quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Despida de Solteiro - "eiiiii eu quero sexo"




Como esse é um espaço que além de alguns devaneios, textos sobre educação, ideias de filósofos, também gosto desse espaço para algumas reflexões que não tenho a pretensão de que todos possam concordar, porém não tenho como deixar de falar de um assunto que me incomoda profundamente, a atual "Música Popular Brasileira".
Tive o privilégio de ser criado com muita música boa, diariamente, desde Paralamas, Titãs, Legião, Cazuza, até Vinícius de Moraes, Caetano, Chico, Toquinho, claro que não faltaram as influências do Rock and Roll, brasileiro e também os estrangeiros, mas aqui gostaria de falar mais particularmente da música brasileira. 
Gostaria de antes de tudo dizer que não tenho nada contra as preferências musicais de cada um, mas se até mesmo o "Mr Catra" sente-se levemente incomodado ao ver suas sei lá quantas filhas dançando, cantando e até mesmo em um baile funk que tenham suas músicas, não serei eu quem irá achar a letra tão melódica certo? 


Ou então o que diremos sobre as mulheres saladas de fruta que enriquecem cada vez mais a harmonia e a melodia da nossa MPB? 
O que você, mulher que defende os direitos iguais entre homens e mulheres, acham que isso é uma forma de se igualar? 

 

Mas fiquem tranquilos, pois se você acreditava que tudo estava perdido, chegou nosso querido Latino, "chutando o balde". 
"Eiiiiiiiiiiiiiiiiiiii eu quero sexo"!!! Em sua incrível música "Despedida de Solteiro".

 

Já havia pensado em escrever sobre essa música e exatamente no dia em que pensava, ouvi na rádio Jovem Pan, no programa Pânico, que o convidado era nada mais do que ele, Latino, que como forma de "defesa" teve a capacidade de dizer que "nem Deus agradou a todos, pois ainda foi crucificado". Meuuuu o que dizer de um cara desses não?!?! Ele não sabe nem o que fala.
Latino, só pra você saber, o crucificado foi Jesus, não Deus! :/ Mas tudo bem, o foco não é a ignorância do Latino.
Essa música, particularmente, tem alguns trechos "belíssimos": "Na balada só gostosas [...] As minas todas nuas", que bela visão sobre as mulheres, não?!?!
"Amanhã talvez, eu vá casar", ótima valorização sober o casamento.
"Eu tô chapado, tô muito louco", para concluir uma leve indução para o uso de álcool e outras "coisitas mais". 
Definitivamente o que você acha do seu filho, ou da sua filha curtindo uma balada com esse som?
Caso goste da ideia, aproveite, pois amanhã (28/09/2012) tem "Baile do Latino" aqui em Floripa e o melhor, ele vai gravar o clipe desse novo sucesso da nossa atual "Música Popular Brasileira".
Agora se você não gostou muito dessa ideia ficam ai algumas músicas para você ouvir e limpar a audição desses LIXOS anteriores! 
E acredite que vale muito mais cantar isso para os seus filhos! 



Que sei eu?



A velha máxima de Michael de Montaigne nos remete ao exercício de filosofar e estar questionando-se todo o tempo. Não existe uma chave para que as coisas possam ser decifradas, porém como as coisas funcionam?
A forma ensaística de Montaigne de escrever auxilia no processo de desconfiar daquilo que é afirmado e pré estabelecido. O autor relata que os professores de sua época (28 fevereiro de 1533 a 13 setembro de 1592), eram um tanto quanto pedantes, o questionar não era valorizado, mas e hoje? 
Em nossas salas de aula os estudantes são estimulados a questionar? 
O que dizer dos estudantes que dizem saber o que querem falar, mas não conseguem saber de que forma? Ou como expressar-se?
Sem saber as questões existentes em uma criança, o que podemos, ou de que forma poderemos auxiliar na formação humana? 
Será que dar voz para essas crianças não seria uma boa forma de saber quais caminhos seguir na educação?
Essas reflexões partem do texto de Divino José da Silva (UNESP) - "O Ensaio em Montaigne: Um Estilo em Filosofia da Educação", que foi comentado na disciplina de Seminário de Dissertação pela professora Lúcia Hardt, auxiliado pelas reflexões do capítulo XXVII - Ensaios, Livro I -  "Da loucura de opinar acerca do verdadeiro e do falso unicamente de acordo com a razão" e capítulo XXXI "Dos Canibais", ambos de Montaigne.
O ponto principal - porém longe de trazer respostas prontas, ou ainda prescrever algo exato - é continuar exercitando o "que sei eu?"
O exercício de não acreditarmos no primeiro instante em tudo aquilo que ouvimos ou ainda tentar analisar as coisas de um ponto de vista menos carregado de pré julgamentos torna-se fundamental em uma relação pedagógica.
Cabe nesse instante uma passagem do capítulo XXVII "aprendêssemos com exatidão a diferença entre uma coisa e outra, entre o que está contra a ordem e a natureza, e o que se situa simplesmente fora do que admitimos comumente, entre não acreditar cegamente e não duvidar com facilidade."
Ainda cabe lembrar outra passagem "a glória e a curiosidade são dois flagelos de nossa alma; esta nos impele a meter o nariz em tudo; aquela nos proíbe deixar seja o que for sem decisão ou solução", volta-se ao ponto de necessidade de questionar-se a todo tempo.   
Porém vale lembrar que em muitos momento as pequenas coisas - talvez o questionamento de uma criança - pode auxiliar em diversos momentos a aprendizagem, nos desprendando daquilo que consideramos maior - talvez o saber do professor. Como um embasamento para essa ideia utilizo as palavra de Divino José da Silva: "por que ler Montaigne, ainda hoje? (...)  Montaigne é comparado, por Renato Janine Ribeiro (2004, p. 221), a Pascal e Nietzsche, pois tem em comum com estes autores o aguçamento dos sentidos e da razão para "[...] agarrar o pequeno, o detalhe, a falha e a partir dele pensar. Não é pensar pela porta grandiosa, a do cânone, a do registro solene; é pensar pela porta vadia, pela exceção, pelo que é torto, pelo que foge ao cânome."
Não tendo a pretensão de escrever com prescrição, deixo a você leitor, ideias para pensar!





terça-feira, 18 de setembro de 2012

Estamos preparados para desconstruir?



