segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Como sua mãe pensa!

Hoje não é dia das mães, mas sempre pode ser um bom dia para nos lembrarmos delas, portanto esse é o texto de hoje. 
Assisti um vídeo que minha mãe postou no facebook, em que algumas mães falavam suas aflições sobre a sua missão de ser mãe e posteriormente seus filhos sobre a visão que tem de suas mães, o que podemos concluir?
Que as mães no fundo não sabem o quanto podem e fazem bem aos seus filhos!
Que as vezes de tanto pensar no que deve ou não fazer, acabam deixando de perceber tudo de bom que realizam por seus filhos!
Que na grande maioria das vezes não "confiam em seu próprio taco"!
Que existe uma autocobrança muito maior do que necessário!
Basicamente que mães também são seres humanos que sofrem de uma autocobrança, fruto da nossa sociedade que parece focar muito mais nos pontos negativos do que nos resultados positivos, sempre está em busca de resultados, em busca daquilo que parece que nunca conseguimos atingir.
tudo permeado de uma necessidade imensa de paciência, muita paciência para saber como lidar e trabalhar com as situações que surgem ao longo dessa jornada.
Acredito que as mães têm um grande defeito, de sempre acharem que seus filhos não escutam, ou não dão importância para aquilo que elas falam. Podem acreditar, por mais que eles virem as costas, bata a porta e desobedeça, pode acreditar que o que foi falado, foi ouvido.
Outro ponto que as mães muitas vezes acabam pecando é achar que os filhos estarão para sempre com ela, em alguns casos isso é verdade, mas minha mãe sempre disse que: "criamos os filhos para o mundo" e acredito muito nisso, alias todo o processo educacional, seja aquele na escola, ou em casa, auxiliará para que possamos estar no mundo, mas não necessariamente morar junto é estar perto, ou morar distante é estar longe! 
Voltando um pouco ao vídeo, podemos perceber que o processo de ser mãe só é complicado pela autocobrança, pois para as crianças o processo é muito mais simples. 
Para ser uma boa mãe basta ter um bom abraço, fazer muita comida, ver filme, brincar de colorir, ir à igreja, pular na cama elástica, tomar sorvete, amar seus filhos.
Venho sustentando um ideia  de que se todos (eu disse TODOS), fossem sinceros, principalmente naquilo que falam, teríamos um mundo diferente, mas muitas vezes temos que fazer de conta: "Ei... quanto tempo, iai tudo certo?" "Poizeh... quanto tempo... tudo sim!". Mera formalidade!
Vamos vivendo de aparências, existe cada vez menos coração nas relações, mas na relação de uma mãe para um filho coração é o que não falta (claro que as regras sempre tem exceções ok?!).
Por isso, se você que está lendo é mãe, fique tranquila, desde que suas atitudes estejam sendo feitas com o coração, o seu risco de errar é mínimo e o risco do seu filho achar que deveria ser mais ou melhor também é pequeno, pois pode ter certeza que em algum momento da vida ele reconhecerá o sucesso da sua missão de ser mãe, só espero que não seja tarde! ;)

Para quem ficou curioso o vídeo está aqui: http://www.cutucanao.com.br/veja-a-diferenca-de-como-as-maes-se-descrevem-pra-como-os-filhos-descrevem-as-maes/

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Caraudácia, você tem?



