quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Série desenhos - 1

Sempre gostei de rabiscar, pois nunca fui bom com formas definidas, até que um amigo disse que esses rabiscos eram bons, assim sendo, começarei a postar alguns desenhos realizados ao longo desses anos, pois a arte não precisa de formas definidas, apenas de olhos para apreciá-la!!! 
Todos os desenhos são feitos com caneta normal e sem régua, a grande maioria durante aulas, pois me auxilia a prestar atenção no assunto discutido, uma vez que prefiro não me concentrar nos rabiscos realizados.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria






Eis que surge mais uma vez a questão: "O que podemos aprender com a morte?" Ou melhor, você já parou pra pensar o que podemos aprender com ela?
O fato é que nunca - durante toda a nossa vida - estamos dispostos a "perder tempo" pensando sobre o momento da morte, pois parece que quanto menos falarmos dela, mais distante isso nos deixa dela, mas não sei se esse é o melhor caminho e talvez não seja exatamente desse jeito.
Dia 27/01/2013 todos acordaram com a impactante notícia de que mais de 200 jovens haviam morrido em uma casa noturna em Santa Maria - RS. Aquilo que parecia ser uma noite de diversão para a maioria, foi a última noite de muitos desses jovens.
Infelizmente esse é um dos momentos mais complexos para pensarmos o que falar para os pais que perderam um filho, aquele que perdeu um amigo, uma namorada ou um namorado, simplesmente não temos palavras e nem sabemos o que falar, como agir ou de que modo confortar uma pessoa que sofre uma perda desse tamanho.
Acho que isso se deve ao simples fato de que não falamos sobre a finitude durante a nossa vida, apesar de sabermos, não aceitamos que o fim chegará um dia para todos, mas pode acreditar que o sentimento não será agradavel, não será um sentimento de felicidade, porém parece que é isso que esperam os reportes - ao meu ver, extremamente sensacionalistas - ao perguntar para os parentes e familiares: "Qual o seu sentimento nessa hora?" 
É nesse instante que a morte continua me fascinando, não ela em si, mas sim tudo aquilo que gira em torno dos sentimentos que são gerados por ela. Comoção, revolta, tristeza, dor, medo, revolta, compaixão, saudades, incertezas.
Sinto muito pela dor de todas as pessoas que ficaram para aguentar essa "barra" em Santa Maria, descobrirem como lidar com a perda de tantas pessoas queridas, mas sinto mais ainda pela falta de sensibilidade dos nossos meios de comunicação que continuam a bater na tecla do sensacionalismo. 
Resta apenas fazer o pedido, por favor, uma coisa é entender o que aconteceu, como aconteceu, de que forma pode ajudar, outra coisa - completamente diferente - é você corroborar com a audiência de meios de comunicação que insistem em ganhar ibope filmando velórios e até mesmo entrevistando familiares em estado de choque.
Tente fazer sua parte da melhor forma, rezando, emitindo energia positiva, enviando uma mensagem de apoio, aprendendo algo com a morte, aprendendo a valorizar quem está próximo, aproveitando mais a sua vida, fazendo aquilo que te deixa feliz, mas diga não ao sensacionalismo!!!



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Viajar...




Existem muitas formas para isso acontecer...viajar... mas no momento a viagem é outra, talvez até mais prazerosa do que uma realizada para outra cidade ou outro país.
Viajo comigo mesmo, viajo para dentro de mim, ou talvez até para fora, bem longe... 
Ideias vem, mas logo na sequencia se perdem, somem, escapam do toque das mãos, ou da conclusão racional...
A sensação é de prazer! Porém um prazer diferente, uma paz no corpo, nos processos fisiológicos, nas necessidades e vontades, uma nostalgia, vontade de rir, como se problemas não existissem, como se obrigações não existissem, apenas eu, a dificuldade de firmar a caneta e a leveza dos pensamentos.
Será que essa é a sensação quando morremos? Seria essa a tal sensação de paz da finitude do corpo?
Queria poder estar nesse estado mais vezes para ter maiores e talvez melhores reflexões sobre outros assuntos, ou não...
"Respire fundo três vezes". Isso eu lembro....
Qual o motivo de três vezes se no meio da segunda tudo apaga?
Volto, acordo, em outro lugar. Bem. Leve. Risonho...
Tudo fica lento, mas existe muita vontade de pensamentos, desejo de escrever, unir o viajar fisico, mental e o da escrita.
Tudo em camera lenta, porém a visão e audição parecem não estar prejudicadas, estomago levemente dolorido e um gosto diferente na boca. Como nosso corpo pode ser tão perfeito e ao mesmo tempo frágil e suscetível?
Esse pode ser outro delírio... 
Em alguma medida essa pode ser a sensação do tal espírito livre em Nieszche, livre, para refletir e pensar sem barreiras, leve para conseguir alcançar alturas impossíveis em outros momentos e solto para caminhar por possíveis caminhos que anteriormente não eram imagináveis. 
Vou aproveitar, pois toda vez que a viajamos teremos que voltar... ou não... 

E pensar que uma simples endoscopia pode proporcionar tudo isso!!! 




