!
Tudo é tempo.
Nada tem tempo.
Somos nosso tempo de vida e o tempo que nos resta à vida.
Vivemos ou "tempemos"?
Você vive a sua vida ou apenas deixa o tempo vivê-la?
Você vive a sua vida ou perde tempo com a vida dos outros?
Tempo relativo... Futuro.
Tempo passageiro... Passado.
Tempo presente!
Tampe a temporalidade desse tempo tempestuoso, pois a temperatura depende dos temperos, das tentativas, de tu trazeres o tesão pela vida.
Tempere seu tempo...
Presenteie-se com seu tempo!
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Poemando - Uma tarde qualquer
Abro os olhos...
Ao olhar pela janela
entreaberta, percebo a dança das nuvens, escuto o som dos pássaros
e encanto-me com o suave vento, que passa e balança os galhos das
árvores cada uma em seu tempo.
Fecho os olhos...
Concentro-me no corpo.
Sinto a cabeça pesar.
Os olhos mexerem.
As batidas rítmicas do
coração.
Sons do intestino
trabalhando.
Sinto o ar entrando,
pulmões e diafragma enchendo.
O sangue circula!!!
Por um instante me
perco em minhas memórias... Ainda de olhos fechados...
Bons momentos, risadas,
amigos, a ida até aquela cidade, a volta, a estrada e os carros.
A família, as
promessas, os erros, os acertos, os medos, as certeza, prazeres e
desprazeres.
A saudade, as dores, o
agito, a tranquilidade.
Respiro fundo...Abro
devagar os olhos...
Volto a olhar pela
janela, as nuvens estão em outra posição, os pássaros em
silêncio, o vento cessou e os galhos não se movimentam mais.
O corpo continua
funcionando. Ainda vivo!
A memória rememorando,
com todas as dualidades. Ainda viva!
Uma trilha para enfeitar:
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Poemando - Atitudes Difusas
Rebelam-se ideias instigando soluções: imediatas, futuras e talvez determinantes.
Direciona-se para um caminho: incerto, inóspito, rústico, indelicado.
Tomam-se as atitudes e recebemos outras como reação.
Julgar? Ignorar? Revidar?
Voltemos à natureza...
Busquemos o sossego de um bosque.
A possibilidade de novas conexões neuronais.
Ao som da água correndo, com os primeiros raios de um novo dia, ou com a brisa de uma noite fresca.
Voltemos à natureza...
Aproveitemos nossos corpos...
Correr, suar, gritar, chutar.
Fatores fundamentais para extravasar.
Auxiliando a não pensar, ou pelo menos pensar de outra forma.
Busquemos a tranquilidade em nosso interior inquieto.
O discernimento dos fatos.
Percebamos a efemeridade da vida e apenas vivamos!
Vivamos...
Olhe do alto, de onde se pode observar o mar, céu, areia, onde possa lembrar; relembrar, reviver, agradecer, como se fosse a primeira vez.
Respiremos...
Descobrir outros caminhos para descer, subir, entrar e sair.
Respiremos...
Para que assim possamos nos acalmar, relaxar, “distencionar”, com intensão, mas não vamos esquecer que atitudes difusas sempre existirão.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Criança frágil?
Por que pensar em uma
criança frágil? Desprovida de saberes? Sendo que mal sabemos o quanto ela sabe,
muitas vezes julgamos e mal sabemos quem, ou por que, apenas julgamos, pois
assim nos foi ensinado, assim vemos na TV. Assim vemos o outro fazer, e até
mesmo em casa.
Discutimos o mesmo assunto – a criança – sem nos colocar no lugar delas, sem entender se queremos educar ou formar, abraçados em um livro, uma teoria e longe de experienciarmos, longe de nos colocar no lugar dela, por não saber, por preguiça, ou simplesmente por medo, de errar, de não saber ou de não conseguir...
Discutimos o mesmo assunto – a criança – sem nos colocar no lugar delas, sem entender se queremos educar ou formar, abraçados em um livro, uma teoria e longe de experienciarmos, longe de nos colocar no lugar dela, por não saber, por preguiça, ou simplesmente por medo, de errar, de não saber ou de não conseguir...