Baseado na discussão da aula de Filosofia do mestrado, do texto de Jorge Luiz Viesenteiner (Dr. em Filosofia pela UNICAMP) "Aprender a ver, aprender a pensar, aprender a falar e escrever: condições integrantes do conhecimento de Bildung no crepúsculo dos ídolos de Nietzsche", me inspirei a escrever um breve texto.
Nem sempre aquilo que imaginamos é aquilo que acontece no seu final, não temos esse controle pleno dos resultados e da vivência que buscamos. Ao estarmos no meio do desejo acabamos ludibriados, deixando de ver aquilo que realmente é.
Surge, portanto, o espírito livre que enfrentaria o espírito cativo, ou seja, na necessidade de questionar-se sobre o que seria o bem e o mal, o forte e o fraco, o falso e o verdadeiro, quando muitas vezes acreditamos nisso ou naquilo muito mais por força de um hábito já existente, surgindo dessa forma a hipocrisia humana. Ao afirmar o caos e sua existência, a vida firmada pode ter mais valor do que a vida renunciada. 
O que queremos como professores? Formar seres humanos melhores, ou apenas formar seres humanos que "pensam melhor"? Ou ainda, o que seria um "ser humano melhor"? Colocar-se a prova para cultivar-se e formar-se não seria um caminho para torna-se melhor?
Ninguém planeja as dores, perder um amor, ter uma doença, perder o emprego, morrer, mas são processos necessários para compreender e saber como viver a vida, isso tudo faria parte do Pathos.
Todo esse movimento acontece devido a forma que aprendemos a ver, pensar, ouvir, falar e escrever. 
Para o verdadeiro ver, não pode existir a imediaticidade do momento, deve-se agir com paciência, compreendendo o que é posto, por mais que isso possa nos indignar, muitas vezes a atitude imediata nos devolve respostas não almejadas. Necessitamos um distanciamento do momento vivido para conseguir o discernimento para uma atitude, algo que talvez seja muito complexo em uma sociedade tão imediatista. 
O pensar faz parte do distanciamento, para uma nova reflexão, possibilitando nova análise e nesse ponto podendo ter um parecer mais consciente e talvez adequado. 
Ouvir, até mesmo o silêncio, aquilo que não está posto, ouvir o complementar, aquilo que não parece ser importante, pode ser a fonte para as respostas certas que precisamos dar. 
Posteriormente falar e escrever com prioridade, que seria a síntese de toda essa construção anterior, a interlocução entre o ver, pensar e ouvir. Já diria Nietzsche que toda a pressa é indecente. 
Percebe-se que muitas vezes ler um autor nos faz defendê-lo de todas as formas, porém é importante tentar compreender qual o ponto que ele necessita chegar para tal discussão, qual o contexto em que ele está inserido, deve-se suportar alguns pontos os quais julgamos insuportáveis, necessitamos desconstruir aquilo que já recebemos pronto para então conseguirmos chegar em uma nova reflexão. 
A tarefa não é simples e em muitos momentos não temos o discernimento para a compreensão, mas apenas a prática pode nos levar próximos da perfeição e a tarefa não poderia ser fácil, os caminhos nunca serão liso e retos, no momento em que as dificuldades surgem é que temos e podemos sentir o verdadeiro gosto de uma conquista.


Acredito que o texto analisado mostra alguns pontos importantes, os quais nos faz pensar qual realmente seria o papel do mestre. Criar seres humanos melhores? Tornar os seres humanos mais pensantes?
Mas o que seria melhor? O que é ser melhor?
Estamos preparados para o enfrentamento das decepções sem frustrações e sem culpa?
Somos seres minados de paciência, ou o excesso de velocidade e necessidades nos arrasta para um universo muito mais imediatista?
Somos suficientemente capazes de ter paciência para não termos reações imediatas à aquilo que ilustra nossa visão? Ou ainda sabemos dançar (pensar) sem seguir os passos pré estabelecidos?
Temos tempo suficiênte para ouvir o silêncio? Ou ainda conseguimos ouvir nossa própria voz?
Ou estamos adestrados a ouvir apenas aquilo que os outros já nos fala?
Até que ponto conseguimos nos permitir e ao mesmo tempo nos deixar perder o controle?
Toda a pressa é indecente, diria Nietzsche, mas hoje em dia quem não vive com pressa?  Quem não quer saber a última informação?
E quando não temos mais o controle, conseguimos lidar com a frustração? Ou isso nos deixa ainda pior?
A certeza nos enrigesse de tal forma que esquecemos o valor e o prazer de termos dúvidas, porém vivemos em um momento que para tudo temos uma certeza. O método tem uma forma de ser trabalhado, o professor tem um padrão para ser seguido, temos definida a idade em que podemos dirigir e a que podemos votar, regras, leis, ordens, condutas, traça a forma e o roteiro que devemos seguir, uma vez que a vida, a nossa vida, deveria ser levada do nosso jeito, mas onde está a liberdade que damos a nós mesmos?
Nietzsche, dito extemporâneo, já alertava da necessidade de não sermos imediatistas em nossas atitudes, o que ele diria hoje em uma sociedade, a qual o imediatismo é o padrão a ser seguido?
Talvez todas essas perguntas não tenham respostas, mas talvez essa seja a forma para "construirmos" seres humanos melhores.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Reencontrando a Felicidade e o tijolo




Esse é o título de um filme que assisti uma parte esses dias.
Não vi inteiro, mas também não precisava para compreender o trama de que se tratava e ao mesmo tempo me chamou a atenção, pois o tema é muito "instigante", pelo menos para mim. O filme trata da morte, porém não uma morte qualquer, mas a tentativa de um casal superar a morte de seu filho de 4 anos.
Não tenho ideia do que é perder um filho, mas sei bem como é perder uma pessoa especial antes do tempo que julgamos suficiente (se é que existe um tempo suficiente antes de morrermos) para estarmos ao lado dela.
Desde do o ano de 2008, setembro passou a ser uma mês em alguns momentos triste, mas como diria uma parte do próprio filme, quando perdemos alguém querido é como se tivessemos um monte de tijolos caindo em cima de nós, aos poucos, com o passar dos anos, esses tijolos saindo, uns algumas pessoas ajudam a remover, outros você consegue retirar, outros depois de muito tempo irão esfarelar, mas terá um dos tijolos, um único que continuará no seu bolso e depois de um tempo, apesar do peso você deixará de notá-lo, mas em alguns momentos quando precisar guardar algo nesse bolso irá colocar sua mão e será nesse momento que tudo voltará a tona, as lembras, os bons momentos, o cheiro, o som da voz, o toque, as broncas, os conselhos, a imagem do sorriso.
Aquilo que por alguns momentos parecia estar desaparecido, você percebe que estava lá...guardado...para tentar de alguma forma aliviar a dor por alguns instantes. 
E algumas perguntas surgem:
Mas tinha que ser ele o anjo para ir pro céu?
Quem disse que a missão dele já havia sido cumprida?
Quem diz que ele queria ir para um "lugar melhor"? 
Qual é o tamanho da nossa insignificância nesse momento?
Qual o controle e o que nós podemos controlar? 
Quando essas perguntas serão respondi? Provavelmente nunca, talvez elas sejam até uma forma de tentar deixar a dor "menor", tentar fazer com que esse último tijolo seja menos pesado, ou apenas uma forma de refletir para não chegar em conclusão nenhuma e dar-se por vencido devido ao cansaço.
Talvez nesse momento possamos pensar em uma frase do nosso querido e totalmente extemporâneo Friedrich Nietzche "mesmo no ferimento se encontra também a força curativa", ou seu "lema": "increscunt animi, virescit volnere virtus" ("crescem os espíritos, a força se fortalece com a ferida") (Crepúsculo dos Ídolos). 
E quem somos nós para contrariar?
E a última pergunta que fica:
Será que esse tijolo deveria sumir? Ou ele é apenas uma forma de nos manter alerta para que possamos perceber e valorizar por ainda estarmos vivos, com possibilidade de carregá-lo?