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A UFSC que queremos e a UFSC que temos




"Sua atitude prejudica a Comunidade universitária e estará sujeita às penalidade do código brasileiro de trânsito. Seu veículo foi cadastrado!" 
Essa é a mensagem adesivada no vidro de diversos carros que estão estacionados na UFSC.
Gostaria de realizar alguns questionamentos e não é sobre a necessidade ou não da palavra "penalidade" estar no plural, ou sobre as atitudes (e não os motoristas) estarem sujeitas a penalidades, pois o foco não é a construção ou as correções gramaticais da frase.
Qual atitude "prejudica a comunidade universitária"? O fato de um aluno de um aluno estacionar o carro em determinado local, para estar presente em aula? Cabe ressaltar que, neste caso específico, o carro não atrapalhava o trânsito muito menos os pedestres.
Todos sabem que o número de alunos na UFSC cresce ano após ano, vestibular após vestibular, que ótimo! Todos sabem que o número de carros por habitantes está cada vez maior, o que não é tão bom assim. Todos sabem que o transporte público já é um problema grave em Florianópolis, o que não é nada bom!
Consequentemente precisamos de vagas na universidade para estacionarmos os carros, se os fatores anteriores já eram de domínio público e de grande parte dos administradores da UFSC, qual o problema principal? 
Resposta simples: - Administração!
Qual a solução que surge? 
Um adesivo para intimidar os motoristas, os mesmos representantes desta "comunidade universitária". Você acredita que alguém estaciona o carro em algum local na UFSC com o propósito de "prejudicar" alguém? Particularmente acredito que não.
Qual a intenção de adesivar os carros? Atitude de repreensão?
Só se for pelo trabalho de ter que retirar o adesivo, pois o mesmo é de papel e exige um tempo para retirá-lo.


Para conscientização?
Tenho a consciência de que preciso estar na aula, mas também preciso trabalhar, não consigo chegar meia hora antes para achar uma vaga em um local "permitido" para estacionar, muito menos ficar "rondando" com o carro até uma vaga liberar.
Para ameaçar?
Caso queiram "cadastrar" a placa do meu carro basta fazê-lo, não precisa anunciar em um adesivo.
Para solucionar o problema?
Não, definitivamente essa é a última meta que seria alcançada com esses adesivos.
Ao mesmo tempo o número de cancelas para vagas reservadas só aumentam. Compreendo alguns problemas, muitas pessoas que não são da "comunidade universitária" estacionam seus carros na UFSC, alguns lavadores de carro deixam os mesmos parados nas calçadas, mas estou aqui como estudante, graduando em Pedagogia e mestrando em Educação, solicitar uma alternativa que seja ao menos mais respeitosa, decente e que possa gerar uma solução para as vagas de estacionamento na UFSC, não uma atitude no mínimo desrespeitosa, ameaçadora e que não gera nenhuma solução.
Por favor, gostaria do retorno adequado dos setores responsáveis, se a "comunidade universitária" está no foco das soluções, espero que soluções adequadas possam surgir.
É hora de parar de adesivar e começar a solucionar!


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Despida de Solteiro - "eiiiii eu quero sexo"




Como esse é um espaço que além de alguns devaneios, textos sobre educação, ideias de filósofos, também gosto desse espaço para algumas reflexões que não tenho a pretensão de que todos possam concordar, porém não tenho como deixar de falar de um assunto que me incomoda profundamente, a atual "Música Popular Brasileira".
Tive o privilégio de ser criado com muita música boa, diariamente, desde Paralamas, Titãs, Legião, Cazuza, até Vinícius de Moraes, Caetano, Chico, Toquinho, claro que não faltaram as influências do Rock and Roll, brasileiro e também os estrangeiros, mas aqui gostaria de falar mais particularmente da música brasileira. 
Gostaria de antes de tudo dizer que não tenho nada contra as preferências musicais de cada um, mas se até mesmo o "Mr Catra" sente-se levemente incomodado ao ver suas sei lá quantas filhas dançando, cantando e até mesmo em um baile funk que tenham suas músicas, não serei eu quem irá achar a letra tão melódica certo? 


Ou então o que diremos sobre as mulheres saladas de fruta que enriquecem cada vez mais a harmonia e a melodia da nossa MPB? 
O que você, mulher que defende os direitos iguais entre homens e mulheres, acham que isso é uma forma de se igualar? 

 

Mas fiquem tranquilos, pois se você acreditava que tudo estava perdido, chegou nosso querido Latino, "chutando o balde". 
"Eiiiiiiiiiiiiiiiiiiii eu quero sexo"!!! Em sua incrível música "Despedida de Solteiro".

