segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O verdadeiro lixo no nosso mundo atual



Exato... Por vezes o nosso mundo nos mostra alguns lixos. Cada época tem o seu. Hoje temos alguns, mas apesar de correr o risco de um senso comum, ainda prefiro falar.
Estou um pouco cansado e não é apenas fisicamente, estou falando de um cansaço de ouvir, ver e ler tantos excessos, radicalismos, extremismos: INTOLERÂNCIAS!  
Vejamos na política: quando estamos em uma manifestação contra o governo, existe uma intolerância com qualquer grupo de pessoas que aparece defendendo o governo.
No esporte: se saímos para assistir um jogo de futebol é fundamental – caso você queira usar a camisa do seu time – colocar um casaco por cima, pois corre-se o risco de ser insultado ou até mesmo agredido pela intolerância ao encontrar a torcida adversária.
Na religião: as pessoas são obrigadas a fugir de seu próprio país, pois existem grupos religiosos intolerantes que não aceita a diversidade. 
Quando vamos falar com uma mulher: devemos ter todo o cuidado do mundo, pois em diversos momentos – e não são poucos – suas palavras podem apresentar-se como machistas e você já sabe, a intolerância vai pegar!
Quando vamos fazer uma piada: devemos repensar muitas vezes se ela não irá ofender nenhuma pessoa que está por perto, ou até mesmo alguém que não esteja presente, mas se sentirá ofendido quando souber da tal piada. Cuide com a intolerância!
Quando o estudante te diz: “Professor pode me chamar de Marrom”. Confesso que sinto até medo, vai que alguém escuta eu chamar ele de “Marrom”! Olha a intolerância ai outra vez!
Viver está deveras chato, maçante, triste e cansativo.
Alguém pode explicar o que está acontecendo? Porque já sei que não tem como parar o mundo para que eu possa descer.
Às vezes é melhor ficar calado, pois parece que o mundo está cheio desse lixo: INTOLERÂNCIA!
Não que a tolerância (do latim "tolerare" - sustentar, suportar - termo que define o grau de aceitação) seria o ideal, mas certamente o menos pior.
Espero que o mundo não se torne cada vez mais chato...


domingo, 3 de maio de 2015

Apenas palavras...


De todas as contemplações, apenas uma: vida
De todas as palavras, aquela complexa: amor
De todas as profissões, uma fundamental: professor
Dos vários verbos, aquele que dá trabalho: fazer
De todas as certezas, aquela dolorosa: morte
De todos os lugares, apenas o que nos conforta: casa
De todas as atitudes, aquela fundamental: tolerância
De todos os dias, aquele definitivo: hoje
De todos em que podemos confirmar, apenas os verdadeiros: amigos
De tudo que não podemos esquecer, aqueles que nos apresentam a vida: família
O silêncio nos faz pensar...


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Trin - tinha






Iaiiii como é ter 30 anos?
O que podemos pensar quando a idade chega?
- Estamos mais velhos?
- Mais experientes?
- Mais perto daquilo que desejamos fazer pelo resto da vida?
- Mais perto do fim de nossas vidas?
Talvez possamos pensar essas e muitas outras coisas, mas a única que me passa chegando aos 30 anos é que apesar de tudo, ruim e bom que vivi, a balança está pesando para o lado positivo.
Não acredito ser velho, talvez apenas mais velho do que ano passado, talvez também tenha maior consciência do que pretendo fazer pelo resto de minha vida e estar perto do “fim” ainda acredito ser algo muito relativo.
Acho que os 30 anos é uma bela idade, já estamos definitivamente na vida adulta, hoje vejo as crianças com outros olhos, os jovens de outra forma, os mais velhos com maior respeito.
Mais  do que nunca vejo a vida de outro ângulo!
Compreendo diversos defeitos que tenho, mas tenho plena consciência de minhas qualidades. Agradeço todos os dias por aqueles que me deram o dom da vida (apesar de, por vezes, questionar essa tal vida). Sei do significado que cada gesto e palavra pode representar para cada conhecido, amigo, aluno, desconhecido, colega de trabalho, apesar de muitas vezes deslizar com os atos e palavras. Valorizando a cada instante os laços de amizade que cultivo ao longo da vida.
Buscando uma evolução diária, pois ser importante por vezes vale mais do que ser famoso!




Calmo acordo...
O dia amanhece,
a chuva cai
e os trinta anos acontecem!

E antes disso?
Sabe se lá o quê...
Consciência
Maturidade
Experiência
Calvice
Opa... Essa deixa pra lá...

A chuva continua a cair,
mesmo que tivesse sol
os trinta anos já estão ai...
É bom fazer a retrospectiva,
e ver aquilo que pude construir! 