Hoje quero falar de uma banda que apareceu no ano passado aqui em Florianópolis. Na verdade a primeira apresentação que assisti foi na Maratona Cultural em março de 2013. Tocando apenas músicas próprias, algo que pode parecer muito desafiador, pois nem sempre o som autoral é bem aceito, porém acredito que a qualidade musical dos componentes da banda, somado com as letras poéticas, um toque de simplicidade, tudo misturado com o estilo próprio, estão auxiliando na conquista do seu espaço. 
A banda que estou falando é Caraudácia. 
Existe um público fiel que acompanham as apresentações, mas a cada show novas pessoas aparecem, fica cada vez mais diversificado e aos poucos os espaços ficam pequenos, mas não menos agradável.
A energia dos componentes da banda - diga-se de passagem, que não são poucos, total de sete - temperado com elementos musicais diversos, percussivos, de sopro, de corda, produzem um som dançante e ajuda a contribuir para o clima positivo entre os participantes da platéia. 
Entre "loucuras maduras do coração" com uma "ginga"e outra, com uma tentativa de "melancolizar", eles nos lembram de que a vida "te consome devagar, vão tentando transformar o "palco em pão"com um toque único de "Caraudácia"que poucos tem!
A banda proporciona, pelo menos para mim, aquela sensação de ir para outro lugar, sentir o som e esquecer o mundo envolta, realmente mergulhar na música da forma que deve ser, sentir a letra e soltar o corpo para acompanhar um dos instrumentos ou todos ao mesmo tempo. 
Florianópolis está em uma fase interessante de bandas com qualidade, Marelua, Sociedade Soul, Karibu, todas com sons autorais, também não duvido que existam outras com qualidades tão admiráveis quanto essas, mas o fato é que parece existir uma audácia maior, uma "Caraudácia", ou simplesmente é só uma empatia maior com a banda e o estilo do som. 
Fato é que com a Janela Cultural (https://www.facebook.com/janelacultural?fref=ts) shows de qualidade não estão faltando em Floripa. 
Portanto meu caro "tira o chinelo, solta o cabelo, vem dança, vem dança [...] não vem dizer que a vida é pouca, vá viver!"
Quer ouvir um pouco da banda Caraudácia, entra aqui:
http://www.youtube.com/user/caraudacia
Ainda podem saber de novidades por aqui:
https://www.facebook.com/Caraudacia

Vamos fechar com uma mensagem da banda: 



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Saco Cheio




Basicamente é um texto de quem está de saco cheio... É bem esse o termo... Estou de SACO CHEIO de ouvir coisas sobre feminismo, sobre a sociedade machista, sobre racismo, sobre preconceitos em geral. Parem de alimentar o discurso e tenham atitudes!
Eu não represento aquilo que falo, sou muito mais atitudes do que palavras!!!
Dirão: “Nossa Gustavo, mas você trabalha com educação, como pode dizer que não é aquilo que fala?”
O que quero dizer é que posso falar muitas coisas, mas minhas atitudes devem ser percebidas e de forma positiva, não mal interpretadas. Darei um exemplo: um dia estava em um bar, quando fui passar por uma porta percebi que havia uma menina que também iria sair, empurrei a porta para que ela passasse antes, adivinha qual foi a frase que eu ouvi?
“Não vamos perpetuar essa sociedade machista! Passa você primeiro!”
Por alguns segundos não sabia muito bem o que pensar, não entendi o que estava acontecendo, mas tive um rápido reflexo para não comprar a briga e disse: “Ok, então vamos passar ao mesmo tempo!”
Agora por favor, alguém pode me explicar qual era o sentido de perpetuar uma sociedade machista? Foi apenas uma gentileza... Sempre faço isso quando estou entrando ou saindo de um banco, do banheiro da faculdade, seja com homens ou com mulheres. Então se eu segurar a porta para um homem passar estou perpetuando uma sociedade “feminista”?Ou será que estou afim desse cara?
Acho que hoje as coisas estão muito extremistas, radicais, não existe mais uma sensibilidade necessária para que possamos avaliar aquilo que acontece ao nosso redor.
“A maldade está nos olhos de quem vê!”
Vi um documentário esses dias: “O Riso dos Outros” https://www.youtube.com/watch?v=7Oom9bq4DrA&list=FLyo04qBTnwT1B0Rs2YY5enQ&index=2
Vários humoristas e personalidades falando sobre os tipos de piadas, que muitas tem conotação ofensiva, são de mal gosto e quer saber minha opinião?
Acho que cada um fala o que quer e pensa como quer! Continuo achando que o maior exemplo que podemos dar são nas atitudes! Claro que em uma sala de aula não vou dizer que é certo uma criança chamar a outra de viado, de macaco, ou rolha de poço, nem de mulherzinha por ter cabelo comprido, mas o fato é que não são apenas as palavras que representam o caráter de uma pessoa!
Existem tantas pessoas que tem uma pose de “politicamente corretas”e no fundo são piores do que aquelas que contam piadas sobre portugueses, podem acreditar!
O fato é que: por estarmos nessa sociedade acelerada, julgamos tudo aceleradamente. O cabeludo, barbudo, com roupa “largada” e tatuagem é vagabundo, não quer nada da vida, mal deve saber falar e na melhor das hipóteses só rouba, ainda não matou ninguém! Já o de cabelo penteado, barba feita, roupa social, sem tatuagem é bem sucedido profissionalmente, tem um foco de vida, deve ter uma bela retórica, é estudado, mas não deixem de lembrar dos queridos políticos que roubam bem mais do que o primeiro personagem!
Conclusão? Você pode tirar a sua, mas eu prefiro ficar com a frase do “Teatro mágico”: “Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz”