 

Já havia pensado em escrever sobre essa música e exatamente no dia em que pensava, ouvi na rádio Jovem Pan, no programa Pânico, que o convidado era nada mais do que ele, Latino, que como forma de "defesa" teve a capacidade de dizer que "nem Deus agradou a todos, pois ainda foi crucificado". Meuuuu o que dizer de um cara desses não?!?! Ele não sabe nem o que fala.
Latino, só pra você saber, o crucificado foi Jesus, não Deus! :/ Mas tudo bem, o foco não é a ignorância do Latino.
Essa música, particularmente, tem alguns trechos "belíssimos": "Na balada só gostosas [...] As minas todas nuas", que bela visão sobre as mulheres, não?!?!
"Amanhã talvez, eu vá casar", ótima valorização sober o casamento.
"Eu tô chapado, tô muito louco", para concluir uma leve indução para o uso de álcool e outras "coisitas mais". 
Definitivamente o que você acha do seu filho, ou da sua filha curtindo uma balada com esse som?
Caso goste da ideia, aproveite, pois amanhã (28/09/2012) tem "Baile do Latino" aqui em Floripa e o melhor, ele vai gravar o clipe desse novo sucesso da nossa atual "Música Popular Brasileira".
Agora se você não gostou muito dessa ideia ficam ai algumas músicas para você ouvir e limpar a audição desses LIXOS anteriores! 
E acredite que vale muito mais cantar isso para os seus filhos! 



Que sei eu?



A velha máxima de Michael de Montaigne nos remete ao exercício de filosofar e estar questionando-se todo o tempo. Não existe uma chave para que as coisas possam ser decifradas, porém como as coisas funcionam?
A forma ensaística de Montaigne de escrever auxilia no processo de desconfiar daquilo que é afirmado e pré estabelecido. O autor relata que os professores de sua época (28 fevereiro de 1533 a 13 setembro de 1592), eram um tanto quanto pedantes, o questionar não era valorizado, mas e hoje? 
Em nossas salas de aula os estudantes são estimulados a questionar? 
O que dizer dos estudantes que dizem saber o que querem falar, mas não conseguem saber de que forma? Ou como expressar-se?
Sem saber as questões existentes em uma criança, o que podemos, ou de que forma poderemos auxiliar na formação humana? 
Será que dar voz para essas crianças não seria uma boa forma de saber quais caminhos seguir na educação?
Essas reflexões partem do texto de Divino José da Silva (UNESP) - "O Ensaio em Montaigne: Um Estilo em Filosofia da Educação", que foi comentado na disciplina de Seminário de Dissertação pela professora Lúcia Hardt, auxiliado pelas reflexões do capítulo XXVII - Ensaios, Livro I -  "Da loucura de opinar acerca do verdadeiro e do falso unicamente de acordo com a razão" e capítulo XXXI "Dos Canibais", ambos de Montaigne.
O ponto principal - porém longe de trazer respostas prontas, ou ainda prescrever algo exato - é continuar exercitando o "que sei eu?"
O exercício de não acreditarmos no primeiro instante em tudo aquilo que ouvimos ou ainda tentar analisar as coisas de um ponto de vista menos carregado de pré julgamentos torna-se fundamental em uma relação pedagógica.
Cabe nesse instante uma passagem do capítulo XXVII "aprendêssemos com exatidão a diferença entre uma coisa e outra, entre o que está contra a ordem e a natureza, e o que se situa simplesmente fora do que admitimos comumente, entre não acreditar cegamente e não duvidar com facilidade."
Ainda cabe lembrar outra passagem "a glória e a curiosidade são dois flagelos de nossa alma; esta nos impele a meter o nariz em tudo; aquela nos proíbe deixar seja o que for sem decisão ou solução", volta-se ao ponto de necessidade de questionar-se a todo tempo.   
Porém vale lembrar que em muitos momento as pequenas coisas - talvez o questionamento de uma criança - pode auxiliar em diversos momentos a aprendizagem, nos desprendando daquilo que consideramos maior - talvez o saber do professor. Como um embasamento para essa ideia utilizo as palavra de Divino José da Silva: "por que ler Montaigne, ainda hoje? (...)  Montaigne é comparado, por Renato Janine Ribeiro (2004, p. 221), a Pascal e Nietzsche, pois tem em comum com estes autores o aguçamento dos sentidos e da razão para "[...] agarrar o pequeno, o detalhe, a falha e a partir dele pensar. Não é pensar pela porta grandiosa, a do cânone, a do registro solene; é pensar pela porta vadia, pela exceção, pelo que é torto, pelo que foge ao cânome."
Não tendo a pretensão de escrever com prescrição, deixo a você leitor, ideias para pensar!





terça-feira, 18 de setembro de 2012

Estamos preparados para desconstruir?