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Definitivamente... Somos imediatistas!!!



Definitivamente... Somos imediatistas!!!
Queremos a resposta pra ontem. Queremos já o retorno do contato feito. Queremos agora a resposta para a nossa pergunta.
Porém o tal "querer não é poder" cabe muito bem nessas situações, nem tudo depende apenas da nossa única e exclusiva boa vontade, não é mesmo?
O maior problema dessa equação entre o querer e o poder é conseguir entender o resultado final disso, conseguir lidar com a "frustração" de não conseguir aquilo que queremos no momento em que desejamos, mas na verdade esse é um processo que devemos ter consciência de que será aprendido durante anos de convivência, trabalho e muitos relacionamentos, com os mais variados tipos de pessoas e mesmo assim poderemos não aprender a lidar com isso.
Ok... "querer não é poder", nem tudo depende unicamente da nossa velocidade, então qual seria a necessidade de ter que realizar tudo tão rápido, tudo pra ontem?
Na verdade eu prefiro essa opção apenas para não ter que resolver tudo amanhã, afinal uma hora ou outra, alguma solução tem que aparecer, portanto prefiro que seja agora. 
Talvez no trabalho seja um exemplo clássico de várias situações em que essa solução não é tão simples, uma vez que provavelmente obter as respostas dependerá da função de outras pessoas, mas pensando em trabalho, apesar de não ter uma experiência tão grande ainda, tenho certeza que muito dependerá do nosso posicionamento perente algumas situações. Pode acreditar que responder com gentileza, com a maior atenção possível e realmente demonstrando sua vontade em ajudar será a forma mais rápida de conseguir concluir tarefas futuras, pois se hoje é alguém que está solicitando ajuda, amanhã poderá ser você que precisará dessa ajuda.

Nesse momento começamos a misturar dois pontos:
1 - A necessidade de realizar algumas coisas o mais rápido possível.
2 - A gentileza que poderá facilitar esse processo (número 1).

Mas o fato é:
1 - Temos cada vez mais coisas pra resolver em um tempo mais curto.
2 - A gentileza acaba ficando de lado nessa necessidade de agilidade.

Você já parou pra pensar nisso, que além de "gentileza gera gentileza", a gentileza pode gerar agilidade para problemas futuros?
Às vezes um email com um final escrito "Abraços", "Atenciosamente" e não apenas "Abs" ou "Att." já pode fazer uma diferença grande, um "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite" também é um grande diferencial hoje em dia.
Não corra tanto para resolver seus problemas, afinal "o que não tem remédio, remediado está", os outros em algum momento você encontrará o remédio! ;)

O vídeo fica como uma inspiração após esse texto, com a bela voz de Marisa Monte! ;)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dinâmica da vida



Sabe aquela clássica frase: "Para o mundo que eu quero descer!!!" 
Você já pensou nisso não???
Porém a vida é extremamente dinâmica, teimamos em sempre abraças mais e mais coisas para fazer, mais obrigações para assumir, mais cursos para nos aperfeiçoarmos, mais lugares para conhecermos, mais responsabilidade, mais exigências... mais mais mais....
E quem disse que o mundo iria parar e você poderia descer?
E quem disse que o tempo iria parar? 
Mas vamos combinar... Qual seria a graça de tudo parado, sem movimento, nem essa intensa dinâmica? 
Sem os conflitos? Sem as dores? Sem esse movimento todo?
Qual seria a graça da conquista, caso não existisse a derrota?
Como saberíamos o prazer de estarmos felizes, sem antes ficarmos tristes? 
Como teríamos o prazer de descansar, se não soubessemos o que é o cansaço? 
Qual valor daríamos a vida, se não soubessemos da existência da morte?
Estou decidido... Prefiro essa velocidade, esse intenso movimento, esse excesso de dinamismo, esse é meu prazer de viver, talvez seja apenas dessa forma que consigo me movimentar.
"Movimento gerando movimento..."
"Assim você ficará doente..." "Desse jeito você não aguenta..." "Que horas você dorme???" "Desse jeito você não da conta..." "Assim você não faz nada direito..."
Ok! Cada um tem sua forma de ser e cada um tem que encontrá-la, prefiro deixar o descanso, o sossego, a tranquilidade para depois... Agora prefiro o agito, a corredia, o cansaço!!! 
Essa é minha forma de viver!!!
Independente da forma que caminhar, sei que o tempo não irá parar, por isso tento achar uma forma de transformar o negativo em positivo, apesar de em alguns momentos não ser possivel, de alguns momentos nem sempre conseguirmos acertar o caminho traçado, a resposta dada, a atitude tomada é fundamental continuar tentando, pois "o tempo não para" e você tem que continuar tentando achar os melhor caminhos.



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pra que ajudar, se nada vai mudar?