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Lista para 2014


6:15 -> 01/01/2014

Não venta, mas o ar gelado ainda toma conta da temperatura que inicia o dia, levemente nublado.
O barulho dos diversos bichos confundem-se, mas o canto dos galos sobressai. 
As árvores fazem uma mistura entre os tons de verde, algo de encher os olhos.
Tenho vontade de pensar, planejar ou desejar algo, afinal é dia 01/01, mas nada me vem à cabeça, parece que "apenas" a contemplação do ambiente já é suficiente. 
Ao fundo , talvez não muito longe, ainda persistem sons de fogos de artifício comemorando o novo ano.
De repente, em minha mente, surge minha mãe, a falta de meu pai, alguns amigos e outros tantos parentes, mas afinal quais serão os caminhos de 2014?
Tento parar de pensar, planejar ou desejar, pois esses sentimentos parecem começar a tomar conta, então volto a fixar na natureza, o dia que começa a ficar mais claro e a mistura encantadora do barulho da natureza e o silêncio do resto do mundo! O silêncio do resto do mundo!
Sinto minha respiração, sou capaz de diminuir as batidas do meu coração e ouvir os barulhos da digestão. Para que eu desejaria mais do que isso? Para que planejar ou pensar algo além do controle de mim mesmo? 
Não farei lista daquilo que quero para 2014, apenas vou ouvir meu corpo, pois ele tem as respostas que preciso, apenas terei o trabalho de silenciar o mundo quando não tiver a oportunidade de apenas ouvir, ver e sentir a natureza!
Mente Quieta,
Espinha Ereta, 
Coração Tranquilo!
Buscando viver com intensidade, mas sem pressa, pois viver vai além de colocar-se no ritmo dos sons do dia a dia. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Último dia




Caros incomodados, estou aqui para falar de algo que já falei algumas vezes, mas confesso que ainda continua incomodando: a ideia da morte!
Dessa vez gostaria de utilizar uma outra linguagem, não quero escrever nada que penso ou deixo de pensar sobre isso, mas sim a letra de uma música que está na minha cabeça durante dias e não está muito afim de sair. 
Dizem que para você esquecer uma música, que fica na sua cabeça, é necessário despender um pouco de tempo, mas essa regra não está sendo muito válida, por isso prefiro deixá-la na minha cabeça e aproveitar sua mensagem!

Então diga meu caro incomodado... O que você faria?


O Último Dia - Paulinho Moska

Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia?
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia?

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?

Corria prum shopping center
Ou para uma academia?
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia?

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
...

Andava pelado na chuva?
Corria no meio da rua?
Entrava de roupa no mar?
Trepava sem camisinha?

Meu amor
O que você faria?
O que você faria?

Abria a porta do hospício?
Trancava a da delegacia?
Dinamitava o meu carro?
Parava o tráfego e ria?