Baseado na discussão da aula de Filosofia do mestrado, do texto de Jorge Luiz Viesenteiner (Dr. em Filosofia pela UNICAMP) "Aprender a ver, aprender a pensar, aprender a falar e escrever: condições integrantes do conhecimento de Bildung no crepúsculo dos ídolos de Nietzsche", me inspirei a escrever um breve texto.
Nem sempre aquilo que imaginamos é aquilo que acontece no seu final, não temos esse controle pleno dos resultados e da vivência que buscamos. Ao estarmos no meio do desejo acabamos ludibriados, deixando de ver aquilo que realmente é.
Surge, portanto, o espírito livre que enfrentaria o espírito cativo, ou seja, na necessidade de questionar-se sobre o que seria o bem e o mal, o forte e o fraco, o falso e o verdadeiro, quando muitas vezes acreditamos nisso ou naquilo muito mais por força de um hábito já existente, surgindo dessa forma a hipocrisia humana. Ao afirmar o caos e sua existência, a vida firmada pode ter mais valor do que a vida renunciada. 
O que queremos como professores? Formar seres humanos melhores, ou apenas formar seres humanos que "pensam melhor"? Ou ainda, o que seria um "ser humano melhor"? Colocar-se a prova para cultivar-se e formar-se não seria um caminho para torna-se melhor?
Ninguém planeja as dores, perder um amor, ter uma doença, perder o emprego, morrer, mas são processos necessários para compreender e saber como viver a vida, isso tudo faria parte do Pathos.
Todo esse movimento acontece devido a forma que aprendemos a ver, pensar, ouvir, falar e escrever. 
Para o verdadeiro ver, não pode existir a imediaticidade do momento, deve-se agir com paciência, compreendendo o que é posto, por mais que isso possa nos indignar, muitas vezes a atitude imediata nos devolve respostas não almejadas. Necessitamos um distanciamento do momento vivido para conseguir o discernimento para uma atitude, algo que talvez seja muito complexo em uma sociedade tão imediatista. 
O pensar faz parte do distanciamento, para uma nova reflexão, possibilitando nova análise e nesse ponto podendo ter um parecer mais consciente e talvez adequado. 
Ouvir, até mesmo o silêncio, aquilo que não está posto, ouvir o complementar, aquilo que não parece ser importante, pode ser a fonte para as respostas certas que precisamos dar. 
Posteriormente falar e escrever com prioridade, que seria a síntese de toda essa construção anterior, a interlocução entre o ver, pensar e ouvir. Já diria Nietzsche que toda a pressa é indecente. 
Percebe-se que muitas vezes ler um autor nos faz defendê-lo de todas as formas, porém é importante tentar compreender qual o ponto que ele necessita chegar para tal discussão, qual o contexto em que ele está inserido, deve-se suportar alguns pontos os quais julgamos insuportáveis, necessitamos desconstruir aquilo que já recebemos pronto para então conseguirmos chegar em uma nova reflexão. 
A tarefa não é simples e em muitos momentos não temos o discernimento para a compreensão, mas apenas a prática pode nos levar próximos da perfeição e a tarefa não poderia ser fácil, os caminhos nunca serão liso e retos, no momento em que as dificuldades surgem é que temos e podemos sentir o verdadeiro gosto de uma conquista.


Acredito que o texto analisado mostra alguns pontos importantes, os quais nos faz pensar qual realmente seria o papel do mestre. Criar seres humanos melhores? Tornar os seres humanos mais pensantes?
Mas o que seria melhor? O que é ser melhor?
Estamos preparados para o enfrentamento das decepções sem frustrações e sem culpa?
Somos seres minados de paciência, ou o excesso de velocidade e necessidades nos arrasta para um universo muito mais imediatista?
Somos suficientemente capazes de ter paciência para não termos reações imediatas à aquilo que ilustra nossa visão? Ou ainda sabemos dançar (pensar) sem seguir os passos pré estabelecidos?
Temos tempo suficiênte para ouvir o silêncio? Ou ainda conseguimos ouvir nossa própria voz?
Ou estamos adestrados a ouvir apenas aquilo que os outros já nos fala?
Até que ponto conseguimos nos permitir e ao mesmo tempo nos deixar perder o controle?
Toda a pressa é indecente, diria Nietzsche, mas hoje em dia quem não vive com pressa?  Quem não quer saber a última informação?
E quando não temos mais o controle, conseguimos lidar com a frustração? Ou isso nos deixa ainda pior?
A certeza nos enrigesse de tal forma que esquecemos o valor e o prazer de termos dúvidas, porém vivemos em um momento que para tudo temos uma certeza. O método tem uma forma de ser trabalhado, o professor tem um padrão para ser seguido, temos definida a idade em que podemos dirigir e a que podemos votar, regras, leis, ordens, condutas, traça a forma e o roteiro que devemos seguir, uma vez que a vida, a nossa vida, deveria ser levada do nosso jeito, mas onde está a liberdade que damos a nós mesmos?
Nietzsche, dito extemporâneo, já alertava da necessidade de não sermos imediatistas em nossas atitudes, o que ele diria hoje em uma sociedade, a qual o imediatismo é o padrão a ser seguido?
Talvez todas essas perguntas não tenham respostas, mas talvez essa seja a forma para "construirmos" seres humanos melhores.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Reencontrando a Felicidade e o tijolo