Não sei ainda o quanto isso dura.
Não sei quais caminhos devo seguir.
Sei que intensamente em todos os momentos...
Pretendo, quero e vou sentir! 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014



Bom dia meus caros. Não falei nada sobre a eleição e essa será a única fala.
Um belo dia amanheceu e temos uma nova (mesma) presidente. Perceba bem que praticamente nada mudou certo? Teremos que acordar cedo do mesmo jeito. Teremos que ir trabalhar, seja para pagar um pouco mais ou um pouco menos na compra dos alimentos, na conta de luz (com uma margem de erro de 9%) e também no combustível.
Vivemos uma campanha política totalmente rabiscada pelo facebook e outras redes sociais. Uma campanha política com muitos ataques de ambos os lados, sempre falando de problemas de petróleo, ou com cocaína e bebida; problemas com candidatos “ficha suja” para ambos os lados; problemas com desvio de dinheiro em eventos ou ainda com nepotismos.
Deixa eu contar um segredo pra você petista ou tucano... Ninguém, nenhum dos candidatos, tem a mão limpa nesse negócio ok? Não se esqueça disso.
Só queria lembrar, pro dito povo brasileiro, que bem provavelmente teremos que sair nas ruas novamente, pois problemas continuarão. Não pense que assim que assumir o “novo atual” presidente tudo estará mudado. Não seremos a primeira economia do mundo, nossa educação não dará um salto imenso, nossa saúde deixará de ter hospitais sucateados ou seremos exemplo mundial de segurança pública.
Somos e continuaremos sendo, por algum tempo, um país assistencialista vivendo com muitas bolsas de todos os tipos, pois ainda existe uma diferença social muito grande. Vocês sabem e entendem o que eu estou falando, pois quando achamos que a entrada do PT no governo mudaria TUDO, nos demos mal, por dois motivos: primeiro porque temos um país muito grande, imaginem vocês em seus miniuniversos conseguir unanimidade nas coisas, sem jogo de poder e interesses, difícil não?! Agora imagina no nosso “brasilzão”. Outro fato simples é o tal poder. Como estar com ele nas mãos e ao mesmo tempo conseguir administrar todos os seus reflexos? Como diria Maquiavel: “Dê poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é...”
Por isso meus caros, fosse Aécio ou Dilma as coisas não continuariam fácil para ninguém.
Gosto do jeito que foi – não as campanhas – mas o resultado. Ser eleita com uma margem tão pequena de diferença mostra a insatisfação de outra grande parte. Foi um gol chorado e isso significa que o time precisa lutar muito para sustentar o resultado, pois o outro não está fraco.
Espero que as mudanças e cobranças possam continuar, afinal de contas nenhuma mágica acontecerá. Espero de coração, que como a Dilma disse ela esteja aberta ao diálogo. E espero como Aécio disse, ao ligar e desejar sucesso para Dilma, que a prioridade seja unir o Brasil. Espero mais do que nunca que possamos ter uma democracia forte, que independentemente de partidos ou interesses possamos pensar em uma nação. Espero que todos os comentários que desvalorizam outras pessoas, seja pelo seu Estado ou escolha de voto, possam parar de existir e que possamos cobrar aquilo que acreditamos ser o melhor, não para o nosso próprio umbigo, mas para uma grande maioria.

Entenda que não teremos uma mudança tão gigante no país e compreenda que você mesmo pode ser o início de uma grande mudança, importando-se mais com os outros e falando menos da vida alheia. Pode até parecer clichê, mas em tempo de tanta intolerância antes, durante e depois de uma eleição, acho que podemos utilizar esse clichê refletir um pouco mais. 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Devaneios



Mais uma vez volta a me procurar, mas por onde começar? 
Existe um começo para poder procurar? 
Ou apenas vou achando parte e tentando encaixar?
Vários universos são abertos e através disso, logicamente, acabo descobrindo mais pedaços de mim, mas até que ponto nossos pedaços resgatados através desses universos são realmente nossos?
No instante em que nos juntamos aos pedaços, simplesmente não somos mais nós, somos partes de um outro nós. Existiria alguma forma de me juntar em mim mesmo? 
Sinto essa falta, essa necessidade, mas ao mesmo tempo gostaria de achar essas possibilidade.
Algumas angústias, anseios, inseguranças e medos surgem ao mesmo tempo. Mistura de afetos, que me afetam, atravessam e chegam a provocar uma falta de ar. 
Não sei exatamente onde quero chegar com essa possível reflexão, não sei se é uma reflexão ou apenas uma vazão para algo que está dentro, aqui dentro, comprimido, apertado. 
Gostaria de estar apenas comigo e de preferência vazio, sem precisar pensar tanto, sem precisar estar tão cheio, não necessariamente isolado, mas ligado em mim, só comigo e vazio de pensamento, pareceria depressão? Acredito que não... Apenas quero ficar mais quieto. 
Como aliviar tanto sentimento? Não quero o excesso da razão... Quero o vazio dela. Apenas gostaria de um equilíbrio, tomar decisões parece não estar sendo meu ponto mais forte e nem quero que seja! 
Me faz bem ou me faz mal? 
Acho que apenas vai me fazendo... Vou sendo perfurado, sentindo o lado trágico, a alegria, as vontades.
Transbordo em excessos, mas ao mesmo tempo gostaria de estar contido em pouco, pouquíssimos sentimentos.
Me rasgo em possibilidades de me achar, escrevendo tento me resgatar. Sinto-me vazio de... sinto-me apenas vazio, algo inexplicável e talvez até mesmo banal ou sem um motivo. Parece que me toco, mas não me sinto, me busco, mas não me acho. Todo esforço para tentar expressar isso tudo que sinto parece ser tão complexo quanto produzir esse texto. 
Desenvolvo o texto e parece não me sanar com tudo aquilo que gostaria de falar, mas acho que em nenhum lugar pretendo chegar...
Devaneio apenas para aliviar...