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria? {2x}

Me diz o que você faria? {2} 


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Mágicas da Formação



Constituímo-nos nas diferenças.
Talvez a maior dádiva e o maior castigo que recebemos durante a vida.
Somos seres que pensam, sentem e realizam as coisas de diferentes formas.
Não temos o poder sobre o outro, muito menos sobre outros.
Assim sendo, como conseguir ser um bom professor?
Como unir toda essa dissonância em uma direção que possa favorecer o processo de formação para o outro?

Talvez iniciarmos com mudanças em nós mesmos seja um bom começo.
Está tudo muito rápido? Vai mais devagar!
Está devagar demais? Acelera um pouco!
Muito preto e branco? Coloca uma cor, duas ou três!
Caso esteja muito colorido, acrescenta o preto e branco.
Está tudo espalhado no alto? Joga tudo no chão!
Caso esteja com o chão bagunçado, coloca no alto!
As crianças estão correndo muito? Vamos brincar de estátua!
Estão muito paradas? Vamos brincar de pega pega!

Temos outras soluções...
Está muito rápido? Acelera mais ainda!
Muito devagar? Para de uma vez!
Muito sem cor? Joga o branco!
Muito colorido? Espalha mais verde, amarelo, azul, vermelhor, roxo, rosa, laranja!
Muito no alto? Joga mais alto ainda!
Muito espalhado no chão? Acaba de espalhar o resto!
As crianças correndo muito? Vamos brincar de pega pega!
As crianças estão paradas? Vamos brincar de estátua!

Não entendeu?
Então compreenda: algumas coisas simplesmente não tem uma receita pronta.
Você precisa testar, arriscar, apostar, acreditar e de repente a solução você poderá encontrar!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Um dia de cada vez - Flor do Campus


Primeiro dia de intervenção

Confesso que estava ansioso para aplicar a atividade com o G2 (crianças com idade entre 1 ano e meio e dois anos), no Flor do Campus. Acredito que não ter tanta experiência com essa faixa etária, com certeza era um dos motivos para fazer a ansiedade aumentar.
Ao mesmo tempo em que temos tanta coisa para aprender com as crianças, nos sentimos, ou melhor sinto-me na obrigação de proporcionar algo marcante para elas. Não algo que obrigatoriamente elas possam aprender, reproduzir, decorar como fazer, mas algo que possa ser significativo.
Por mais que tudo esteja organizado, a atividade, os tempos, os procedimentos, tudo sempre passa por diversas possibilidades, devido à imprevisibilidade do ser criança.
Tão imprevisíveis que podem passar da alegria extrema para o choro compulsivo em segundos.
Pode ficar super atenciosa com algum barulho e de repente se dispersar ao ver um fantoche de palito.
As crianças são breves... Breves como muitos momentos em nossa vida, desde os alegres até os tristes.
As crianças são breves... Breves como o tempo em que um beija flor para de bater as asas.
As crianças são breves... Breves como nossa própria vida.
As crianças são simplesmente breves.
Sinto esse poder delas de mudarem seu humor como o tempo que o vagalume, acende e apaga.
E isso tudo é muito encantador.
Planejamos contar uma história e interagir com fantoches de palito, mas não tivemos história contada, apenas imagens mostradas e uma grande interação com os bonecos de palito.
As coisas começaram a ficar mais interessantes quando fomos para a área externa, para plantar os corações de papel.
Enquanto um cavava a terra, os outros distraiam-se com outros atrativos do espaço.
Aos pouco um a um, foram plantando os corações. Não sei bem se entendiam o que estavam fazendo, se compreendiam o motivo, mas estava prazeroso, vê-los mexer na terra e ao mesmo tempo divertindo-se de um lado para o outro.
Corpos soltos pela grama...
Hora da sala de arte. Pintar com cola colorida os potes que seriam os futuros vasos.
Alguns tímidos, não ousavam colocar a mão na cola, preferiam o pincel. Outros achavam melhor colocar um dedo e outros a mão toda.
Cada um em seu tempo, do seu modo, com suas ideia, colorindo o pote. Experimentando a nova textura, as cores, a bagunça.
Alguns acabaram logo, outros não queriam acabar, mas era hora de limpar as mãos para sujar mais uma vez. Dessa vez com terra.
Voltamos para a sala com os potes e descobrimos uma nova tática, quando dizíamos que seria contado um segredo, todos ficavam em silencio. Divina mágica.
Mostramos as mudas de plantas e dissemos que naquele momento eles iriam plantar.
Mais uma vez a festa estava armada. Todos para fora, cada um com seu pote, sentados em roda e um saco de 5 kg de terra no meio deles, portanto, mão na massa!!!
Terra para todos os lados. Na mão, na roupa, no tênis, na camiseta, terra que não acabava mais. Potes pela metade, hora de colocar as sementes. Depois mais terra. Diversão incrível, que era até difícil livrarem-se dos potes, uns choravam, enquanto outros preferiam virar o pote com a terra e com todas as sementes dentro!
Aos poucos, acalmando os chorões, replantando os que haviam jogado a terra fora, tudo foi se acalmando e foram voltando para a sala.
Era hora de nos despedir, pois a outra turma estava chegando. Agora vamos esperar para o que nos aguarda na próxima semana!!