Esse é o título de um filme que assisti uma parte esses dias.
Não vi inteiro, mas também não precisava para compreender o trama de que se tratava e ao mesmo tempo me chamou a atenção, pois o tema é muito "instigante", pelo menos para mim. O filme trata da morte, porém não uma morte qualquer, mas a tentativa de um casal superar a morte de seu filho de 4 anos.
Não tenho ideia do que é perder um filho, mas sei bem como é perder uma pessoa especial antes do tempo que julgamos suficiente (se é que existe um tempo suficiente antes de morrermos) para estarmos ao lado dela.
Desde do o ano de 2008, setembro passou a ser uma mês em alguns momentos triste, mas como diria uma parte do próprio filme, quando perdemos alguém querido é como se tivessemos um monte de tijolos caindo em cima de nós, aos poucos, com o passar dos anos, esses tijolos saindo, uns algumas pessoas ajudam a remover, outros você consegue retirar, outros depois de muito tempo irão esfarelar, mas terá um dos tijolos, um único que continuará no seu bolso e depois de um tempo, apesar do peso você deixará de notá-lo, mas em alguns momentos quando precisar guardar algo nesse bolso irá colocar sua mão e será nesse momento que tudo voltará a tona, as lembras, os bons momentos, o cheiro, o som da voz, o toque, as broncas, os conselhos, a imagem do sorriso.
Aquilo que por alguns momentos parecia estar desaparecido, você percebe que estava lá...guardado...para tentar de alguma forma aliviar a dor por alguns instantes. 
E algumas perguntas surgem:
Mas tinha que ser ele o anjo para ir pro céu?
Quem disse que a missão dele já havia sido cumprida?
Quem diz que ele queria ir para um "lugar melhor"? 
Qual é o tamanho da nossa insignificância nesse momento?
Qual o controle e o que nós podemos controlar? 
Quando essas perguntas serão respondi? Provavelmente nunca, talvez elas sejam até uma forma de tentar deixar a dor "menor", tentar fazer com que esse último tijolo seja menos pesado, ou apenas uma forma de refletir para não chegar em conclusão nenhuma e dar-se por vencido devido ao cansaço.
Talvez nesse momento possamos pensar em uma frase do nosso querido e totalmente extemporâneo Friedrich Nietzche "mesmo no ferimento se encontra também a força curativa", ou seu "lema": "increscunt animi, virescit volnere virtus" ("crescem os espíritos, a força se fortalece com a ferida") (Crepúsculo dos Ídolos). 
E quem somos nós para contrariar?
E a última pergunta que fica:
Será que esse tijolo deveria sumir? Ou ele é apenas uma forma de nos manter alerta para que possamos perceber e valorizar por ainda estarmos vivos, com possibilidade de carregá-lo?





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Definitivamente... Somos imediatistas!!!



Definitivamente... Somos imediatistas!!!
Queremos a resposta pra ontem. Queremos já o retorno do contato feito. Queremos agora a resposta para a nossa pergunta.
Porém o tal "querer não é poder" cabe muito bem nessas situações, nem tudo depende apenas da nossa única e exclusiva boa vontade, não é mesmo?
O maior problema dessa equação entre o querer e o poder é conseguir entender o resultado final disso, conseguir lidar com a "frustração" de não conseguir aquilo que queremos no momento em que desejamos, mas na verdade esse é um processo que devemos ter consciência de que será aprendido durante anos de convivência, trabalho e muitos relacionamentos, com os mais variados tipos de pessoas e mesmo assim poderemos não aprender a lidar com isso.
Ok... "querer não é poder", nem tudo depende unicamente da nossa velocidade, então qual seria a necessidade de ter que realizar tudo tão rápido, tudo pra ontem?
Na verdade eu prefiro essa opção apenas para não ter que resolver tudo amanhã, afinal uma hora ou outra, alguma solução tem que aparecer, portanto prefiro que seja agora. 
Talvez no trabalho seja um exemplo clássico de várias situações em que essa solução não é tão simples, uma vez que provavelmente obter as respostas dependerá da função de outras pessoas, mas pensando em trabalho, apesar de não ter uma experiência tão grande ainda, tenho certeza que muito dependerá do nosso posicionamento perente algumas situações. Pode acreditar que responder com gentileza, com a maior atenção possível e realmente demonstrando sua vontade em ajudar será a forma mais rápida de conseguir concluir tarefas futuras, pois se hoje é alguém que está solicitando ajuda, amanhã poderá ser você que precisará dessa ajuda.

Nesse momento começamos a misturar dois pontos:
1 - A necessidade de realizar algumas coisas o mais rápido possível.
2 - A gentileza que poderá facilitar esse processo (número 1).

Mas o fato é:
1 - Temos cada vez mais coisas pra resolver em um tempo mais curto.
2 - A gentileza acaba ficando de lado nessa necessidade de agilidade.

Você já parou pra pensar nisso, que além de "gentileza gera gentileza", a gentileza pode gerar agilidade para problemas futuros?
Às vezes um email com um final escrito "Abraços", "Atenciosamente" e não apenas "Abs" ou "Att." já pode fazer uma diferença grande, um "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite" também é um grande diferencial hoje em dia.
Não corra tanto para resolver seus problemas, afinal "o que não tem remédio, remediado está", os outros em algum momento você encontrará o remédio! ;)

O vídeo fica como uma inspiração após esse texto, com a bela voz de Marisa Monte! ;)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dinâmica da vida