Como dizia um comercial dos anos 90, “as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são aquelas que o mudam”. 
Acredito que muitas pessoas, em algum momento, já pensaram em mudar o mundo ou pelo menos parte dele.
Vivemos hoje um momento de mudanças culturais, sociais, humanas e tecnológicas, e isso não é novidade para ninguém. Porém, apesar de tudo aquilo que foi transformado no mundo, alguns pontos permanecem os mesmos, exemplo disso são os engajamentos sócio políticos.
Por mais que em muitos instantes possamos duvidar de algumas questões políticas, parte das pessoas prefere estar engajada, seja por dinheiro ou por acreditar que podemos mudar aquilo que não está tão bom quanto poderia estar. Mas sejamos realistas: apesar de relatarem que a justiça é cega, sabemos que muitas
vezes ela prefere olhar para quem tem mais dinheiro; apesar da educação ser dita laica, sabemos que  existem, mesmo inconscientemente, linhas religiosas nos processos educativos; vivemos em uma democracia que na maioria das vezes funciona bem para quem é “bem de vida”.
Estes são alguns fatos que nos tornam descrentes na mudança do mundo e surge a questão: o que podemos fazer? Desistir de ajudar por acreditar que nada irá mudar ou lutar e tentar fazer algo para melhorar?
Particularmente prefiro a segunda opção, pois, se todos jogam o lixo no chão, vou jogar o lixo no lixo, fazendo assim minha parte...
Acredito que no instante em que decidimos fazer parte do “coletivo negativo” deixamos de trabalhar e melhorar nossa essência humana, assemelhando-nos aos animais.
Mas o que quero realmente dizer com tudo isso?
Gostaria de dizer que faço parte de um centro acadêmico não para impor minhas opiniões políticas, mas com a intenção de “lutar” pelos direitos dos estudantes, particularmente os de Pedagogia. Porém, é necessário o apoio destes estudantes. Faz lembrar a frase de Raul Seixas  “um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.
E isso não é diferente no meio social em que estamos inseridos, em que temos nossas rotinas.
Mostrem suas opiniões, contribuam com suas ideias, tragam seus desejos, necessidades e anseios para os meios em que estão inseridos. Vamos juntos construir esse caminho coletivo, vamos colocar em pratica o ditado de que “a união faz a força”, vamos voltar a acreditar (se um dia você deixou de acreditar) que se houver ajuda de todos, as coisas podem realmente mudar!
Tudo pode ser construído, reformulado e conquistado, desde que existam pessoas dispostas em “fazer acontecer”.
Venham nos ajudar, para que aquilo que está “ruim” possa melhorar!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Da arete, aos dias de hoje. Textos, textos e mais textos, absorvemos tudo?



Arete para os Gregos tinha a concepção de competência do uso adequado do corpo - Virtude espiritual, situção, movimentação adequada para cada momento. 
Não é esperar o elogio, mas sim a vontade de ser lembrado por sua coragem e ser determinante para seu povo, busca pela excelência humana, porém são valores hoje não cultuados.
O homem Grego não é para si, nem para o outro, mas sim para a comunidade. "Quem atenta contra a arete alheia perde, em suma, o próprio sentido da arete" (p.32), não existe a necessidade de reconhecimento, negar a honra era a maior tragédia humana.
Existe a ânsia do mérito de se distinguir, nos dias de hoje o mérito e destacar-se não é mais visto como positivo e produtivo. 
Os tempos Homéricos, parecem ser mais abertos e livres perto dos tempos clássicos, o qual tinha um poder do Estado muito maior. Por outro lado parece que como humanos nós não conseguimos ficar por muito tempo sem governo. 
Vive-se as pequenas insignificâncias, não existem mais grandes ações, nem mesmo magníficos feitos. Nossa sociedade pós moderna (pensando apenas no sentido de estar associada com o capitalismo), vive muito mais essas insignificâncias, e pior, elas são valorizadas, dessa forma, perde-se o sentido do próprio viver. 
Enquanto antes "a arete heróica só se aperfeiçoa com a morte física do herói" (p. 32), hoje mal conseguimos viver por um próprio proposito, quanto mais viver "na defesa dos amigos, sacrificar-se pela pátria, abandonar prontamente dinheiro, bens e honrarias para "fazer sua a beleza"" (p. 35).
oras, o que mais nos move hoje além do dinheiro, em grande parte do tempo?
O que sustentaria realizarmos algo por nossa honra nos dias de hoje?
Acredito que seria apenas os nossos ideias.  Mas nessa sociedade que valoriza as insignificâncias, nesse pós modernismo, o qual valoriza-se o dinheiro, além daquilo que lhe é devido, esquece-se dos amigos em busca de bens e honrarias e ainda desvaloriza-se a própria pátria, como pode-se almejar ideias?
O que seria hoje, o verdadeiro sentido daquela arete? 
Nobreza, belo, aristocrácia, que antes poderiam ser compreendidos de uma forma, parecem ser hoje palavras sujas. Os termos hoje são outros, as interpretações dependerão das contextualidades históricas. 
Sejamos claros, esses processos são um grande reflexo da falta de reflexão (com o perdão da redundância) da sociedade hiperacelerada, a qual por mais queiramos desacelerar, somos "empurrados" pelo embalo da própria massa, mais ou menos como estar parado na frente do metrô em São Paulo às 18 horas, por mais que você não queira, acabará parando dentro do vagão.
Pensando em formação humana, quanto essa falta de ideais, esse excesso de pressa e dificuldade de absorver termos como arete na visão dos Gregos, ou a dificuldade de estruturar o excesso de informações que recebemos, quanto isso influência nesse processo educacional?
Textos, textos e mais textos, absorvemos tudo?
Quanto isso contribui para nossa formação?
O que realmente aprendemos com isso?
E será que "eu vejo a vida melhor no futuro"? Existe um novo começo de era, mas será que é de "gente fina, elegante e sincera"? 
Fato é: "não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver"...
Não é uma questão de ser negativo, mas sim de pensar de que forma você pode ajudar para que a música possa ser parte da realidade.
Escute e perceba a música e aquilo que te cerca de forma mais crítica.
Rever conceitos, refletir, criticar, questionar, não se engessar! 



JAEGER, Werner (Wilhelm). Paideia : a formação do homem grego. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes; [Brasilia]: Ed. Universidade de Brasilia, 1989. 966p.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Grécia: da bonança à tempestade