terça-feira, 3 de junho de 2014

Pensar na morte


   


Pensar na morte, não me faz morrer,
mas pensar na morte pode me auxiliar a viver.
Caminhando por entre a vida e vivendo permeado de morte,
não me dá nenhum suporte!

Trabalhar estudar correr
Dirigir escrever pensar
Conversar compartilhar comer
Brigar amar falar...

Ufaaa.... mais folego....

Chorar defecar rir
Lavar olhar sentir
Jogar banhar discutir
Ganhar perder partir...

E o que a gente leva da vida?

Estar vivo e viver são duas coisas diferentes.
Penso logo existo dirão...
E quem disse que existir é viver?
Podemos existir e estarmos ausentes.

Ausente das experiências,
ausente por medo,
ausente para os parentes,
ausente do verdadeiro enredo.

Distante desse enredo da vida que pode retornar eternamente,
em busca de um além do homem,
talvez alcançado pela solidão.
Dane-se, Deus está morto e você ainda não!

Não deixe o dia te engolir,
não deixe a vida passar,
bem ou mal, certo ou errado.
Esqueça! A vida não é um quadrado.

Pretende viver esteticamente estático?
Deixe de ser tão apático...
Vá... viva...
Movimente o movimento rotineiro deixe do seu modo.
Mude as mudanças mundanas.

Mas pode ficar calmo...
E nem precisa querer contar com a sorte,
afinal se nada der certo, o final de tudo, você já sabe...
É a morte!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Estudantes e lutas sociais: O que temos a ver com isso?




Esse foi o título da mesa redonda que aconteceu no CED (Centro de Educação da UFSC). E disponibilizou aqui o texto que trabalhei durante o debate. 

Qualquer coisa que eu fale aqui como contraponto, ou posicionamento favorável à polícia, pode parecer a favor da ditadura, em virtude do momento histórico que vivemos, mas isso está longe de mim. Também gostaria de deixar claro que não concordo com a forma que aconteceu toda a ação da polícia, principalmente por ter o NDI e o Flor do Campos ao lado, mas também acredito que a conduta de estudantes, professores e técnicos que estavam no local poderiam ser diferentes.

Minha bandeira não é vermelha, azul ou verde... Não sou filiado a nenhum partido... E também não sou coxinha, muito menos palyboy, às vezes a definição não nos define, aliás, sempre é muito pouco, mas como todos gostam e acreditam que um partido deve ser tomado, prefiro levantar a bandeira da educação, de alguém que participa desde 2003 do movimento estudantil, atualmente estudante de Pedagogia e Mestrando do Programa de Pós Graduação em Educação.

Estou aqui hoje para ponderar algumas afirmações e formas que todo esse movimento está tomando. O ponto central é a questão da não generalização, citando Nietzsche, “qualquer totalidade não consegue resumir a vida”, Cabe perceber que as coisas (política, economia, polícia) não são os mesmos de 50 anos atrás, os estudantes de hoje, assim como todo o movimento estudantil também está de outra forma, levanta outras bandeiras, e não adiantará acreditarmos que nada mudou, nem mudará, pois estar nesse mundo é permitir-se mudar o tempo todo, as transmutações do espírito acontecem, constantemente, seja nos deveres, nos quereres, ou no criar novas possibilidades, novos rumos e caminhos.

Será que realmente o caminho é “[...] construir desde já uma cultura de autodefesa no movimento estudantil [...]” como li em um dos diversos textos que tem permeado as redes?

Isso me assusta um pouco, parece que estamos voltando a aplicar a “lei de talião”, olho por olho e dente por dente. Amarrar as pessoas nos postes parece estar sendo comum, será que está na hora de formarmos milícias populares, ou quem sabe milícias estudantis? Qual seria a solução para tenta violência, e aqui não estou falando apenas da física; mas comunas, coxinhas, playboy, vagabundo, também são um tipo de violência, a verbal (principalmente quando acontece de um grande grupo para um grupo menor), está violência por sua vez, gera uma violência ainda pior: a psicológica, que consequentemente parece formar um ciclo vicioso de violências.