Sabe aquela clássica frase: "Para o mundo que eu quero descer!!!" 
Você já pensou nisso não???
Porém a vida é extremamente dinâmica, teimamos em sempre abraças mais e mais coisas para fazer, mais obrigações para assumir, mais cursos para nos aperfeiçoarmos, mais lugares para conhecermos, mais responsabilidade, mais exigências... mais mais mais....
E quem disse que o mundo iria parar e você poderia descer?
E quem disse que o tempo iria parar? 
Mas vamos combinar... Qual seria a graça de tudo parado, sem movimento, nem essa intensa dinâmica? 
Sem os conflitos? Sem as dores? Sem esse movimento todo?
Qual seria a graça da conquista, caso não existisse a derrota?
Como saberíamos o prazer de estarmos felizes, sem antes ficarmos tristes? 
Como teríamos o prazer de descansar, se não soubessemos o que é o cansaço? 
Qual valor daríamos a vida, se não soubessemos da existência da morte?
Estou decidido... Prefiro essa velocidade, esse intenso movimento, esse excesso de dinamismo, esse é meu prazer de viver, talvez seja apenas dessa forma que consigo me movimentar.
"Movimento gerando movimento..."
"Assim você ficará doente..." "Desse jeito você não aguenta..." "Que horas você dorme???" "Desse jeito você não da conta..." "Assim você não faz nada direito..."
Ok! Cada um tem sua forma de ser e cada um tem que encontrá-la, prefiro deixar o descanso, o sossego, a tranquilidade para depois... Agora prefiro o agito, a corredia, o cansaço!!! 
Essa é minha forma de viver!!!
Independente da forma que caminhar, sei que o tempo não irá parar, por isso tento achar uma forma de transformar o negativo em positivo, apesar de em alguns momentos não ser possivel, de alguns momentos nem sempre conseguirmos acertar o caminho traçado, a resposta dada, a atitude tomada é fundamental continuar tentando, pois "o tempo não para" e você tem que continuar tentando achar os melhor caminhos.



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pra que ajudar, se nada vai mudar?



Como dizia um comercial dos anos 90, “as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são aquelas que o mudam”. 
Acredito que muitas pessoas, em algum momento, já pensaram em mudar o mundo ou pelo menos parte dele.
Vivemos hoje um momento de mudanças culturais, sociais, humanas e tecnológicas, e isso não é novidade para ninguém. Porém, apesar de tudo aquilo que foi transformado no mundo, alguns pontos permanecem os mesmos, exemplo disso são os engajamentos sócio políticos.
Por mais que em muitos instantes possamos duvidar de algumas questões políticas, parte das pessoas prefere estar engajada, seja por dinheiro ou por acreditar que podemos mudar aquilo que não está tão bom quanto poderia estar. Mas sejamos realistas: apesar de relatarem que a justiça é cega, sabemos que muitas
vezes ela prefere olhar para quem tem mais dinheiro; apesar da educação ser dita laica, sabemos que  existem, mesmo inconscientemente, linhas religiosas nos processos educativos; vivemos em uma democracia que na maioria das vezes funciona bem para quem é “bem de vida”.
Estes são alguns fatos que nos tornam descrentes na mudança do mundo e surge a questão: o que podemos fazer? Desistir de ajudar por acreditar que nada irá mudar ou lutar e tentar fazer algo para melhorar?
Particularmente prefiro a segunda opção, pois, se todos jogam o lixo no chão, vou jogar o lixo no lixo, fazendo assim minha parte...
Acredito que no instante em que decidimos fazer parte do “coletivo negativo” deixamos de trabalhar e melhorar nossa essência humana, assemelhando-nos aos animais.
Mas o que quero realmente dizer com tudo isso?
Gostaria de dizer que faço parte de um centro acadêmico não para impor minhas opiniões políticas, mas com a intenção de “lutar” pelos direitos dos estudantes, particularmente os de Pedagogia. Porém, é necessário o apoio destes estudantes. Faz lembrar a frase de Raul Seixas  “um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.
E isso não é diferente no meio social em que estamos inseridos, em que temos nossas rotinas.
Mostrem suas opiniões, contribuam com suas ideias, tragam seus desejos, necessidades e anseios para os meios em que estão inseridos. Vamos juntos construir esse caminho coletivo, vamos colocar em pratica o ditado de que “a união faz a força”, vamos voltar a acreditar (se um dia você deixou de acreditar) que se houver ajuda de todos, as coisas podem realmente mudar!
Tudo pode ser construído, reformulado e conquistado, desde que existam pessoas dispostas em “fazer acontecer”.
Venham nos ajudar, para que aquilo que está “ruim” possa melhorar!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Da arete, aos dias de hoje. Textos, textos e mais textos, absorvemos tudo?