A palavra Paidéia surgida na Grécia e que da título ao livro de Weber Jaeger, como o próprio autor diz não é simples de ser esclarecido com apenas uma palavra. Hoje abarcaria um compilado de "civilização, cultura, tradição, literatura ou educação" (JAEGER, 1989, p. 3). Caso conseguissemos colocá-las todas em um mesmo "barco", talvez chegassemos ao termo Paidéia. 
Torna-se  claro que todo este processo diz respeito a comunidade, liga-se a um momento de relações e reflexões sobre uma comunidade, não apenas a um indivíduo. Pensava-se no processo de Formação Humana, de auxiliar o homem a ser humano. Porém atualmente o homem não está inteiramente em seu momento vivido, ao conversarmos sobre a educação, filosofia, ou qualquer outro assunto, por muitos instantes estamos pensando em diversos outros afazeres, muitas outras reflexões. Já na Grécia apesar desta não ser "uma autoridade imbatível, fixa e independente do nosso destino" (JAEGER, 1989, p. 4), podia-se ter o "privilégio" de através dos diálogos reflexivos compreender o caminhar para a Formação Humana.
Parece surgir um empobrecimento nos processos reflexivos atuais, talvez surja desse ponto a necessidade de voltarmos a Grécia para compreender, ou pelo menos tentar compreender, as transformações, perdas e ganhos de todos esses processos. O próprio Nietszche dirá que o retorno a Grécia é preciso para novas reflexões, porém posteriormente, desconsiderará essa ideia, mas pode-se entender que essa "transformação", esse caminho era necessário. 
O principal fato é que a educação na Grécia era voltada ao povo, porém hoje nosso olhar individualista, pelo qual convivemos e vivemos no mundo, dificulta compreender como e de que forma os gregos conseguiam pensar nesse coletivo, porém este é um movimento necessário para, de algum modo, poder entender essa Formação Humana e o que poderia ser necessariamente vital.
A cultura era "a totalidade das manifestações e formas de vida que caracterizam um povo. A palavra converteu-se num simples conceito antropológico descritivo. Já não significa um alto conceito de valor, um ideal consciente" (JAEGER, 1989, p. 6) e isso era visto pelos gregos devido a sua potência de ser um povo que vivia de e para a filosofia e "está intimamente ligada à sua arte e à sua poesia" (JAEGER, 1989, p. 9).
todo este resgate de filosofia, da cultura grega, arte, poesia, o pensar na sociedade, o poder da oratória, seriam pontosapra conseguirmos nos apropriar do que seria a Paidéia e todo este movimento estaria ligado a educação como um processo de construção consciente e a partir desse instante apropria-se de um pensamento mais coletivo, menos individualista. 
Todo esse trabalho de bebermos das fonte da gregas para pensarmos a Filosofia, Letras, Arquiteturas, nos mostrao "poder" existente naquela civilização, porém torna-se mais interessante pensar no atual momento vivido pelo Grécia, instante permeado de crises em diversos setores da sociedade. 
A partir dessa reflexão sobre tudo o que a Grécia representa e seu atual momento, nos leva a refletir sobre esse processo de necessidade da humanidade repleto de ciclos, os quais não existe algo estagnado ou concreto, vivemos em constante mudança, dessa forma, nada fica em uma linearidade, as construções histórico sociais são permeadas de mudanças e através desse ponto as sociedades se constrem, fortalecem suas bases, refletem seus pensamentos para outras sociedade, mas também decaem, entram em crise e é necessário reestabelecer-se, recriar, construir, voltar a filosofar, dialogar para voltar a construir a sociedade,
assim como relata Flickinger (1998), o diálogo faz parte de um intercâmbio vital com o outro, através dele pode-se construir novas possibilidades.
As sociedades necessitam do diálogo, seja para construir bases solidades, ou para recuperar essas bases, talvez o sentido de Paidéia, tão trabalhado em diversas linhas de pesquise e estudos deva voltar para sua própria morar, a Grécia e assim, de repente, poderá auxiliar no instante em que a mesma se encontra. 
Em alguns momentos vale a pena os próprios filhos conhecerem sua origem, afinal é esse caminho, onde bebemos da própria fonte, que pode nos tornar homens mais completos, auxiliando de forma magistral para a Formação Humana.



FLICKINGER, H. G. Para que filosofia da educação? In: Perspectiva. Florianópolis, v.16, n. 29, p. 15-22, jan./jun. 1998.


JAEGER, Werner (Wilhelm). Paideia : a formação do homem grego. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes; [Brasilia]: Ed. Universidade de Brasilia, 1989. 966p.  

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Verbo Ser


 

Iai caro leitor... Já ouviram dizer que as perguntas nos ajudam a descobrir caminhos e possibilidades, que perguntas são um profundo ato de reflexão, recriação, reinvenção!

Talvez uma boa pergunta seja: O que eu sou? E para que eu sou? O que você quer ensinar? Ou insignar em outras pessoas? 

Viver não é simples e exige coragem, mas lembre-se de que quanto mais você questionar, mais duvidará e mais possibilidades de se confundir terá... Mas quem disse que ficar confuso é ruim? Ou está errado? Confundir é o começo para achar o caminho "desconfuso", mas quem disse que ele é o certo? E o que me faz querer o certo?

Mas o centro é: O que é ser? O que eu sou?
Talvez Carlos Drummond de Andrade, auxilie nessas ideias e proporcione reflexões para nosso final de semana!

 

Verbo Ser

Carlos Drummond de Andrade
 
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.

domingo, 13 de maio de 2012

Devaneios



Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!
Muitas tarefas, muitas coisas para cumprir, muita atenção para prover...
Sei que...
Sei que vou conseguir.
Sinto cansaçõ, sinto dor, sinto pavor, mas tudo isso representa uma foma de representar a vida.
Vida..
Vida pela qual precisamos passar, caminhar.
Talvez tudo isso pareça apenas devaneios, ideias sobrevoadas, com visões muito mais longínquas, sem conseguir um foco preciso, um alvo exato, um ponto para ser pinçado.
Apenas escrevendo, pensando, vivendo, para sentir algo que não é simples de ser descrito, exato, concreto de ser falado...
Pinçar aquilo que realmente vale a pena, o que pode realmente fazer parte do algo tão profundo e grande, apensar de sua especificidade.
Para continuar o processo de viver, precisamos retornar, ter eternos retornos, não somente a nossa família, mas a tudo aquilo que parece ser inicial e ao mesmo tempo primordial, o eterno retorno para sentir...
Porém, como diria Nietzsche, para conquistar e chegar no ponto exato, é necessário passar pelo sofrimento, pela dor, pelo esforço... Muito esforço...
Mas a questão é: sentir para que? Senit o que?
Em que mundo vivemos, o que queremos e principalmente, por que vivemos?
Você já pensou nisso, algum dia?
E se já pensou em algum dia... Já pensou isso no dia de hoje?
Quantas ideias...
Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!
Muita informação, muitas falas, muitas ideias, Filosofia, Política, Arte, Literateura, Música, Poesia...
Em que ponto parar?
Para que tanto bla bla bla?
Onde queremos chegar?
Parece que a paisagem passa, as imagens passam e eu aqui... Tentando correr atrás de tudo isso que não volta mais...
Tudo parece ser mais rápido do que minha possibilidade de chegar, mais rápido do que minhas pernas podem aguentar, mais rápido do que minha mente pode pensar...
Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!
Cantar, dançar, poetizar, pensar, falar, filosofar, simplesmente viver...
Viver?
Simplesmente viver???
Não... Não tão simplesmente assim.
Tanta informação, tanta possibilidade, tantas necessidades, muitos "quereres" sem poderes, muitas potências e poucos atos...
Estafado...
Esgotado...
Finalizado...
Porém o fim é sempre um novo começo, dessa forma, que chegue ao final, que esse pensamento pare momentanemente. Para que possamos ter um novo começo, que pode voltar para o ponto do mesmo início:
"Ambiente estimulante para pensar...
Porém a cabeça não para de girar!"

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A saga da imobiliária

!!!Não achei nada bom para representar uma imobiliária!!!