Podemos ver esse reflexo em nossa universidade do tipo de violência mais comum:

Em 2013 tivemos 283 ocorrências registradas, o segundo maior número perdendo apenas para 2011 com 313 ocorrências, significa mais de uma ocorrência por dia letivo. Tivemos o maior índice de roubos, com total de 26. Isso porque estamos falando apenas de registros realizados. Outro número que assusta são as detenções, foram 51 em 2013, perdendo para 59 em 2008 e 53 em 2009. Os números relacionados com a violência continuam altos.

Parece que mais do que nunca uma ação negativa reverbera muito mais do que dezenas de ações positivas. Sabe aquele papo, que você pode fazer mil coisas boas, mas a ruim sempre terá maior destaque. Fumar dentro da reitoria, ou pichar suas paredes atinge negativamente o movimento estudantil, assim como amarildos e claudias do nosso dia a dia suja o nome da polícia. Cabe lembrar que nem todos corroboram dessas atitudes. A mesma mídia que critica o movimento estudantil por causa de um ou outro é a mídia que repercutirá os desastres da polícia, principalmente se envolver morte com bastante sangue.

Mas vamos pensar um pouco, existem padres pedófilos, existem cuidadores que machucam os idosos, existem pais que na falta de diálogo preferem bater nos filhos, assim como existem professores que preferem “matar aulas” e polícias que “descem o cacete”. Mas também existe o padre que auxilia, o cuidador que realmente cuida, os pais que tratam com amor seus filhos, professores que são marcantes e policiais que exercem suas funções dignamente.

Sim, existem policiais que exercem suas funções adequadamente, não tem “ficha suja”, realizam apreensões e não ficam com o dinheiro para eles, auxiliam a população na resolução de conflitos e acabam com os problemas quando são convocados, em muitos casos sem precisar de tiros, ou bombas. E quando falamos: “fora PM” é uma violência verbal, assim como ofender alguém pela cor da pele, ou pela opção sexual (e não estou aqui para julgar qual dessas violências verbais são maiores ou menores). Essa violência não afeta apenas a instituição Polícia Militar, mas também a todos os pais de família, que tem essa função como uma forma de sustentar e auxiliar no processo formativo de seus filhos. Tenho certeza que a grande maioria dos policias não escolhem essa profissão porque querem dar pancada ou tiros para todos os lados.

Estamos no centro de educação e algumas atitudes radicais me assustam. Estamos em um período em que o regime militar tem sido muito citado e lembrado, afinal são 50 anos, mas parece existir um “saudosismo negativo”, lembramo-nos dos fatos, que muito aqui não vivenciaram, apenas ouvimos a história de conhecidos, dos livros, ou professores, e estagnamos nesse momento achando que hoje é exatamente dessa mesma forma que funciona, fazendo com que as conquistas do movimento estudantil nem sejam percebidas, ou será que no regime militar existira alguma ocupação na reitoria? Aliás, por que essa ocupação não foi feita na policia federal? Por que não ocuparam ou prédio da polícia federal? Por que não picharam o muro da polícia federal?

Estamos no centro de educação e acredito que caso não possamos acreditar nas mudanças, no exemplo dado e principalmente que as mudanças existem pautadas na construção coletiva de ideia e opiniões, podemos dar as costas para esse centro e escolher outra formação.

Estamos no centro de educação e que bom seria, citando Nietzsche “[...] ao acordar, imaginar se nesse dia não podemos dar alegria a pelo menos uma pessoa. Se isso pudesse valer como substituto do hábito religioso da oração, nossos semelhantes lucrariam com tal mudança."

Talvez nesses anos de participação do movimento estudantil esse é o momento mais significativo e marcante, não devido às palavras entusiasmadas, não por tiros ou bombas, não por causa de cigarros de maconha, mas sim por fazer as pessoas pensarem o que acham ou deixam de achar sobre tudo que está acontecendo. Como diria Mario Sérgio Cortella, momentos “graves também são momentos grávidos”, são grávidos de possibilidades, de diálogos, de formação.

Mais uma vez diversos movimentos estão ecoando, legalização das drogas “Tabaco ou maconha, o que te envergonha? Eu não sou menos digno porque eu fumo maconha.” (D2). O movimento feminista “Sou rainha do meu tanque, sou pagu indignada no palanque.”  (Rita Lee). A luta contra o preconceito racial “Negro drama, cabelo crespo, e a pele escura, a ferida a chaga, a procura da cura.” (Racionais). A luta contra o preconceito sexual “Consideramos justa toda forma de amor” (Lulu Santos).

Como diria Camões “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.”

Alguns atos que realizamos devem ser assumidos, pois eu posso roubar uma pessoa, transar em local público, ou até mesmo abaixar a calça e defecar no meio da rua, mas devo assumir as consequências caso seja pego. Isso também vale para usar maconha, seja no carro, na praia, na frente de uma balada, ou no bosque na UFSC. Enquanto for uma contravenção, devo estar ciente que preciso assumir e arcar com as consequências.