Segundo dia de intervenção.

A ansiedade é menor, porém sinto que temos poucas atividades e muito tempo, mesmo assim tinhamos algumas "cartas na manga". 
Quando chegamos, somos avisados que o lanche das crianças seria depois de meia hora do inicio de nossas atividades.
Também tivemos uma ótima noticia de que na segunda-feira, após nossa atividade de plantar os corações de papel, a primeira coisa que as crianças fizeram foi procurar para verificar se eles havia brotado.
Fico mais tranquilo, pois tenho absoluta certeza que iremos ocupar esse tempo tranquilamente.
Cumprimentamos as crianças, que mesmo depois de me olharem sem barba, ainda insistem em me chamar de pai (talvez essa seja uma reflexão para um próximo texto).
A primeira atividade programada é colher as flores de papel, as quais já estavam colocadas em seus devidos locais. Quando as primeiras crianças chegam, expressam um olhar de espanto e surpresa.
Aos poucos vamos distribuindo as flores, pois cada uma tinha o nome de uma das crianças.
Depois elas voltam para a sala de aula. Apesar de algumas deixarem as flores pelo caminho, uma das crianças pegava e ia formando um buque com essas que haviam sido deixadas.
A atividade na sala eram três filmes relacionados com músicas de plantas e isentos.
Com o ambiente devidamente preparado, com um lençol improvisado que servia de telão, para a sessão de cinema.
As crianças ficam vidradas nos vídeos e prestam muita atenção. Algumas balançando levemente a cabeça no ritmo da música, outras repetindo algumas palavras.
A mãe de uma das crianças chega e ficamos com o grupo mais reduzido. Inicialmente com seis crianças, agora estava com cinco.
Logo após o filme buscamos as mudanças que elas haviam plantado na primeira aula para que possam ser regadas. Cada uma rega um pouco de cada planta e mostramos para elas onde cada uma está brotando.
Após cuidarmos das plantas, passar álcool nas mãos, pois é hora do lanche.
Bola, bolacha, gelatina e suco.
Alguns comendo timidamente, outros sem nenhuma cerimonia, colocando tudo na boca de uma vez, até perceberem seus limites!
É encantador perceber como cada um vai descobrindo a comida, estranhando o gosto, sentindo a textura, a sensação de tocar a gelatina.
Cada um em seu ritmo - como de costume - pedindo mais, outros satisfeitos. Aos poucos todos vão acabando e voltando para a sala.
Voltamos com as crianças para a sala.
Sinto uma sensação boa, de um “dever” cumprido, mas algo antes de tudo prazeroso. Estar perto das crianças, tentar sentir o tempo delas, sentir as vontades delas, exercendo a alteridade e buscando de alguma forma absorver um pouco desse universo, pelo qual já passamos e ao mesmo tempo parece-nos tão distante.
O que elas aprenderam?
Prefiro não pensar sobre isso.
O tempo da criança não é o nosso, logo a forma de assimilação delas é outra, portanto prefiro que o tempo delas encarregue-se de mostrar o que vale ou não ser lembrado.
Busco uma forma de formar o outro e me formo, nesse processo que em muitas vezes deixamos de perceber sua mão dupla!