Só acreditaria em um deus
que soubesse dançar, como diria Nietzsche. A dança é o movimento, a variação de
uma posição para outra que não estamos acostumados. O variável torna-se
estranho, diferente, novo, criativo, corpóreo, efêmero, uma nova nuance, uma
nova linguagem, em outra perspectiva, desarmada do tempo, da moral, ou da
obrigatoriedade, desamarrada, solta.
Por que não dizer que a
formação é a dança de novas descobertas, de novas linguagens?
A criança o coreógrafo,
aquela que desperta novas linguagens!
Formar é dançar ideias,
novas e antigas, outras linguagens, na coreografia entre corpo, conceitos,
vontades e necessidades. É importante permitir-se e permitir que o outro possa
sentir essa dança e ser parte dela.
A dança da formação, a dança
da vida!
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Curtir e compartilhar, o que você está fazendo?
A reflexão de hoje surge após uma aula da disciplina de Organização dos Processos Educativos de Educação e Infância:
Parece que viver sem refletir torna-se natural no momento atual.
Curtimos e compartilhamos, tudo muito rápido, fácil, vazio, mas o que fica? O que marca? Ou o que muda?
Educação e Infância...
Educação na Infância...
Educação Infantil...
Educação que estamos próximos, mas não temos ideia dos diversos contextos.
Infância que passamos (ou não) e agora tentamos entender, compreender, construir.
Ao reconfigurar ideias e possibilidades constrói-se outras ou novas bases.
Certo, errado...
Bom, ruim...
Coragem, medo...
Vontade, preguiça...
Qual será o sentimento adequado? Existe o adequado?
Refletir torna-se mais importante do que indicar as certezas.
Refletir sobre outros mundos, com novos olhos.
Entrarmos em um espaço de uma forma e sair de outra, tentando auxiliar que outros também possam sair mexidos, tocados, mudados, incomodados, ou não...
Afinal, esse seria apenas um olhar, uma reflexão!
![]() |
| Foto de Sebastião Salgado |
Roupa suja, olhos serenos... E você, o que está vendo?
Vejo uma criança, sofrida, com vontades e necessidades.
Talvez buscando um apoio maior do que a cabeça apoiada em sua mão.
Querendo novas roupas...
Um banho...
Um pouco de carinho...
Um novo sonho!
Sonhando com comida, com fome de mais vida.
Imaginando brincar,
Imaginando o que seria brincar, ou como poderia brincar.
Talvez abraçar... Mas talvez compaixão não seja a solução.
Então o que não tem solução, solucionado está?
Ficamos inertes, parados como a criança da foto. Curtindo e compartilhando, sentados, claro!Seria muito mais adequado, não?!?
Roupa suja, olhos serenos... E você, o que está vendo?
E nós o que vamos fazer?
Em aglum momento, novos horizontes, com novos olhos, poderemos alcançar!
domingo, 25 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Xadrez da educação, da ciência, da vida
Texto desenvolvido após trabalho realizado baseado em crônicas de Rubem Alves (http://www.polbr.med.br/arquivo_99.php), específicamente o texto VI.
Imaginemos o mundo feito de apenas de
ciências...O que seria do amor e das paixões?
Imaginemos o mundo feito de apenas uma ciência...
Tudo dependendo de um método, uma resposta.
Imaginemos o mundo feito de apenas uma verdade...
Por exemplo, que todos nós iremos morrer.
Imaginemos o mundo feito de apenas a sua
verdade!!! Todos deveriam querer reviver tudo o que já passaram na vida, desde
as piores dores até as maiores alegrias.
Como diz Rubem Alves sobre o personagem:
“Sua metafísica era quadriculada. Deus é o rei. A
rainha é nossa senhora. O adversário são as hostes do inferno.”
Imaginemos então o xadrez da educação:
Tabuleiro seria a sala de aula.
O diretor é o rei, deve ser defendido por “suas”
peças, mas ao mesmo tempo atacado por outras.
A torre os coordenadores, conseguindo alcançar
grandes distancias.
O professor a rainha, autônoma, podendo andar
para todos os lados, por todo o tabuleiro.
O bispo seria o auxiliar de classe, com autonomia
de movimentos até uma determinada direção.
O cavalo seria um tipo de aluno, que arrisca
mais, tem mais visibilidade na sala, mas nem sempre consegue se sair bem.
Finalmente os peões, seriam os alunos, muitas
vezes sacrificado pelo jogador, outros tem o objetivo de virar uma rainha.
Mas quem seria "o jogador"?