Ao mesmo tempo é fato que nem com todo esse tumulto, as ondas de violência e roubos não pararam. No próprio dia 25/03 (durante a ação da polícia), um dos agentes teve sua carteira roubada, com dinheiro e documentos, além de colete, GPS e câmera. Dia 27/03, no CSE (Centro Sócio Econômico) roubaram uma moto, que por sinal foi encontrada pela polícia dois dias depois.

O que tenho a dizer sobre a policia?

Digo que sou a favor de uma forma mais eficiente de segurança aqui na UFSC. Os próprios alunos não serão capazes de realizar essa segurança, pelo menos eu não estou disposto a andar com spray de pimenta (que alguns já têm), ou com taser, muito menos com qualquer arma branca, ou arma de fogo e apenas colocar mais iluminação não resolverá o problema, pois sabemos da quantidade de roubos e furtos durante o dia. 
Não concordo com o controle de todos que entram e saem da UFSC, uma vez que acredito que aquele espaço pertence a todos da comunidade.
Caso não consigamos achar uma solução plausível e adequada acredito que é sim necessária a polícia e/ou a identificação das pessoas que entram e saem, mas repito, essa deveria ser a última medida. 

Estamos vivendo e nos deixando levar cada vez mais por esse mundo acelerado. Estamos passando pela vida sem vivê-la. O contato com o outro fica cada vez mais castrado ou distante e no instante que surge um contato conflitante, parece existir a extrema necessidade de um confronto, para extravasar de uma vez tudo aquilo que estava enclausurado. Isso acontece com todos nós seja no encontro com alguém aqui na universidade, no transito, dentro de uma sala de aula e também acontece com a polícia, seja no morro, na rua ou aqui dentro da universidade. Com isso não quero defender a ação de ninguém quando está ligada a violência, mas gostaria de deixar claro que em alguns momentos não aguentamos a pressão e nos exaltamos, seja subindo em um carro, seja falando de forma mais enérgica, ou com escudos, bombas e tiros, mais uma vez não estou julgando qual ação é maior, menor, melhor ou pior.

Psicologicamente e pensando com Freud, o que aconteceu no dia 25/03 iniciou-se com um trabalho do “ego” (alias essa é uma estrutura do aparelho psíquico que pode ser percebido com clareza, constantemente, principalmente na área da educação), ou seja, o evento psíquico que ocorria era determinado por eventos anteriores, no caso os fatos da ditadura. Posteriormente o “id” entrou em ação, colocando para fora instintos, impulsos, desejos e o “super ego” não tinha mais nada para mediar. O furacão já estava formado. O que quero dizer com isso? Simplesmente que no calor das ações algumas atitudes acabam sendo dominadas pelos impulsos.

Gostaria de dizer que em meio a todo esse movimento turbulento existe um ponto central que parece claro, o processo formativo está acontecendo e ele deve existir no campo do diálogo e dos conflitos, não dos confrontos. 

Citando Bob Marley "Quem é você para julgar a vida que vivo? Eu sei que não sou perfeito - e nem vivo para ser perfeito - mas antes de começar a apontar o dedo... tenha certeza de que suas mãos estão limpas!"

E finalizo com Mahatma Gandhi e Nelson Mandela, o primeiro diz que "Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio [...] o amor é a força mais abstrata e, também, a mais potente que há no mundo." E Mandela dirá: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”

A violência não me representa!

Como diria a foto do perfil do facebook de uma das nossas professoras “Vejo Esperança”, esperança aqui vista como verbo e não substantivo, como diria Cortella “verbo esperançar é ir atrás, buscar, ter persistência, ter paciência, ter resistência, mas acima de tudo, ter energia para se movimentar na direção daquilo que se deseja” e acredito, diferente de uma carta enviada por uma estudante ao fórum de graduação, que as flores podem sim vencer o canhão, mas desde que o processo constante de formação humana permaneça e que o diálogo prevaleça! 



sexta-feira, 28 de março de 2014

UFSC, drogas e a sociedade!




Não posso deixar de escrever sobre os fatos que estão acontecendo na UFSC. 
Confesso que estou tentando organizar as ideias, mas existem muitos fatos para serem debatidos, entretanto vou tentar realizar um texto curto.
Primeiramente gostaria de dizer que sou do movimento estudantil desde 2003, quando iniciei minha primeira graduação, sempre fui favorável a diversas ideologias, porém contestava outras. Não sou formado em História, não sou filiado a nenhum partido político, sou aluno da Pedagogia e do Mestrado em Educação, (prédio que fica ao lado de onde ocorreu o conflito do dia 25/03/2014)  e vejo pontos positivos dos dois lados que tem se manifestado na UFSC. 
Tudo que vou escrever aqui é baseado em conversas com amigos da faculdade (Ismael, Marino e outros representantes do centro acadêmico), professores (Orlando, Olinda, Everaldo), além de amigos que tenho dentro da polícia. 