Cabe aqui o agradecimento do nosso grupo de trabalho (Ana, Gustavo, Pamela) para todos do Flor do Campus que nos auxiliaram. Coordenadora Seandra, professora Lais e auxiliares, Tuani e Aline. Claro que nosso agradecimento à professor Gabriele Nigra que nos proporcionou essa experiência.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Os Temperos dos Tempos



Ganhar tempo. Aproveitar tempo.
Perder tempo. Administrar o tempo.
Aproveitar o tempo. Perca tempo.
Administrar o tempo. Ganhe tempo.
Perceba o tempo. Perceber o tempo.

Quanto tempo tenho?
Quanto tempo falta?
Qual é o seu tempo?

Ontem o tempo passou!
Hoje o tempo passou!
Amanhã o tempo passará!

Tudo é tempo.
Nada tem tempo.

Somos nosso tempo de vida e o tempo que nos resta à vida.
Vivemos ou "tempemos"?
Você vive a sua vida ou apenas deixa o tempo vivê-la?
Você vive a sua vida ou perde tempo com a vida dos outros?

Tempo relativo... Futuro.
Tempo passageiro... Passado.
Tempo presente!

Tampe a temporalidade desse tempo tempestuoso, pois a temperatura depende dos temperos, das tentativas, de tu trazeres o tesão pela vida.

Tempere seu tempo...
Presenteie-se com seu tempo!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Poemando - Uma tarde qualquer




Abro os olhos...
Ao olhar pela janela entreaberta, percebo a dança das nuvens, escuto o som dos pássaros e encanto-me com o suave vento, que passa e balança os galhos das árvores cada uma em seu tempo.
Fecho os olhos...
Concentro-me no corpo.
Sinto a cabeça pesar.
Os olhos mexerem.
As batidas rítmicas do coração.
Sons do intestino trabalhando.
Sinto o ar entrando, pulmões e diafragma enchendo.
O sangue circula!!!
Por um instante me perco em minhas memórias... Ainda de olhos fechados...
Bons momentos, risadas, amigos, a ida até aquela cidade, a volta, a estrada e os carros.
A família, as promessas, os erros, os acertos, os medos, as certeza, prazeres e desprazeres.
A saudade, as dores, o agito, a tranquilidade.
Respiro fundo...Abro devagar os olhos...
Volto a olhar pela janela, as nuvens estão em outra posição, os pássaros em silêncio, o vento cessou e os galhos não se movimentam mais.
O corpo continua funcionando. Ainda vivo!
A memória rememorando, com todas as dualidades. Ainda viva!

Uma trilha para enfeitar: 

 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Poemando - Atitudes Difusas





Rebelam-se ideias instigando soluções: imediatas, futuras e talvez determinantes.
Direciona-se para um caminho: incerto, inóspito, rústico, indelicado.
Tomam-se as atitudes e recebemos outras como reação.

Julgar? Ignorar? Revidar?


Voltemos à natureza...

Busquemos o sossego de um bosque.
A possibilidade de novas conexões neuronais.
Ao som da água correndo, com os primeiros raios de um novo dia, ou com a brisa de uma noite fresca.
Voltemos à natureza...

Aproveitemos nossos corpos...
Correr, suar, gritar, chutar.
Fatores fundamentais para extravasar.
Auxiliando a não pensar, ou pelo menos pensar de outra forma.