Talvez essa seja a peça mais importante, essa é a
formação pedagógica que temos ao longo do caminho, para que possamos conseguir
trabalhar as peças dentro do tabuleiro. O fato é que quando entramos em uma
nova sala de aula, um novo contexto é aberto, um outro jogo é iniciado e
nos resta aprender esse novo jogo, as novas regras.
A ciência pode ser exata e correta, mas em algum
momento pode-se provar o contrário, foi assim com as tonsilas, com a manga e o
leite, com a ideia de lavar a cabeça quando está menstruada e poderá ser assim
com vida em outros planetas, com o fato de os seres humanos respirarem apenas o
oxigênio, ou ainda de nascerem ou sendo homem, ou sendo mulher e até mesmo a morte não ser um momento de dor,
pois ela poderia ser uma grande arte!
Como dirá Rubem Alves: “A ciência é muito
boa - dentro dos seus precisos limites. Quando transformada na única linguagem
para se conhecer o mundo, entretanto, ela pode produzir dogmatismo, cegueira e,
eventualmente, emburrecimento.”
Isso mesmo, a ciência também pode
emburrecer, uma vez que esta poderá ser a representação de um único sentido,
quando a vida é feita de muito mais do que apenas verdades, que podem mudar de
direção, podem evaporar com o calor, sumir como em um passe de mágica e deixar de
fazer sentido assim como pode ser a paixão que não se transforma em amor.
Esse é o xaque mate da vida na ciência!
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Pensar
Branco...Preto...Nada e muitas coisas, ou melhor, vazio...
Sem saída ou nova partida? Racional, emocional?
Dúvidas, apenas possibilidades para buscarmos certezas, as quais não se sabe, certo ou errado? Portanto, certezas incertas.
Errar e acertar, dependente de muitos pontos, muitos sentimentos, sofrimento, medos, fraquezas, alegrias, desejos e saudades.
E qual seria o objetivo de escrever?
Talvez aliviar, compartilhar, ou simplesmente desabafar, ainda no intuito de entender, mas o que? Por quê? De onde veio e para onde vai? Dor...
Questionamentos que não necessitam respostas, não busca julgamentos, quer dizer! Mas não cobrar, alimentar a sede de viver e de estar. Porém as pernas são curtas, o fôlego parece pouco, as palavras escassas e as dores múltiplas.
Dores necessárias que auxiliam a crescer e quem sabe amadurecer, pois como em um texto escrito pela segunda vez, nunca será pior do que a primeira versão, após sofre nunca voltaremos a ser "piores" do que antes.
Talvez dormir, acordar em alguns dias, como em um passe de mágica, tudo mudado, de outra forma, cores novas, mas os sentimentos, realmente sinceros, não mudam, não somem, não voam com o vento, as marcas sinceras permanecem, na pele, no coração, na alma.
Claro; tudo sempre permeado pelo senhor da verdade, o tempo. Possivelmente ele possa rabiscar o branco, o preto, dizer o que é tudo, o que poderia ser o nada, preencher o vazio, ou ainda responder as perguntas carregadas por ele mesmo, o tempo, até a lua...
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Você está com frio?
Olá incomodados.
O asfalto é frio, a brisa não é mais refrescante, proporciona uma sensação até desagradável, parece uma pancada nos ossos.
O movimento na rua é menor, as pessoas ficam mais encolhidas, o cheiro de guardado e/ou de naftalina ficam no ar e as vezes demoram para sair das roupas.
A fome parece aumentar, assim como as vontades de ir ao banheiro e os programas em casal ficam entre restaurantes e casa de outros amigos, longe de praias ou festas abertas.
O refrigerante e sucos, dão lugar ao chá e ao chocolate quente e para alguns até a cerveja acaba sendo substituida pelo vinho, conheque ou até um whisky.
Esses são reflexos do frio, que por sinal nesse ano veio forte na maioria dos estados do Brasil, mas o ponto que quero chegar é: E o pessoal que mora na rua?
Nesse momento você pode estar muito bem acomodado em seu sofá, com gorro, meias, calças, blusas, ou na sua cama, macia e aconchegante, de repente até mesmo deitado enrolado nas cobertas e pode agradecer por isso, pois tem muitos que estão sem nada.