Gostaria de deixar claro que não concordo com a proporção que tomou a ação da Polícia Federal, balas de borracha, bombas de gás, bombas sonoras, bombas de luz, entretanto também não sou da polícia para saber qual o tipo de treinamento dado para esse tipo de situação, mas é fato que havia o Flor do Campos e o NDI (Núcleo de Desenvolvimento Infantil), ao lado do local da ação e isso parece ter sido um "tiro no pé" de toda a ação. 
Ao mesmo tempo quando os estudantes e até mesmo professores solicitaram para que os Policias Federais realizassem o TC (Termo Circunstanciado) no local, será que eles sabiam que são apenas os Policias Militares que podem realizar esse termo no local? Portanto a ação sendo da Policia Federal essa forma de negociar não tinha validade. 
Até onde sei, de acordo com informações e entrevistas, existe sim investigações acontecendo na UFSC, isso não é novidade para ninguém, mas se existe algum "peixe grande" para ser preso, com certeza agora ele está mais atento, mais um "tiro no pé" da própria polícia.
Acredito que esses pontos são falhas que ocorreram na ação. 

Alguns atos que realizamos devem ser assumidos, pois eu posso roubar uma pessoa, transar em local público, ou até mesmo abaixar a calça e defecar no meio da rua, mas devo assumir as consequências caso seja pego. Isso também vale para usar maconha, seja no carro, na praia, na frente de uma balada, ou no bosque na UFSC. (Portanto Cacau Menezes, presta atenção no que você fala!!!)
Ao mesmo tempo é fato que nem com todo esse tumulto, as ondas de violência e roubos não pararam. No próprio dia 25/03 (durante a ação da polícia), um dos agentes teve sua carteira roubada, com dinheiro e documentos, além de colete, GPS e câmera. Ontem dia 27/03, no CSE (Centro Sócio Econômico) roubaram uma moto.
Se sou a favor da polícia no campus?
Digo que sou a favor de uma forma mais eficiente de segurança. Os próprios alunos não serão capazes de realizar essa segurança e apenas colocar mais iluminação não resolverá o problema, pois sabemos da quantidade de roubos e furtos durante o dia. 
Não concordo com o controle de todos que entram e saem da UFSC, uma vez que acredito que aquele espaço pertence a todos da comunidade.
Caso não consigamos achar uma solução plausível e adequada acredito que é necessária a polícia e identificação das pessoas que entram e saem, mas repito, essa deveria ser a última medida. 

Sobre a polícia todos estão falando: "Você sabe o motivo pelo qual ela foi criada!" 
Vamos ao seu significado: deriva da palavra politia do latim, que deriva da palavra politeia do grego, significando "organização política", "sistema de governo". Concordo que em muitos momentos, historicamente falando, ela agiu de forma truculenta, ou até com excesso de força necessária, mas dai generalizar que nenhum policial presta, que são todos corruptos, não servem pra nada, acredito ser exagero, pois sabemos que pessoas que enfraquecem um movimento temos em todos os setores, seja padres pedófilos na igreja, cuidadores de idosos que batem nos mesmos, professores que matam aula. Ainda posso citar como pessoas que enfraquecem um movimento o "estudante" que fumou maconha dentro da reitoria (o que ele queria provar com isso?), ou os outros estudantes que invadiram o Colégio de Aplicação da UFSC para convocar outros estudantes para a assembleia com a reitora no dia 27/03, o que não acho ser adequado. Porém não podemos generalizar todos por causa de um, ou de um grupo, certo? Portanto não vamos generalizar a polícia, pois conheço bons polícias, que nunca tiveram advertências e sempre cumprem suas funções, mesmo que em alguns momentos tenham uma enorme quantia de dinheiro interceptada em mãos. 

Sinto um certo "saudosismo negativo", quando todos tem lembrado dos tempos de ditadura e da forma que a polícia agia, mas como futuro formador eu tenho a necessidade de acreditar nas mudanças, das pessoas e de grupos, correto? Qual seria o sentido de tudo continuar sendo igual sempre? As coisas não podem mudar? A polícia não pode mudar e estar constantemente mudando sua forma de ação?
Aliás pensando nas mudanças, sinto uma grande mudança na forma que as pessoas estão vivendo (e já escrevi isso algumas vezes aqui), mas parece que tudo é na base da velocidade e que para ser mais rápido a violência é uma auxiliar do processo, junto com a confusão e o caos. 
Hoje dia 28/03 alguns alunos decidiram hastear novamente a bandeira do Brasil em frente a reitoria (bandeira que havia sido tirada no dia da ocupação da reitoria). Naquele momento outras causas foram colocadas em pauta, não apenas a questão da segurança. O grupo que ocupou a reitoria falou sobre o machismo, preconceito racial, sexual (reforço que sou a favor dessas lutas). Sabe o que isso reforça, que o problema é muito maior, que a questão é social e não apenas por sermos uma sociedade capitalista, mas por sermos uma sociedade que ainda tem a educação extremamente fragilizada. Qual o sentido de atitudes violentas? Qual o sentido do uso de tanta droga? Do que estamos querendo fugir?
Gostaria de dizer que em meio a todo esse movimento turbulento existe um ponto central que parece claro, o processo formativo está acontecendo e ele deve existir no campo do diálogo e dos conflitos, não dos confrontos. 
"Quem é você para julgar a vida que vivo? Eu sei que não sou perfeito - e nem vivo para ser perfeito - mas antes de começar a apontar o dedo... tenha certeza de que suas mãos estão limpas!" Bob Marley
E finalizo com Mahatma Gandhi "Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio [...] o amor é a força mais abstrata e, também, a mais potente que há no mundo." 