Busquemos a tranquilidade em nosso interior inquieto.
O discernimento dos fatos.
Percebamos a efemeridade da vida e apenas vivamos!
Vivamos...

Olhe do alto, de onde se pode observar o mar, céu, areia, onde possa lembrar; relembrar, reviver, agradecer, como se fosse a primeira vez.

Respiremos...
Descobrir outros caminhos para descer, subir, entrar e sair.
Respiremos...
Para que assim possamos nos acalmar, relaxar, “distencionar”, com intensão, mas não vamos esquecer que atitudes difusas sempre existirão.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Criança frágil?






Por que pensar em uma criança frágil? Desprovida de saberes? Sendo que mal sabemos o quanto ela sabe, muitas vezes julgamos e mal sabemos quem, ou por que, apenas julgamos, pois assim nos foi ensinado, assim vemos na TV. Assim vemos o outro fazer, e até mesmo em casa.
Discutimos o mesmo assunto – a criança – sem nos colocar no lugar delas, sem entender se queremos educar ou formar, abraçados em um livro, uma teoria e longe de experienciarmos, longe de nos colocar no lugar dela, por não saber, por preguiça, ou simplesmente por medo, de errar, de não saber ou de não conseguir...
Só acreditaria em um deus que soubesse dançar, como diria Nietzsche. A dança é o movimento, a variação de uma posição para outra que não estamos acostumados. O variável torna-se estranho, diferente, novo, criativo, corpóreo, efêmero, uma nova nuance, uma nova linguagem, em outra perspectiva, desarmada do tempo, da moral, ou da obrigatoriedade, desamarrada, solta.
Por que não dizer que a formação é a dança de novas descobertas, de novas linguagens?
A criança o coreógrafo, aquela que desperta novas linguagens!
Formar é dançar ideias, novas e antigas, outras linguagens, na coreografia entre corpo, conceitos, vontades e necessidades. É importante permitir-se e permitir que o outro possa sentir essa dança e ser parte dela.
A dança da formação, a dança da vida!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Curtir e compartilhar, o que você está fazendo?


A reflexão de hoje surge após uma aula da disciplina de Organização dos Processos Educativos de Educação e Infância:

Parece que viver sem refletir torna-se natural no momento atual.
Curtimos e compartilhamos, tudo muito rápido, fácil, vazio, mas o que fica? O que marca? Ou o que muda?
Educação e Infância...
Educação na Infância...
Educação Infantil...
Educação que estamos próximos, mas não temos ideia dos diversos contextos.
Infância que passamos (ou não) e agora tentamos entender, compreender, construir.
Ao reconfigurar ideias e possibilidades constrói-se outras ou novas bases.
Certo, errado...
Bom, ruim...
Coragem, medo...
Vontade, preguiça...
Qual será o sentimento adequado? Existe o adequado? 
Refletir torna-se mais importante do que indicar as certezas.
Refletir sobre outros mundos, com novos olhos.
Entrarmos em um espaço de uma forma e sair de outra, tentando auxiliar que outros também possam sair mexidos, tocados, mudados, incomodados, ou não...
Afinal, esse seria apenas um olhar, uma reflexão!

Foto de Sebastião Salgado
Roupa suja, olhos serenos... E você, o que está vendo?
Vejo uma criança, sofrida, com vontades e necessidades.
Talvez buscando um apoio maior do que a cabeça apoiada em sua mão.
Querendo novas roupas...
Um banho...
Um pouco de carinho...
Um novo sonho!
Sonhando com comida, com fome de mais vida.
Imaginando brincar,
Imaginando o que seria brincar, ou como poderia brincar.
Talvez abraçar... Mas talvez compaixão não seja a solução.
Então o que não tem solução, solucionado está?
Ficamos inertes, parados como a criança da foto. Curtindo e compartilhando, sentados, claro!Seria muito mais adequado, não?!?
Roupa suja, olhos serenos... E você, o que está vendo?
E nós o que vamos fazer?
Em aglum momento, novos horizontes, com novos olhos, poderemos alcançar!