Não estou aqui para pensar nos motivos pelos quais cada uma dessas pessoas está na rua, muito menos para julgar esses motivos, mas o fato é: essas pessoas existem e estão lá, nos cantos das ruas, aconchegados com papelão, no meio de panos que nem podem ser considerados cobertores, para tentar manter a temperatura do corpo e com algumas roupas, muitas vezes doadas e alguns por sorte, ou não, estão em abrigos.
E sabe o que mais me deixa indignado? É que vocês está ai; lendo isso e ainda reclamando do frio que está sentindo!
Fique tranquilo, pois caso você acredite que o frio não é psicológico, lembre que podem ter pessoas sofrendo muito mais com esse frio, e repito, não nos cabe julgar os motivos de cada uma dessas pessoas.
Ubirajara (Bira), meu pai, amigo, professor, parceiro de sons, que tive imenso prazer de poder tê-lo em minha vida, todo ano faz e entrega um sopão para esses moradores de rua e muitas pessoas tem o prazer de poder contribuir com esse processo, tanto com doações de ingredientes, como com a produção da sopa. Decidem incomodar-se com essa realidade, abstendo-se de julgamentos e enfrentam o frio para levar um pouco de calor para essas pessoas tão carentes de muitas coisas, mas principalmente, nessa época do ano, de algo que possa esquentá-las.
Digo que essas pessoas tem o prazer de poder contribuir, pois esse ano consegui participar da distribuição da sopa e confesso que considero isso uma verdade Formação Humana, estando em contato com uma realidade que não percebemos ou muitas vezes preferimos nem nos incomodar.
Isso porque nem estou falando das pessoas que não moram na rua, mas mesmo assim sofrem com o frio por não terem condições de terem um lugar minimamente descente para viver, ou sobreviver.
Caso nesse ano você não tenha feito nenhuma doação de roupas, ou uma boa ação, auxiliando em abrigos, ou doando alimentos, o que acha de ficar um pouco incomodado e realizar essa boa ação? Pode acreditar que fazer o bem, faz bem!!!
"Sobre
as fotos do sopão: Caros amigos. O objetivo da divulgação de fotos da
distribuição do sopão é conseguir mais parceiros para essa ação
solidária. Lembrando que todas as fotos que são divulgadas são fotos
feitas com o consentimento dos próprios moradores de rua. Não aceitamos,
de maneira alguma, qualquer tipo de desrespeito, preconceito e
principalmente, que individualidade desses moradores de
rua seja violada. Tampouco julgamos os motivos pelos quais os mesmos se
encontram nesta situação "NÃO julgueis, para que não sejais julgados."
(Mateus 7 : 1). Nós simplesmente, com a ajuda e doação de muitas
pessoas, fornecemos a sopa e, quando possível, conversamos um pouco com
essas pessoas. Não somos santos, nem anjos, nem nada parecido. Somos
seres humanos como os moradores de rua. Muito obrigado a todos que estão
no ajudando." (Texto público no facebook do Ubirajara).
quinta-feira, 18 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
"Poemando"
Pensar na morte
Pensar na morte, não me faz morrer,
mas pensar na morte pode me auxiliar a
viver.
Caminhando por entre a vida e vivendo
permeado de morte,
não me dá nenhum suporte!
Trabalhar estudar correr
Dirigir escrever pensar
Conversar compartilhar comer
Brigar amar falar...
Ufaaa.... mais folego....
Chorar defecar rir
Lavar olhar sentir
Jogar banhar discutir
Ganhar perder partir...
E o que a gente leva da vida?
Estar vivo e viver são duas coisas
diferentes.
Penso logo existo dirão...
E quem disse que existir é viver?
Podemos existir e estarmos ausentes.
Ausente das experiências,
ausente por medo,
ausente para os parentes,
ausente do verdadeiro enredo.
Distante desse enredo da vida que pode
retornar eternamente,
em busca de um além do homem,
talvez alcançado pela solidão.
Dane-se, Deus está morto e você ainda
não!
Não deixe o dia te engolir,
não deixe a vida passar,
bem ou mal, certo ou errado.
Esqueça! A vida não é um quadrado.
Pretende viver esteticamente estático?
Deixe de ser tão apático...
Vá... viva...
Movimente o movimento rotineiro deixe do
seu modo.
Mude as mudanças mundanas.
Mas pode ficar calmo...
afinal se nada der certo, o final de tudo,
você já sabe...
É a morte!
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