Arete para os Gregos tinha a concepção de competência do uso adequado do corpo - Virtude espiritual, situção, movimentação adequada para cada momento. 
Não é esperar o elogio, mas sim a vontade de ser lembrado por sua coragem e ser determinante para seu povo, busca pela excelência humana, porém são valores hoje não cultuados.
O homem Grego não é para si, nem para o outro, mas sim para a comunidade. "Quem atenta contra a arete alheia perde, em suma, o próprio sentido da arete" (p.32), não existe a necessidade de reconhecimento, negar a honra era a maior tragédia humana.
Existe a ânsia do mérito de se distinguir, nos dias de hoje o mérito e destacar-se não é mais visto como positivo e produtivo. 
Os tempos Homéricos, parecem ser mais abertos e livres perto dos tempos clássicos, o qual tinha um poder do Estado muito maior. Por outro lado parece que como humanos nós não conseguimos ficar por muito tempo sem governo. 
Vive-se as pequenas insignificâncias, não existem mais grandes ações, nem mesmo magníficos feitos. Nossa sociedade pós moderna (pensando apenas no sentido de estar associada com o capitalismo), vive muito mais essas insignificâncias, e pior, elas são valorizadas, dessa forma, perde-se o sentido do próprio viver. 
Enquanto antes "a arete heróica só se aperfeiçoa com a morte física do herói" (p. 32), hoje mal conseguimos viver por um próprio proposito, quanto mais viver "na defesa dos amigos, sacrificar-se pela pátria, abandonar prontamente dinheiro, bens e honrarias para "fazer sua a beleza"" (p. 35).
oras, o que mais nos move hoje além do dinheiro, em grande parte do tempo?
O que sustentaria realizarmos algo por nossa honra nos dias de hoje?
Acredito que seria apenas os nossos ideias.  Mas nessa sociedade que valoriza as insignificâncias, nesse pós modernismo, o qual valoriza-se o dinheiro, além daquilo que lhe é devido, esquece-se dos amigos em busca de bens e honrarias e ainda desvaloriza-se a própria pátria, como pode-se almejar ideias?
O que seria hoje, o verdadeiro sentido daquela arete? 
Nobreza, belo, aristocrácia, que antes poderiam ser compreendidos de uma forma, parecem ser hoje palavras sujas. Os termos hoje são outros, as interpretações dependerão das contextualidades históricas. 
Sejamos claros, esses processos são um grande reflexo da falta de reflexão (com o perdão da redundância) da sociedade hiperacelerada, a qual por mais queiramos desacelerar, somos "empurrados" pelo embalo da própria massa, mais ou menos como estar parado na frente do metrô em São Paulo às 18 horas, por mais que você não queira, acabará parando dentro do vagão.
Pensando em formação humana, quanto essa falta de ideais, esse excesso de pressa e dificuldade de absorver termos como arete na visão dos Gregos, ou a dificuldade de estruturar o excesso de informações que recebemos, quanto isso influência nesse processo educacional?
Textos, textos e mais textos, absorvemos tudo?
Quanto isso contribui para nossa formação?
O que realmente aprendemos com isso?
E será que "eu vejo a vida melhor no futuro"? Existe um novo começo de era, mas será que é de "gente fina, elegante e sincera"? 
Fato é: "não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver"...
Não é uma questão de ser negativo, mas sim de pensar de que forma você pode ajudar para que a música possa ser parte da realidade.
Escute e perceba a música e aquilo que te cerca de forma mais crítica.
Rever conceitos, refletir, criticar, questionar, não se engessar! 



JAEGER, Werner (Wilhelm). Paideia : a formação do homem grego. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes; [Brasilia]: Ed. Universidade de Brasilia, 1989. 966p.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Grécia: da bonança à tempestade


A palavra Paidéia surgida na Grécia e que da título ao livro de Weber Jaeger, como o próprio autor diz não é simples de ser esclarecido com apenas uma palavra. Hoje abarcaria um compilado de "civilização, cultura, tradição, literatura ou educação" (JAEGER, 1989, p. 3). Caso conseguissemos colocá-las todas em um mesmo "barco", talvez chegassemos ao termo Paidéia. 
Torna-se  claro que todo este processo diz respeito a comunidade, liga-se a um momento de relações e reflexões sobre uma comunidade, não apenas a um indivíduo. Pensava-se no processo de Formação Humana, de auxiliar o homem a ser humano. Porém atualmente o homem não está inteiramente em seu momento vivido, ao conversarmos sobre a educação, filosofia, ou qualquer outro assunto, por muitos instantes estamos pensando em diversos outros afazeres, muitas outras reflexões. Já na Grécia apesar desta não ser "uma autoridade imbatível, fixa e independente do nosso destino" (JAEGER, 1989, p. 4), podia-se ter o "privilégio" de através dos diálogos reflexivos compreender o caminhar para a Formação Humana.
Parece surgir um empobrecimento nos processos reflexivos atuais, talvez surja desse ponto a necessidade de voltarmos a Grécia para compreender, ou pelo menos tentar compreender, as transformações, perdas e ganhos de todos esses processos. O próprio Nietszche dirá que o retorno a Grécia é preciso para novas reflexões, porém posteriormente, desconsiderará essa ideia, mas pode-se entender que essa "transformação", esse caminho era necessário. 
O principal fato é que a educação na Grécia era voltada ao povo, porém hoje nosso olhar individualista, pelo qual convivemos e vivemos no mundo, dificulta compreender como e de que forma os gregos conseguiam pensar nesse coletivo, porém este é um movimento necessário para, de algum modo, poder entender essa Formação Humana e o que poderia ser necessariamente vital.
A cultura era "a totalidade das manifestações e formas de vida que caracterizam um povo. A palavra converteu-se num simples conceito antropológico descritivo. Já não significa um alto conceito de valor, um ideal consciente" (JAEGER, 1989, p. 6) e isso era visto pelos gregos devido a sua potência de ser um povo que vivia de e para a filosofia e "está intimamente ligada à sua arte e à sua poesia" (JAEGER, 1989, p. 9).
todo este resgate de filosofia, da cultura grega, arte, poesia, o pensar na sociedade, o poder da oratória, seriam pontosapra conseguirmos nos apropriar do que seria a Paidéia e todo este movimento estaria ligado a educação como um processo de construção consciente e a partir desse instante apropria-se de um pensamento mais coletivo, menos individualista. 
Todo esse trabalho de bebermos das fonte da gregas para pensarmos a Filosofia, Letras, Arquiteturas, nos mostrao "poder" existente naquela civilização, porém torna-se mais interessante pensar no atual momento vivido pelo Grécia, instante permeado de crises em diversos setores da sociedade. 
A partir dessa reflexão sobre tudo o que a Grécia representa e seu atual momento, nos leva a refletir sobre esse processo de necessidade da humanidade repleto de ciclos, os quais não existe algo estagnado ou concreto, vivemos em constante mudança, dessa forma, nada fica em uma linearidade, as construções histórico sociais são permeadas de mudanças e através desse ponto as sociedades se constrem, fortalecem suas bases, refletem seus pensamentos para outras sociedade, mas também decaem, entram em crise e é necessário reestabelecer-se, recriar, construir, voltar a filosofar, dialogar para voltar a construir a sociedade,
assim como relata Flickinger (1998), o diálogo faz parte de um intercâmbio vital com o outro, através dele pode-se construir novas possibilidades.
As sociedades necessitam do diálogo, seja para construir bases solidades, ou para recuperar essas bases, talvez o sentido de Paidéia, tão trabalhado em diversas linhas de pesquise e estudos deva voltar para sua própria morar, a Grécia e assim, de repente, poderá auxiliar no instante em que a mesma se encontra. 
Em alguns momentos vale a pena os próprios filhos conhecerem sua origem, afinal é esse caminho, onde bebemos da própria fonte, que pode nos tornar homens mais completos, auxiliando de forma magistral para a Formação Humana.