Bom... Não sei nem por onde começar, mas vamos tentar da seguinte forma?!?
Você, já teve que alugar algum imóvel? Já teve que achar fiadores para essa locação? Ou uma pessoa que tenha um imóvel para colocar na jogada?
Caso você não tenha passado por isso, PARABÉNS!!! Você tem sorte!!! Mas continue lendo o texto, acredito que irá gostar de nunca ter passado por essas situações.
Agora se você já passou por isso, seja bem vindo ao clube, relaxe, leia o texto e tente identificar-se nele.
Já tenho esse contato direto com imobiliária faz um tempinho. Mais ou menos há um mês atrás precisei voltar a estar em contato com uma, pois teria que trocar o fiador... Logo pensei "Paciência... Tenha paciência, pois você terá que usá-la muito..." Mas sabe como é né?!?! Na prática a teoria é outra e passa a ser um pouco mais complexa.
Tudo bem, estava aberto para as negociações fui até a imobiliária solicitei a documentação necessaria para realizar todo o processo e claro.... Eles foram super gentis e atenciosos - aliás esse deve ser o primeiro pré requisito para trabalhar na imobiliária, ser atencioso e simpático, isso ajuda a "aliviar" a tensão que todo o processo gera - começou a primeira saga "A busca do imóvel".
Você volta para a imobiliária, apresenta a certidão de imóvel que você conseguiu - claro, depois de xerocar uns documentos, ir no cartório buscar a certidão, autenticar tudo.
Sim, você precisa achar alguém, gente fina suficiente, que acredite suficientemente em você, para que possa colocar seu próprio apartamento ou casa na jogada. Depois de muito tempo pensando em possibilidades, achei alguém que me salvaria dessa primeira etapa.
Um dos atendentes simpáticos te recebe, irá te repassar para OUTRO funcionário, que não será o mesmo que te atendeu da primeira vez. Ele irá conferir os documentos, claro que verá alguns problemas, por exemplo, faltou o documento de quitação de condomínio (ok, confesso que esse eu mandei mal de esquecer), precisa atualizar os documentos dos outros fiadores e já aproveita para confirmar todos os dados dos outros locatários... Dos fiadores... Isso porque eu só fui levar a certidão do imóvel... Mas tudo bem, eu sabia que era necessario paciência!
Posteriormente vem a segunda saga "A busca pela renda".
Sim, você precisa achar alguém, gente fina suficiente, para que possa dizer:
" - Então... preciso de um fiador pro meu apartamento... será que você pode conseguir o seu último contra cheque???"
Lembrando de repassar as questões de xerox de identidade, autenticação, contra cheque assinado, e bla bla bla...
Situação super agradável...
Você volta para a imobiliária, todo aquele processo de simpatia e o atendimento é feito por OUTRO atendente, mas surge um novo detalhe, o valor deve ser 4 vezes (ou 5, não lembro) maior do que o aluguel, condomínio e todos os encargos... ou seja... muitas vezes apenas um contra cheque não basta!
Mais um problema para ser resolvido... Claro!!! Mas antes de sair uma conferida nos dados de locatários, fiadores... Apesar de já ter feito isso antes, até da pra relevar e confirmá-los mais uma vez, afinal é necessário "paciência".
Ok, sem problemas família é pra essas coisas, logo arranjamos um segundo contra cheque.

DICA: Nunca solicite o contra cheque e certidão de imóvel para a mesma pessoa, talvez não seja tão agradável.

Próxima parada imobiliária. Você chega e qual a primeira etapa do processo, "simpatia" dos atendentes, mas você já não está mais com tanta paciência.
Vai para a mesa de OUTRO atendente - será que é tão dificil ser o mesmo atendente para uma pessoa tão frequente da imobiliária - mais uma vez tem que contar toda a história:
"Estou aqui para trocar uma fiador... bla bla bla..."
Obviamente não seria tão simples assim e surge a resposta:
" - Ahhh, mas esse conta cheque tem férias, décimo terceiro, será que não você não consegue um do mês anterior???"
E ai passa pela sua cabeça:
" - Karambaaaaaaa se eu trocesse um do mês anterior, vocês pediriam um desse mês, você tá de sacanagem né?!?!?!"
Mas lembre-se "paciência", e sai a resposta:
" - Mas olha só... falta esse valor bem baixo, mesmo se vocês descontar tudo ainda cobre o valor necessário..."
E então a atendente demonstrando enorme compaixão pelo caso:
" - Olha.... vamos enviar para o financeiro assim, mas eu não garanto..."
Eu acho que ela é uma pessoa que nuncaaaaaaaa precisou alugar nada por uma imobiliária (aliás esse deve ser um segundo pré requisito para trabalhar em uma), será que ela tem ideia do tanto de fatores que eu tive que mobilizar para conseguir toda aquela papelada, xerox, autenticações, cartório, emails, fax... Definitivamente ela nunca alugou nada!
Mas não vamos sair sem conferir os dados, já conferidos anteriormente duas vezes. Não!!! já é muitaaa boa vontade, vale a pena apenas dizer:
" - Os dados de todos são os mesmos ok?!"
Ai surgirá a terceira saga: "A espera de um milagre".
Após duas semanas você não tem retorno nenhum do tal "Senhor Financeiro" e decidi - apesar de saber que já está sem paciência - volta até a imobiliária para saber onde está o bendito contrato...
Chega no local, com a famosa simpatia no atendimento, e OUTROOOOOO atendente te recebe, mais uma vez a história toda deve ser explicada, com o detalhe final que o contrato já foi para o "Senhor Financeiro", mas não teve nenhum retorno.
O funcionário, talvez por ser verdade, ou talvez para não criar caso, procura o contrato e diz que não está ali, mas até o final do dia entrarão em contato.
O final do dia chega e para surpresa de todos, o "Senhor Financeiro" não ligou.
No outro dia, voltamos mais uma vez para a nossa querida imobiliária. Simpatia.... bla bla bla.... e OUTROOOO atendente (eu juro, todos as vezes fui atendido por pessoas diferentes!!!), você explica mais uma vez tudo, diz que iriam te ligar no dia anterior e nada... diz que vai viajar e facilitaria para que o contrato fosse assinado por pessoas que não moram na cidade, mas infelizmente o "Senhor Financeiro" depois de duas semanas não deu retorno...
Será que se fosse um novo contrato, para uma nova locação demoraria tanto???
Será que todos os contratos são assinados e vistos por ordem de chegada???
Ou será que existem "prioridades"?
Será que o "Senhor Financeiro" é apenas um mesmo e não da conta de tantos processos???
Surge a questão:
" - Tem algum telefone para que eu possa entrar em contato com o "Senhor Financeiro" para perguntar se vai demorar, ou se pode agilizar o processo?"
Resposta:
" - Não..."
Eiiii até onde eu sabia o mundo estava super interligado... internet, celulares, emails... Eu achava que existiam formas para as coisas darem certo... Mas parece que o "Senhor Financeiro" não curte muito esse mundo interligado.
Mais uma vez a história não teve um fim... É já era de se esperar, afinal "A espera de um milagre" pode ser longa, até levar anos...  
Realmente a história ainda não teve fim e todo o processo que começou dia 28/02 ainda não acabou...