Que o processo constante de formação humana permaneça e que o diálogo prevaleça! 




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Como sua mãe pensa!

Hoje não é dia das mães, mas sempre pode ser um bom dia para nos lembrarmos delas, portanto esse é o texto de hoje. 
Assisti um vídeo que minha mãe postou no facebook, em que algumas mães falavam suas aflições sobre a sua missão de ser mãe e posteriormente seus filhos sobre a visão que tem de suas mães, o que podemos concluir?
Que as mães no fundo não sabem o quanto podem e fazem bem aos seus filhos!
Que as vezes de tanto pensar no que deve ou não fazer, acabam deixando de perceber tudo de bom que realizam por seus filhos!
Que na grande maioria das vezes não "confiam em seu próprio taco"!
Que existe uma autocobrança muito maior do que necessário!
Basicamente que mães também são seres humanos que sofrem de uma autocobrança, fruto da nossa sociedade que parece focar muito mais nos pontos negativos do que nos resultados positivos, sempre está em busca de resultados, em busca daquilo que parece que nunca conseguimos atingir.
tudo permeado de uma necessidade imensa de paciência, muita paciência para saber como lidar e trabalhar com as situações que surgem ao longo dessa jornada.
Acredito que as mães têm um grande defeito, de sempre acharem que seus filhos não escutam, ou não dão importância para aquilo que elas falam. Podem acreditar, por mais que eles virem as costas, bata a porta e desobedeça, pode acreditar que o que foi falado, foi ouvido.
Outro ponto que as mães muitas vezes acabam pecando é achar que os filhos estarão para sempre com ela, em alguns casos isso é verdade, mas minha mãe sempre disse que: "criamos os filhos para o mundo" e acredito muito nisso, alias todo o processo educacional, seja aquele na escola, ou em casa, auxiliará para que possamos estar no mundo, mas não necessariamente morar junto é estar perto, ou morar distante é estar longe! 
Voltando um pouco ao vídeo, podemos perceber que o processo de ser mãe só é complicado pela autocobrança, pois para as crianças o processo é muito mais simples. 
Para ser uma boa mãe basta ter um bom abraço, fazer muita comida, ver filme, brincar de colorir, ir à igreja, pular na cama elástica, tomar sorvete, amar seus filhos.
Venho sustentando um ideia  de que se todos (eu disse TODOS), fossem sinceros, principalmente naquilo que falam, teríamos um mundo diferente, mas muitas vezes temos que fazer de conta: "Ei... quanto tempo, iai tudo certo?" "Poizeh... quanto tempo... tudo sim!". Mera formalidade!
Vamos vivendo de aparências, existe cada vez menos coração nas relações, mas na relação de uma mãe para um filho coração é o que não falta (claro que as regras sempre tem exceções ok?!).
Por isso, se você que está lendo é mãe, fique tranquila, desde que suas atitudes estejam sendo feitas com o coração, o seu risco de errar é mínimo e o risco do seu filho achar que deveria ser mais ou melhor também é pequeno, pois pode ter certeza que em algum momento da vida ele reconhecerá o sucesso da sua missão de ser mãe, só espero que não seja tarde! ;)

Para quem ficou curioso o vídeo está aqui: http://www.cutucanao.com.br/veja-a-diferenca-de-como-as-maes-se-descrevem-pra-como-os-filhos-descrevem-as-maes/

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Caraudácia, você tem?