FLICKINGER, H. G. Para que filosofia da educação? In: Perspectiva. Florianópolis, v.16, n. 29, p. 15-22, jan./jun. 1998.


JAEGER, Werner (Wilhelm). Paideia : a formação do homem grego. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes; [Brasilia]: Ed. Universidade de Brasilia, 1989. 966p.  

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Verbo Ser


 

Iai caro leitor... Já ouviram dizer que as perguntas nos ajudam a descobrir caminhos e possibilidades, que perguntas são um profundo ato de reflexão, recriação, reinvenção!

Talvez uma boa pergunta seja: O que eu sou? E para que eu sou? O que você quer ensinar? Ou insignar em outras pessoas? 

Viver não é simples e exige coragem, mas lembre-se de que quanto mais você questionar, mais duvidará e mais possibilidades de se confundir terá... Mas quem disse que ficar confuso é ruim? Ou está errado? Confundir é o começo para achar o caminho "desconfuso", mas quem disse que ele é o certo? E o que me faz querer o certo?

Mas o centro é: O que é ser? O que eu sou?
Talvez Carlos Drummond de Andrade, auxilie nessas ideias e proporcione reflexões para nosso final de semana!

 

Verbo Ser

Carlos Drummond de Andrade
 
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.

domingo, 13 de maio de 2012

Devaneios



Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!
Muitas tarefas, muitas coisas para cumprir, muita atenção para prover...
Sei que...
Sei que vou conseguir.
Sinto cansaçõ, sinto dor, sinto pavor, mas tudo isso representa uma foma de representar a vida.
Vida..
Vida pela qual precisamos passar, caminhar.
Talvez tudo isso pareça apenas devaneios, ideias sobrevoadas, com visões muito mais longínquas, sem conseguir um foco preciso, um alvo exato, um ponto para ser pinçado.
Apenas escrevendo, pensando, vivendo, para sentir algo que não é simples de ser descrito, exato, concreto de ser falado...
Pinçar aquilo que realmente vale a pena, o que pode realmente fazer parte do algo tão profundo e grande, apensar de sua especificidade.
Para continuar o processo de viver, precisamos retornar, ter eternos retornos, não somente a nossa família, mas a tudo aquilo que parece ser inicial e ao mesmo tempo primordial, o eterno retorno para sentir...
Porém, como diria Nietzsche, para conquistar e chegar no ponto exato, é necessário passar pelo sofrimento, pela dor, pelo esforço... Muito esforço...
Mas a questão é: sentir para que? Senit o que?
Em que mundo vivemos, o que queremos e principalmente, por que vivemos?
Você já pensou nisso, algum dia?
E se já pensou em algum dia... Já pensou isso no dia de hoje?
Quantas ideias...
Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!
Muita informação, muitas falas, muitas ideias, Filosofia, Política, Arte, Literateura, Música, Poesia...
Em que ponto parar?
Para que tanto bla bla bla?
Onde queremos chegar?
Parece que a paisagem passa, as imagens passam e eu aqui... Tentando correr atrás de tudo isso que não volta mais...
Tudo parece ser mais rápido do que minha possibilidade de chegar, mais rápido do que minhas pernas podem aguentar, mais rápido do que minha mente pode pensar...
Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!
Cantar, dançar, poetizar, pensar, falar, filosofar, simplesmente viver...
Viver?
Simplesmente viver???
Não... Não tão simplesmente assim.
Tanta informação, tanta possibilidade, tantas necessidades, muitos "quereres" sem poderes, muitas potências e poucos atos...
Estafado...
Esgotado...
Finalizado...
Porém o fim é sempre um novo começo, dessa forma, que chegue ao final, que esse pensamento pare momentanemente. Para que possamos ter um novo começo, que pode voltar para o ponto do mesmo início:
"Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!"