DICA : Se você acredita que apenas trocar um fiador é moleza, pode tirar seu cavalinho da chuva!!!

Acredito que não teria uma música melhor pra "fechar" quase encerrar essa história, solta o som Lenine:



Quando tudo acabar, finalizou o papo aqui!!!

terça-feira, 27 de março de 2012

Educar é uma arte!

Olá pessoal, confesso que já estava levemente preocupado, as ideias não apareciam, o tempo praticamente não está existindo (será só o meu tempo que está faltando, ou tem mais alguém ai sem tempo?), estava me sentindo levemente "descriativo", mas foi lendo um texto da faculdade que surgiu a vontade de escrever um pouco mais sobre esse tema que é constante durante as aulas, nas mesas de bar (não que eu esteja com tempo de estar entre os bares...), ou em casa, pelo menos pra mim. 
O texto era de Jean Amos Komenský ou simplesmente Comenius (http://pt.wikipedia.org/wiki/Comenius), autor de um livro fundamental para a Educação - "Didática Magna". 



Bom; as ideias são do século XVII, mas ao ler alguns trechos, pode acreditar, que você irá perceber questões muito atuais, seja nas propóstas, nas dificuldades, ou até mesmo no ar, em certos momentos, poético que Comenius consegue trabalhar e conduzir o texto falando sobre educação.
Agora gostaria falar mais específicamente de um trecho do capítulo XII - As escolas podem ser reformadas No ponto 17 Comenius irá escrever sobre o quanto pode ser penoso ser obrigado a estudar contra a vontade. Ahhhh fala sério?! Qual é a pessoa que nunca pensou isso: "Que saco ler isso aqui? Pra que aprender esse negócio?" Todos já pensaram isso alguma vez na vida!!! 
Comenius comenta a história de que um filósofo tinha dois alunos, um estúpido e outro insolente, o primeiro queria aprender e não conseguia e outro conseguia, mas não queria. Nesse caso o problema é mais exato, mas surge a seguinte questão? "E se se demonstrar que a causa do desgosto pelo estudo são os próprios professores?"
Aristóteles dirá que "o desejo de saber é inato", por isso o primeiro passo seria despertar esse desejo de saber do jovem. Nesse instante surge a questão mágica, encantadora e perfeita da educação o despertar pelo interesse, o momento de demonstrar porque é tão significativa a educação, mas outra dificuldade será apresentada: "Quantos daqueles que assumem o encargo de formar a juventude pensam em torná-la primeiro apta para receber essa formação?"
O autor citará alguns exemplos práticos: "o ferreiro, antes de bater o ferro, o aquece; e o fabricante de tecidos, antes de fiar, urdir e tecer a lã, purga-a, lava-a e carda-a; e o sapateiro, antes de coser os sapatos, trabalha o coiro, estica-o e pole-o muito bem." Não existe motivo para o processo educacional ser diferente! Porém exige apreço, carinho, compromisso e vontade!
Assim Comenius relata: "o professor, antes de se pôr a instruir o aluno à força de regras, deve primeiro torná-lo ávido de cultura, mais ainda, apto para a cultura e, consequentemente, pronto a entregar-se a ela com entusiasmo." 
O fato é: você como professor está pronto para essa tarefa? 
Educar é uma arte... O processo educacional é a produção de um artesanato, merece o maior cuidado do mundo,  é uma construção de uma vida, para uma vida, se você pensa em ser um educador, entenda que em suas mãos sempre existirão tesouros que devem ser tratados da melhor forma possível e não como mercadoria, não como $ para o seu salário. Compreenda que apesar de vivemos um sistema capitalista, o estudante merece continuar com "o desejo de saber"!
Ainda citando Comenius "somos colocados no mundo, não somente para que façamos de espectadores, mas também de actores". 
Caso você seja o ator professor, tenha uma atuação digna de uma Palma de Ouro, ou de um Oscar, não faça um papelão, acredite, saiba e assuma sua responsabilidade!


Vale pensar um pouco nisso... Entenda a sua responsabilidade!!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

União da Ilha da Magia - Bicampeã com Una Bella Storia




Como começar a conta Una Bella Storia...
Talvez seja fundamental um bom enredo, um ritmo empolgante, pessoas extremamente comprometidas, empolgação e claro emoção, dessa forma torna-se realmente qualquer Storia Bella. Foi mais ou menos esses os ingredientes para que a União da Ilha da Magia pudesse sagrar-se Bicampeã do carnaval de Florianópolis.
Fazer parte de uma escola de samba acredito que é uma das formas mais concretas de altruísmo, pois você é uma pequena peça em um mar de pessoas, todas comprometidas em colocar pra funcionar toda a escola no dia do desfile.
Acredito que esse seja o ponto mais impressionante... Um ano de trabalho para um dia de desfile e nesse dia toda a pressão sobre os ombros daqueles que realmente estão comprometidos, para que exista o mínimo possível de problemas e dessa forma possamos conseguir o desejado título de campeã. 
Dia 18/02/2012 era esse tal dia para a escola União da Ilha da Magia, seria a última a entrar na passarela Nego Quirido em Florianópolis, pois havia conquistado a disputa no ano anterior. 
Um pouco antes desse dia "D", muito trabalho aconteceu, posso falar mais específicamente sobre a bateria. Desde agosto ensaios aconteceram semanalmente na escola Henrique Veras na lagoa, em dezembro os ensaios estariam na praça Bento Silvério todas as quartas, sextas e domingos.
Junto com esse tanto de ensaio a comunidade passou a frequentá-los rotineiramente, assim como simpatizantes da escola, parentes e amigos dos ritmistas e aos poucos a família UIM foi tornando-se mais forte e a Storia cada vez mais Bella.
Particularmente um vídeo me motivou mais ainda:




Nesse instante percebemos que realmente ao estar em uma escola de samba estamos fazendo parte de uma outra família. Passamos a nos sentir mal com a falta de comprometimento de outras pessoas, tristes com atitudes impensadas de outros e em alguns instantes chateados por em alguns momentos não conseguirmos nos doar mais do que gostaríamos, mas tentamos fazer nossa parte.
Conhecemos novas pessoas, criamos novos vínculos, em meio a Bella Storia, conhecemos outras... E nesse instante nos tornamos um pouco mais Humanos, passamos a fazer parte de uma história maior e da história de outras pessoas.
Ombros e braços doloridos, pernas cansadas, mãos calejadas, impossível se sentir mal por isso!!!
Através da bateria da escola (o coração), podemos transformar o ânimo das pessoas e fazer com que elas passem a aproveitar o momento de outra forma, correndo o risco de até mesmo juntar pessoas que a tempo não se viam, ou nem mesmo se conheciam.
E o tempo vai passando... E Una Bella Storia construindo-se...
Claro com um ritmo diferente:


 Embalado por um samba de enredo, que pra mim é nota 10:


 Por uma comissão de frente que também acretido ser nota 10:


Claro que com toda essa produção teríamos uma grande chance de levar mais um título, mas todas as escola trabalham para ganhar e tudo é definido por quem erra menos no tal dia "D", mas é fato que a apreensão dos participantes é grande, prova disso são seus depoimentos em redes sociais:

"é hoje... segura coração....a +/- 1 ano atraz, vendo a UIM da arquibancada da Nêgo Quirido, sua bateria parou na nossa frente.... "TAKEOSPARIU", que foi aquilo.... disse na hora... em 2012 vou estar ai no meio... no meio dessa BATERIA....Então, tudo teve início no dia 7 de agosto de 2011... 1º dia de ensaio da Tribuzana Do Ritmo... lá na escolinha...naquele e em todos os ensaios seguintes... o mesmo arrepio quando subia a bateria... 3 fortes emoções ainda viriam... o desfile na praça XV e os dois ensaios técnicos... com direito a fogos de artifício e tudo... coração a mil.... sabe aquele arrepio???? não tinha nem como descreve-lo...O melhor de tudo isso, é que a minha pequena Lara, participou junto tocando nos ensaios e aonde mais pudesse tocar... até no banco da escola ela tocou no início...e hj... chegou o dia.... tá quase na hora..... o coração já acelerado, ancioso, nervoso ao mesmo tempo.... fome??? cansaço??? nem.....agora só posso esperar esses longos minutos passarem... para chegar nossa apoteose!!!Obrigado, Mestre Andre, pela sua confiança e AMIZADE, ao André FM, pela sua atenção e paciência para nos ensinar as levadas da CAIXA..Obrigado ao Guerreiro Cabelo, pela amizade e pela parceria...Agradeço as novas amizades que se formaram nestes meses.... e não foram poucas, mas tenho a certeza que são amigos do peito!!!OBRIGADO UNIÃO DA ILHA pela oportunidade de poder participar da busca do Bi CAMPEONATO, tenha certeza que 110% de mim estará na avenida hj, representando de coração essa BELLA STORIA!!!!Que façamos um espetáculo maravilhoso hj..." Roger Humphreys

E não poderia ser diferente, 110% de muitos outros estava na passarela e aconteceu um belo desfile, harmonioso, com evolução perfeita e com o coração da escola em sincronia perfeita que garantiu os tão desejados três 10!!! 
Parabéns para a Tribuzana do Ritmo nota 30!




Conquistamos o Bicampeonato, escrevemos mais um pouco dessa Bella Storia da escola e o mais importante, participamos dessa Bella Storia construida durante todo o ano de forma coletiva, organizada e permeada de muito trabalho.
Parabéns diretoria, harmonia, mestre Dé, diretores de bateria, ritmistas, comunidade, participantes... e todos aqueles que escreveram pelo menos um pouquinho dessa história.
Após o desfile das campeãs com a linda cena do casal de mestre sala e porta bandeira entrando na bateria Tribuzana, restou comemorar!



Eiii pessoal a Storia não parou por aqui, podem ficar tranquilos que logo menos tem muito mais!!! 
Que tal umas fotos: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.326491237397182.86256.100001089247803&type=1


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Verdades, símbolos, mundo virtual, carencia do ser humano, quais são as relações?



Olá pessoal, estou em falta, eu sei... Mas... Sabem como é... Essa vida atarefada, com mil questões para serem resolvidas, trabalho, leituras, escola de samba (http://www.uniaodailhadamagia.com/ISD_uim/UIM_Arq/htms/home.html), vida pessoal, não é mole fazer essa administração sem ter uma faculdade para ensinar os jeitos mais simples, aprender com o desenrolar da vida não é algo tão fácil. 
Hoje estou aqui para retomar um pouco desse complexo trabalho de escrever e expressar um pouco daquilo que passa pela "cachola pensante"!
Na realidade esse excesso de tarefas fez com que eu voltasse a refletir um pouco sobre esse distanciamento entre as pessoas nesse mundo tão virtual. 
Parece que esse "caminho virtual" que existe atualmente transforma a carência dos seres humanos, de um sentimento bem comum, para um sentimento MUITO comum, parece que as pessoas sentem cada vez mais a necessidade de verdades para defender, palavras para confortar e símbolos para acreditar. 
Talvez esse processo faz com que aquelas histórias que as pessoas falam sobre as possibilidades que existem em nossas vidas, as chances que temos de nos dar bem nesse ou naquele trabalho, aquela ou essa pessoa que será o homem ou a mulher da sua vida, pareça cada vez mas real e sincero e dessa forma vamos nos confortando e acreditando nessas possíveis verdades, tudo em virtude dessa extrema necessidade de ter contato com algo mais "palpavél" e menos virtual.


Outro ponto que surge através desse processo do "caminho virtual" é a ligação que surge com os símbolos, tanto os religiosos, quanto os não religiosos, mesmo aqueles que não fazem parte da nossa própria cultura ou aquele que não está presente no nosso cotidiano. A representação do símbolo seria uma forma de dizer o que gostaríamos de ouvir e dessa forma seria uma forma de conforto ou uma aproximação com algo menos virtual.


Pode ser que essas ideias apareceram apenas como uma elucubração da "cachola pensante", ou pode ser que realmente esteja mais presente no nosso cotidiano como forma de talvez amenizar um pouco mais essa excessiva carência entre os seres humanos, mas é claro que não podemos generalizar e dizer que as pessoas irão acreditar em qualquer história que alguém possa contar, ou que todas as histórias contadas são mentiras, ou ainda que as pessoas só são religiosas ou acreditam em símbolos para "aliviar" sua carência... Isso são apenas possibilidades, dessa forma, pode ou não ser real, pode ou não ser verdadeiro e ao mesmo tempo você pode querer acreditar nisso tudo que está escrito aqui apenas para obter algum conforto que anda buscando por ai...
Fato é que estamos em um mundo cada vez mais veloz (#fato), cada vez mais fazemos mais e mais coisas (#fato), cada vez mais parece que temos menos tempo (#fato), cada vez mais nos apropriamos do mundo virtual (#fato), mas onde isso tudo irá parar, principalmente ao falarmos de seres humanos, seres tão carentes? (#dúvida)