Hoje quero falar de uma banda que apareceu no ano passado aqui em Florianópolis. Na verdade a primeira apresentação que assisti foi na Maratona Cultural em março de 2013. Tocando apenas músicas próprias, algo que pode parecer muito desafiador, pois nem sempre o som autoral é bem aceito, porém acredito que a qualidade musical dos componentes da banda, somado com as letras poéticas, um toque de simplicidade, tudo misturado com o estilo próprio, estão auxiliando na conquista do seu espaço. 
A banda que estou falando é Caraudácia. 
Existe um público fiel que acompanham as apresentações, mas a cada show novas pessoas aparecem, fica cada vez mais diversificado e aos poucos os espaços ficam pequenos, mas não menos agradável.
A energia dos componentes da banda - diga-se de passagem, que não são poucos, total de sete - temperado com elementos musicais diversos, percussivos, de sopro, de corda, produzem um som dançante e ajuda a contribuir para o clima positivo entre os participantes da platéia. 
Entre "loucuras maduras do coração" com uma "ginga"e outra, com uma tentativa de "melancolizar", eles nos lembram de que a vida "te consome devagar, vão tentando transformar o "palco em pão"com um toque único de "Caraudácia"que poucos tem!
A banda proporciona, pelo menos para mim, aquela sensação de ir para outro lugar, sentir o som e esquecer o mundo envolta, realmente mergulhar na música da forma que deve ser, sentir a letra e soltar o corpo para acompanhar um dos instrumentos ou todos ao mesmo tempo. 
Florianópolis está em uma fase interessante de bandas com qualidade, Marelua, Sociedade Soul, Karibu, todas com sons autorais, também não duvido que existam outras com qualidades tão admiráveis quanto essas, mas o fato é que parece existir uma audácia maior, uma "Caraudácia", ou simplesmente é só uma empatia maior com a banda e o estilo do som. 
Fato é que com a Janela Cultural (https://www.facebook.com/janelacultural?fref=ts) shows de qualidade não estão faltando em Floripa. 
Portanto meu caro "tira o chinelo, solta o cabelo, vem dança, vem dança [...] não vem dizer que a vida é pouca, vá viver!"
Quer ouvir um pouco da banda Caraudácia, entra aqui:
http://www.youtube.com/user/caraudacia
Ainda podem saber de novidades por aqui:
https://www.facebook.com/Caraudacia

Vamos fechar com uma mensagem da banda: 



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Saco Cheio




Basicamente é um texto de quem está de saco cheio... É bem esse o termo... Estou de SACO CHEIO de ouvir coisas sobre feminismo, sobre a sociedade machista, sobre racismo, sobre preconceitos em geral. Parem de alimentar o discurso e tenham atitudes!
Eu não represento aquilo que falo, sou muito mais atitudes do que palavras!!!
Dirão: “Nossa Gustavo, mas você trabalha com educação, como pode dizer que não é aquilo que fala?”
O que quero dizer é que posso falar muitas coisas, mas minhas atitudes devem ser percebidas e de forma positiva, não mal interpretadas. Darei um exemplo: um dia estava em um bar, quando fui passar por uma porta percebi que havia uma menina que também iria sair, empurrei a porta para que ela passasse antes, adivinha qual foi a frase que eu ouvi?
“Não vamos perpetuar essa sociedade machista! Passa você primeiro!”
Por alguns segundos não sabia muito bem o que pensar, não entendi o que estava acontecendo, mas tive um rápido reflexo para não comprar a briga e disse: “Ok, então vamos passar ao mesmo tempo!”
Agora por favor, alguém pode me explicar qual era o sentido de perpetuar uma sociedade machista? Foi apenas uma gentileza... Sempre faço isso quando estou entrando ou saindo de um banco, do banheiro da faculdade, seja com homens ou com mulheres. Então se eu segurar a porta para um homem passar estou perpetuando uma sociedade “feminista”?Ou será que estou afim desse cara?
Acho que hoje as coisas estão muito extremistas, radicais, não existe mais uma sensibilidade necessária para que possamos avaliar aquilo que acontece ao nosso redor.
“A maldade está nos olhos de quem vê!”
Vi um documentário esses dias: “O Riso dos Outros” https://www.youtube.com/watch?v=7Oom9bq4DrA&list=FLyo04qBTnwT1B0Rs2YY5enQ&index=2
Vários humoristas e personalidades falando sobre os tipos de piadas, que muitas tem conotação ofensiva, são de mal gosto e quer saber minha opinião?
Acho que cada um fala o que quer e pensa como quer! Continuo achando que o maior exemplo que podemos dar são nas atitudes! Claro que em uma sala de aula não vou dizer que é certo uma criança chamar a outra de viado, de macaco, ou rolha de poço, nem de mulherzinha por ter cabelo comprido, mas o fato é que não são apenas as palavras que representam o caráter de uma pessoa!
Existem tantas pessoas que tem uma pose de “politicamente corretas”e no fundo são piores do que aquelas que contam piadas sobre portugueses, podem acreditar!
O fato é que: por estarmos nessa sociedade acelerada, julgamos tudo aceleradamente. O cabeludo, barbudo, com roupa “largada” e tatuagem é vagabundo, não quer nada da vida, mal deve saber falar e na melhor das hipóteses só rouba, ainda não matou ninguém! Já o de cabelo penteado, barba feita, roupa social, sem tatuagem é bem sucedido profissionalmente, tem um foco de vida, deve ter uma bela retórica, é estudado, mas não deixem de lembrar dos queridos políticos que roubam bem mais do que o primeiro personagem!
Conclusão? Você pode tirar a sua, mas eu prefiro ficar com a frase do “Teatro mágico”: “Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz”