quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ser bom, ter bom coração...




"Um homem que tem bom coração, mas nem por isso deixa de fazer a infelicidade dos seus." João Henrique Pestalozzi (1746 - 1827).

Ser bom,
ter bom coração.
de que valeria tanta emoção?
Ser, ter, pertencer...
De que vale se não sabemos viver?
Em quais momentos aprendemos a viver?
Chorar, gritar, brincar...
Você acredita que existe uma receita para amar?
Você acredita que existe formas de amar?
Canto, dança, teatro...
Qual a forma que vivemos de fato?
Qual a maneira de desenvolver o ato?
Somos cheios de potência para transformar.
Somos únicos, mas sociais,
sozinhos, porém no meio da multidão,
livres, apesar das regras,
somos bons, mas nem por isso deixamos de fazer a infelicidade dos nossos.
E o que seria a felicidade para proporcionarmos a infelicidade de outros?
Como saber a forma que afetamos se muitas vezes mal sabemos como somos afetados?
"Somos quem podemos ser..."
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz..."
Ser bom,
ter bom coração.
De que valeria tanta emoção?
"É preciso saber viver..."
É preciso saber viver?
Nada na vida tem receita!
Descubra a felicidade!
Você afeta e é afetado!
Somos atos, somos potências.
Viva as suas vivências...
Algumas coisas são para serem sentidas e talvez não para serem fechadas!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Uma certeza é certeira e verdadeira...



Eu estou escrevendo,

na vida as coisas acontecem,
a gente amadurece,
cresce...
ou não...

Na vida as coisas acontecem,
muitas vezes nem prestamos atenção!
O dia de hoje pode ter cinzas no céu,
ou apenas novas folhas de papel,
não sei como será,
apenas tenho certeza que não tenho certeza de nada.

Aliás uma certeza é certeira e verdadeira,
estamos aqui de passassem
assim, espero que seja boa essa viagem!

Tudo é nosso,
mas nada nos pertence.
Você percebe a diferença,
sutil diferença, entre Nosso e Pertencer?
Entre o Tudo e o Nada?
A diferença,
sutil diferença entre Ter e Ser?
Entre Querer e Poder?
A diferença,
sutil diferença, entre Vida e Morte?
Entre Seu e Meu?

Diferenças...
De que valeria pensar igual, viver igual,
ser igual?
Na vida as coisas acontecem,
a gente amadurece ou não...
Como diria Marcelo D2,
"A vida é um eterno perde e ganha,
um dia a gente perde
no outro a gente apanha."

O que vale na vida,
as dúvidas ou as certezas?
Ou seriam as certezas de ter dúvidas?

Quanto mais dúvidas temos mais percebemos que não sabemos muito,
ou talvez não sabemos nada.
De que valem as certezas se não for para termos novas dúvidas?

Esse é o ciclo,
eu dúvido, tenho certeza...
Dúvido mais um pouco
e terei certezas mais uma vez
e perceberei que talvez não seja exatamente isso,
volto a ter dúvidas...
Aliás uma certeza é certeira e verdadeira,
estamos aqui de passassem
assim, espero que seja boa essa viagem!

Espero que possa ser boa...

domingo, 23 de outubro de 2011

Dicas do corpo, para a vida e da vida!



Bom galera como o blog tem a ideia de fazer vocês refletirem um pouco mais vou dividir um texto que recebi e que está no blog "Amar faz bem":

Quando a boca cala... o corpo fala!!!

Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Preste atenção!

Realmente nosso corpo da sinais de uma esperteza e as vezes nos surpreende...
Aproveito para colocar aqui um vídeo com 12 conselhos científicos para uma vida mais "interessante":


Carboidratos, aceitar o corpo, dormir, amigos, errar, cantar, enrolar, pele, amar, abraçar, bichos, idade, teorias...
De repente pode funcionar!!!
;)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Reflexão vinda da música




Ontem como demorei um pouco para dormir, acabei ficando ligado na televisão, mas no final gostei de não ter dormido.
O primeiro convidado do Programa da Jô, com direito a dois blocos do programa foi Oswaldo Montenegro, que desde pequeno aprendi a gostar e ouvir por influência da minha mãe. 
Uma das músicas que ele tocou como uma breve canja, foi "A lista". Música simples, mas com um poder de reflexão muito grande e já que o blog tem esse propósito de pensar, criticar e refletir nada melhor do que um som como inspiração. 
Talvez faz algum sentido para você leitor, ou talvez seja apenas mais uma música, mas fato é que ela nos faz parar para responder as questões.
Amores, amigos, segredos, mentiras, defeitos, pessoas, espelho ou fotos?



A Lista - Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?


sábado, 15 de outubro de 2011

Imortal? Qual a vantagem?


Ao ler o livro Emílo, ou, Da educação; um ponto foi muito provocativo, momento em que Jean-Jacques Rousseau fala sobre a vida, a morte e a imortalidade. "Se tivessem tido a infelicidade de nascerem imortais, seriam os mais miseráveis dos seres: uma vida que jamais tivessem medo de perder não teria para elas nenhum valor." (ROUSSEAU, 2004, pg. 35). O autor ainda completa dizendo que para o homem sábio a morte é apenas uma razão para suportar os sofrimentos da vida, pois “se não estivéssemos certos de perdê-la um dia, seria muito difícil conservá-la.” (ROUSSEAU, 2004, pg. 77).
Jean-Jaques faz esse relato, pois refere-se todo instante a necessidade da criança de viver solta, livre, sem "amarras", sem estar presa, para que assim possa aprender com a vida, com seu preceptor e sua ama de leite, dessa forma cabe a critica aos médicos e a medicina, pois esta seria até útil para alguns homens, porém seria cruel para o gênero humano, uma vez que "o homem sabe sofre com firmeza e morre em paz. São os médicos com suas receitas, os filósofos com seus preceitos, os padres com suas exortações que aviltam seu coração e o fazem desaprender a morrer." (ROUSSEAU, 2004, pg. 36).
É fato que morremos um pouco a cada dia, mas muitas vezes não nos damos conta disto, porém Jean-Jaques, como autor do Romantismo, não tem a ideia de morte como seu principal foco, pelo contrário, ele admira a vida e em todo seu discurso em Emílio existe uma preservação desta, porém na vida moderna desaprendemos que estamos em todos os momentos morrendo um pouco, deixa-se de dar o devido valor a vida e a educação e ainda MONTAIGNE (2002) reforçará que só temos proveito nos estudos quando nos tornamos melhores e mais sensatos.
O Rousseau relata que ao adquirirmos força ao longo da vida evitaremos o esgotamento do corpo proporcionado pela intemperança, além disso;
 "tornamo-nos menos inquietos, menos agitados e fechamo-nos mais em nós mesmos. A alma e o corpo colocam-se, por assim dizer, em equilíbrio, e a natureza não nos exige mais do que o movimento necessário para nossa conservação" (ROUSSEAU, 2004, pg.57). 
Porém para esse processo ser completo necessita-se de um bom preceptor e para isso ainda podemos relembrar Michel de Montaigne, pois para ele o bom preceptor necessita pedir "contas não apenas das palavras de sua lição, mas sim do sentimento e da substância, e que julgue sobre o benefício que tiver feito não pelo testemunho de sua memória e sim pelo de sua vida" (MONTAIGNE, 2002, pg. 225).
Chega-se nesse momento a um ponto crucial de discussão, pois Jean-Jaques relata que "um homem que vive dez anos sem médicos vive mais para si mesmo e para os outros do que aquele que vive trinta anos como vítima deles." (ROSSEAU, 2004, pg. 37). Montaigne ainda dirá que filosofar é aprender a morrer, uma vez que “estudo e a contemplação retiram nossa alma para fora de nós e ocupam-na longe do corpo, o que é um certo aprendizado e representação da morte(...)” (MONTAIGNE, 2002, pg. 120). E ainda completa dizendo que quem ensinasse os homens a morrer, na verdade, estaria ensinando-os a viver.
Portanto, o que seria a vida? O que vale mais na vida? De que sustenta-se a formação humana nos dias de hoje? O que transforma um homem em um cidadão nessa visão romântica? Pode-se nesse momento traçar mais um paralelo com Montaigne:

"As abelhas sugam das flores aqui e ali, mas depois fazem o mel, que é todo delas: já não é tomilho nem manjerona. Assim também as peças emprestadas de outrem ele irá transformar e misturar, para construir uma obra toda sua: ou seja, seu julgamento. Sua educação, seu trabalho e estudo visam tão-somente a formá-lo" (MONTAIGNE, 2002, pg. 227).

Percebemos nesses pequenos trechos uma similaridade entre Rousseau e Montaigne, apesar da diferença de épocas entre os dois, o primeiro viveu de 1712 até 1778, já o segundo 1533 até 1592, um suíço e outro francês, mas ao mesmo tempo uma extrema preocupação com uma formação humana muito mais humanitária do que apenas para simplesmente ensinar as crianças a contar, ler, escrever e posteriormente trabalhar, uma formação muito mais profunda, a qual percebe-se a fragilidade da vida e entende-se que para a criança evoluir necessitá-se de experiências, aprendizados e principalmente saber utilizar os aprendizados durante a vida para uma maior evolução pessoal.

Jean-Jaques Rousseau



Michel de Montaigne















Suas proximidades podem ainda ser referenciadas através do livro II de ROUSSEAU (2004), o qual este cita Montaigne dizendo que quanto mais domarmos as crianças com relação ao sofrimento, mais o protegeremos contra as estranhezas e mais tornaremos sua alma dura e invulnerável, assim sendo não basta ensinar o seus nomes para as crianças, “mas sim fazendo-as prová-las, sem que saibam o que seja”  (ROUSSEAU, 2004, p. 158).
Rousseau (2004) diz que o hábito que devemos deixar que a criança adquira é o de não contrair nenhum, dessa forma coloca-se a criança em condições de ser senhora de si mesma e de fazer em todas as coisas a sua vontade, sempre que tiver vontades, já Montaigne relata que para esse processo de educação não merece educar as crianças para apenas acumular as ideias "não há nada como aliciar o apetite e a afeição; de outra forma fazemos apenas burros carregadores de livros. A golpes de chicote, dão-lhes para guardar a bolsinha cheia de ciência - a qual, para ser eficaz, não deve somente ser guardada em casa; é preciso desposá-la" (MONTAIGNE, 2002, pg. 265).
A pergunta que persiste é: qual a formação humana que queremos para nossas crianças? Afinal "viver não é respirar é agir [...] o homem que mais viveu não é o que contou maior número de anos, mas aquele que mais sentiu a vida." (ROUSSEAU, 2004, p. 16). MONTAIGNE (2002) alerta que a nossa visão é limitada com relação a imensidão do mundo, portanto existe a necessidade de perceber que as verdades sempre serão provisórias, que tudo é finito, que saber morrer liberta-nos de imposições e sujeições, que a morte é o objeto em nossa caminhada é um objeto necessário em nossa vida.
Qual é a forma que estamos sentindo a vida hoje? E qual é a forma que iremos ensinar nossas crianças a sentirem a vida? Utilizaremos de médicos, filósofos, padres, educadores, para camuflar as realidades da vida para nossas crianças? Ou iremos mostrar como é a realidade, deixar saber das belezas da vida e mostrar que existe a morte? Ainda poderemos mostrar que entre a vidAMORte existe o amor, "cum res animum occupavere, verba ambiunt" (Quando as coisas invadirem o espírito, as palavras apresentam-se em grande quantidade.") (MONTAIGNE, 2002, pg.253).

REFERÊNCIAS
MONTAIGNE, Michel de. Os Ensaios: livro I; tradução Rosemary Costhelk Abílio, 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emilio, ou, Da educação. 3. ed. São Paulo: Difel, 2004.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O poder do silêncio



Bom hoje vou começar a postagem com um texto que li:

Melindres

Não permita que susceptibilidades lhe conturbem o coração.
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muitas vezes, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência
ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
Quem reclama agrava as dificuldades.
Não cultive ressentimentos.
Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
Não se aborreça, coopere.
Quem vive de se ferir acaba na condição de espinheiro.

Francisco Cândido Xavier

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Acredito que esse texto do Chico Xavier entrou em plena sintonia com o texto que gostaria de escrever.
Você já percebeu a imensa dificuldade que temos em estar e até mesmo ficar em silêncio?
Quanto tempo você conseguiria ficar em silêncio?
Qual o motivo de grande parte das pessoas teimar em falar mais do que ouvir, sendo que temos uma boca e dois ouvidos?
É um fato que grande parte das pessoas sabe ouvir muito bem, porém escutar exige um esforço, consciência, paciência e respeito muito maior e claro, mais difícil, mas o principal ponto do saber  escutar é primeiramente saber nos escutar.
Está ai um grande desafio! Silenciar-se e tentar perceber aquilo que está a sua volta, ou ainda mais difícil, poder perceber aquilo que está dentro de você.
Vivemos em um mundo excessivamente corrido, cheio de funções, em um instante acordamos e no outro já estamos prontos para dormir, logo que levantamos é segunda e em um piscar de olhos já estamos no domingo no final da noite....Nas ruas, pessoas, vozes, carros, gritos, aprece nem existir espaço para o som dos nossos pensamentos!
Como conseguir valorizar e prestar atenção no silêncio?
Não sei se tenho essa resposta, tão prática e direta, mas tenho certeza de que o silêncio é muito importante para crescermos e amadurecermos, alias assim como tudo aquilo que é difícil de alcançar na vida, nos proporciona uma evolução muito maior.
Meu caro incomodado, se você ainda não consegue se escutar pratique tenha esse tempo para você mesmo, nem que seja um pouquinho antes de dormir, permita-se, dessa foram você passará de um "ouvidor" para um "escutador", quem sabe seu grupo de amizades será mais significativo e sincero, você poderá se sentir melhor e mais completo, até mesmo poderá melhorar sua qualidade de vida!
Talvez seja uma boa ideia não?!
Talvez uma próxima postagem possa ser a reflexão de um momento de silêncio...

Fica um vídeo com algumas questões interessantes sobre esse mesmo tema:


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Amizade de onde vem esse negócio?




Olá incomodados, acredito que a parte mais dificíl de um texto é sempre o começo, talvez alguns possam dizer que seja o desenvolvimento ou achar uma final emocionante, mas pode acreditar que não existe nada mais deficíl do que começar um texto, mas não qualquer texto, mas aquele que você diz: "esse eu vou ler até o final.
Bom, vou parar de enrolar e dizer que no texto de hoje gostaria de falar sobre amizade.
De acordo com nosso amigo Wikipédia - Amizade (do latin amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego).  Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo.
Quem me conhece sabe o quanto é importante uma amizade de verdade para mim, mas como definir uma amizade de verdade? Quando você realmente tem certeza que aquela pessoa é ou será seu verdadeiro amigo? Quanto tempo é necessário para uma amizade de verdade?
Acredito que asssim como muitas outras coisas em nossas vidas, não temos certeza de quando uma verdadeira amizade aparece, nós apenas sentimos , amizade surge como algo que não temos o controle, "o santo bate", "as histórias são parecidas", "os trilhos cruzam-se", simplesmente surge o momento de você achar aquela pessoa que realemente fará parte durante um bom tempo e compartilhará bons e maus histórias de vida.
É fato que aquela história da vovó, de que toda boa relação começa com uma amizade realmente verdadeira e essa tal verdade na amizade você descobre que ela existe quando,  percebe que sempre é bom ouvir o conselho daquela pessoa, que qualquer coisa de bom, ou de ruim que acontece, você quer falar com aquela pessoa, quer sua opinião, amizade verdadeira é traduzida por uma sinceridade extrema, ou simplesmente porque naquela terça feira no meio de uma aula você lembra da pessoa e decide mandar uma mensagem, dar um alo, ou um sinal de que você está vivo.
Quando falo desse assunto sempre lembro um princípio básico da minha educação, nós sempre teremos muitos colegas, porém poucos amigos e isso é mais verdade ainda do que a "história da vovó" e além de termos poucos, muitas vezes nos enganamos com algumas amizades.
É verdade, nem tudo pode ser perfeito sempre, assim como em muitas outras coisas em nossa vida, a amizade também pode ser fonte de frustração, por isso preste bem atenção naquela sua "voz" interior que diz se realmente essa amizade é sincera!
Qual o motivo de ter escrito sobre isso? Talvez por saudade de alguns amigos? Talvez feliz com conquistar novas amizades? Talvez por sentir-me feliz com as amizades que tenho? Ou simplesmente por valorizar esse sentimento de amizade, talvez um dos mais importantes que consegue humanizar mais o dito "ser humano", mas o tema humano fica para a próxima!
A dica é: vai dar uma "ligadinha" para o seu amigo?!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quedas, direções, caminhos...



Particularmente não tenho um motivo exato para estar aqui hoje, acho que quem escreve, ou gosta disso, pode me entender. Muitas vezes queremos, estamos com vontade, porém não vem, não que não tenha nada para ser dito, porém por ter tantos assuntos talvez não tenha certeza de qual direção seguir.
Aliás seguir uma direção torna-se muito complexo ao longo de nossas vidas. Estamos sempre tomando decisões e escolhendo caminhos e quais seriam as melhores direções a serem tomadas.
Essa ideia de caminhos para serem tomados poderiam ser interpretados com a letra de uma música do Lobão, "A Queda":

Quantos sonhos em sonhos acordo aterrado
A terrores noturnos minha alma se leva
É um insight soturno é o futuro passando
Na velocidade terrível da queda
Na velocidade terrível da queda
Ante o colapso final a vertigem
próximo ao chão a penúltima descoberta
Que a lógica violenta das cores tinge
A velocidade terrível da queda
A velocidade terrível da queda
Como cair do céu é tão simples
Queda que a tudo e a todos transtorna
Ah! as bombas, a chuva, os anjos e seus loucos
O mundo todo na velocidade terrível da queda
O mundo todo na velocidade terrível da queda
Resvalando em abismos um pôr do sol furioso
Que a sensação de perda ao ver exagera
É o desespero vermelho de um apocalipse luminoso
Ejaculado da velocidade terrível da queda
Ejaculado da velocidade terrível da queda
Diante do medo um sorriso aeróbico
Nas bochechas a câimbra de uma alegria incompleta
Nada como um sorriso burro e paranóico
Para não perceber a velocidade terrível da queda
Para não perceber a velocidade terrível da queda




As quedas (as novas direções) só podem ser entendidas no momento em que conseguimos obter as clarezas que nos levam para está direção e nesse instante que compreendemos (ou pelo menos temos um horizonte) dos rumos de nossa vida.
É neste instante, principalmente nesta data, que não posso deixar de lembrar do falecimento do meu pai, ainda não tenho explicações para o acontecimento, mas acredito que nossa vida é uma sucessão de quedas e através delas que aprendemos e amadurecemos nela. São os momentos autorizados para que possamos evoluir criar novas espectativas e outras perspectivas.
Dessa forma aparecem as direções e podemos escolher os caminhos.
Vale aqui uma citação de Jean - Jacque Rousseau em "Emílio ou Da Educação", "viver não é respirar é agir...o homem que mais viveu não é o que contou maior número de anos, mas aquele que mais sentiu a vida." (ROUSSEAU, 2004, p. 16).
Sinta a sua vida, independente se ela trazer dor ou alegria, sinta as quedas, perceba "Como cair do céu é tão simples" lembre-se que próximo ao chão existe a penúltima descoberta e aprenda que essas quedas tem objetivos e não deixe de agir perante a vida, estimule-se a refletir...pensar...criticar...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Planejar ou não planejar, eis a questão!


Qual o motivo para nos planejarmos para tudo sempre?
Você já parou para pensar quanto tempo demoramos pensando em planejar nossos próximos passos, em planejar onde queremos chegar e o que vamos fazer... programando os passos, como, onde, com quem de que forma estaremos daqui 5, 10, 15, 20 anos?
Não acho errado sonharmos, ter leves pinceladas sobre como será nosso futuro, mas planejarmos e criarmos expectativas sobre isso, pelo menos ao meu ver, não é nada saudável, ou pior, pode ser extremamente frustrante.
Vamos refletir... Se você planejar algo e isso der certo, ótimo, maravilhoso! Se você planejar e não der certo, surge uma enorme desgosto, sentimento horrível que demorará um bom tempo para ser superado.
Agora vamos ao outro lado, você não planejou nada, apenas tem algumas ideias de como possa ser e de e repente isso acontece, perfeito, você ficará feliz, agora por algum motivo essa idea não concretiza, você também não terá problemas, pois você não criou nenhum "mundo" envolta daquela possibilidade.
Claro que aqui não quero que você incomodado leitor decida mudar suas percepções perante a vida, afinal a vida é sua, só estou colocando a forma que prefiro viver, que por sinal pode ser alvo de diversas criticas.
Com certeza muitos irão pensar que isso é um pouco extremista demais, mas é claro que existe uma dose de
bom senso e para algumas coisas vale um planejamento.
Acredito que essa ideia de levar a vida dessa forma, "desplanejada" caminha paralelamente com o propósito de vida que temos, aliás você tem um propósito para viver? Já parou para pensar o motivo de você estar vivo? O motivo pelo qual você levanta todos os dias e começa um novo dia?
Talvez essas questões possam ajudar a você entender um pouco mais se deve ou não perder tempo planejando diversas coisas para no final ter diversas frustrações com planejamentos inconcretos.
Acredito que vale muito mais viver o hoje, pensar no hoje, ficar bem consigo mesmo, aproveitar o que você tem e está sentindo hoje, para que o amanhã possa apenas ser uma boa continuação dessa sua atitude de hoje.
É bem clichê mas vale a pena lembra o ideia do Carpe Diem (utilizando a fonte wikipédia: Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro. Mais informações aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carpe_diem), evite gastar tempo com coisas inúteis, não tenha medo do futuro e para mim (mais uma vez coloco que essa é uma opinião minha e concordo que ele não deve ser levada ao extremo) planejar é um bom começo para isso dar certo.
Acredito que outras coisas mereça mais atenção e maior gasto de energia do que pensar em planejamentos de possibilidades incertas. Como diria Lobão em A Vida é Doce - " A vida é doce, depressa demais..." prefiro não perder meu tempo com planos sem concretudes!
Fica pra fechar a música citada:


Ps: Acredito que a próxima postagem seja realcionada a esse cara de cima! Lobão!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Clínica de Rua, vamos tentar?



Olá incomodados... para darmos continuidade a "Clínica de Rua", vou escrever uma experiência que aconteceu a algum tempo, mas apesar do tempo ela ainda é bem real!!!
Era um dia de sol escaldante, ao invés de praia, era necessário procurar apartamento e foi em meio dessa incessante busca que decidi tomar em gelado caldo de cana.
Logo que pedi meu caldo percebi que o senhor que atendia seria um ótimo participante da CR.
Logicamente comecei o papo da forma mais comum de começar qualquer interação com alguém que você nunca viu na vida, ou seja, comentando sobre o tempo.
Seu Lauro (o tio do caldo de cana) aparentava ser uma pessoa bem simples de bom coração e muita experiência de vida. Quando pensei em começar um papo, outros fregueses chegaram e eu decidi sair.
Visitei mais alguns apartamentos, mas algo me dizia que deveria voltar para falar com aquele bom senhor, segui minha intuição.
Ao voltar já tinha o assunto perfeito, disse que com tanto calor precisava de mais um pouco do melhor caldo de cana da região, juntei o útil ao agradável, ao mesmo tempo em que fiz um elogio fidedigno para um simpático senhor, também acabava de conquistar sua confiança, daquele que já me chamava de freguês, com direito a um belo “chorinho” daquele caldo.
Começando a conversar sobre o movimento, as pessoas que passavam a procura por um apartamento, Seu Lauro ficou tão animado que já estava querendo que eu virasse seu visinho e ate me mostrou um apartamento para alugar que era ao lado de sua barraca.
A CR começou a funcionar quando, não sei bem o porquê, mas o assunto foi sobre família. Nesse momento o tom de desabafo do bom Lauro foi nítido.
Ele comentava sobre a desvalorização dos netos para com os avós atualmente. Comecei nesse momento a lembrar de como e quanto vivi com meu avô. Quantas voltas dei com minha avó, quantas vezes dormi na casa deles e sempre foi tudo muito bom, por isso não entendia o ponto de vista de Lauro, mas aos poucos as coisas tornaram-se claras.
Aquele sábio homem começou a falar com palavras praticamente proféticas, dizendo que os netos não valorizam a casa dos avós, pois muitas vezes não tem o computador que ele tem em casa, não tem o vídeo game de ultima geração e mesmo que ele leve o dele a televisão não será das melhores, o carro do vovô não é dos mais modernos e sua casa muito menos e que dessa forma os avós não eram mais um grande atrativo para os netos.
Apesar dos argumentos ainda não queria acreditar, mas é fato hoje que os bons velhinhos não são vistos como pelo menos a minha geração via.
Seu Lauro com a CR me ajudou em primeiro lugar, quebrar o meu paradigma de que a forma que os netos de hoje se relacionam com os avós seja a mesma forma que há alguns anos atrás e em segundo lugar, confirmar meu ponto de vista de que o mundo “virtualizado”, capitalizado e consumista, está realmente nos domando, o Ser mais uma vez está perdendo para o Ter.
O que acha de ir para a casa da vovó e do vovô agora? Ou levar seus filhos para lá? Ou pelo menos uma “ligadinha”?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Clinica de Rua - tornando os dias melhores



Sempre me perguntei: Onde vamos parar com esse mundo totalmente informatizado? Orkut´s, MSN, Blog´s, fotolog´s, emails, celulares, computadores, todos no plural, pois não é raro ter mais do que um deles! Claro, todos têm suas devidas vantagens, mas e o Ser Humano? A relação humana? O olho no olho?
Comecei dessa forma a “detectar” um problema (que fique claro que não sou contra esses meios de comunicação, se não você nem estaria lendo esse texto, apenas acredito que não podemos perder sentidos divinos que recebemos em nossa criação) como sempre fui um caçador de respostas para as perguntas e de soluções para problemas, que nós mesmos criamos decidi dar um nome para algo que sempre pratiquei, “Clínica de Rua”.
Basicamente esse método natural de tratamento e auto-tratamento, tem como objetivos, cura, interação, interagência, crescimento espiritual e pessoal – realmente é um método revolucionário que pode trabalhar dessas e outras diversas forma dependendo de como será aplicada. Ele tem por base tratar uma pessoa desconhecida de uma forma completamente atenciosa e desprovida de interesses.
A pessoa desconhecida pode ser qualquer um, por exemplo, o porteiro, o dono do caldo de cana, a faxineira, aquele camarada que arruma as cadeiras na praia, o mendigo, o ambulante, enfim qualquer pessoa que você encontrar.
Como objetivo secundário o método trará uma informação do tipo: “nossa ninguém nunca falou comigo assim antes...” para a pessoa “estranha”, que nesse momento já não será muito mais “estranha”.
Lembrando que você não deve aplicar a “Clinica de Rua” contra sua vontade, ou sobre pressão, ou de forma que a pessoa “estranha” saiba que está sendo uma “vitima” desse revolucionário método, mas ele pode ser feito em grupo, ou seja, duas ou mais pessoas falando com um mesmo alvo.
Uma ramificação da CR é a “RNP” ou “Respostas não Prontas” que funcionam da seguinte forma: partindo do principio que você leitor é uma pessoa educada que fala “Obrigado” procure completar essa fala, por exemplo, se estiver em uma lanchonete, já está devidamente alimentado, na hora de sair diga, além do “Obrigado”, “Bom dia e bom trabalho”, ou então procure dizer mais uma vez “Bom dia”, ou “Boa tarde”, pode ter certeza que você não perderá um pedaço, nem irá doer nada e ainda existe o risco da pessoa que ouviu passar essa informação adiante, dessa forma seu trabalho será mais do que completo.
Um detalhe do método é sempre procurar aplica-lo olhando nos olhos, pois eles mostram a real sinceridade da frase dita.
Bom, espero que gostem e pratiquem podem ter certeza que será uma experiência no mínimo diferente.
No próximo artigo darei uma prova pratica desse método.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Crianças a Alma do Negócio - A sociedade do consumismo, onde vamos parar?

Olá incomodados leitores gostaria de escrever hoje sobre a realidade de nossa atual sociedade que está relacionada com a competitividade.
Ora, é fato que vocês já viram, viveram, ou presenciaram uma cena de competitividade. Nascemos competindo, afinal de contas grande parte de nós não estamos tão afim de sair do útero de nossas mamães, um lugar tão quentinho, onde temos o alimento que precisamos sem fazer a menor força. Claro que existem alguns "apressadinhos" que querem sair antes da hora, mas na grande maioria temos que competir para continuar lá dentro enquanto alguém tenta nos tirar.
Decidi entrar nessa questão após assistir ao filme "Criança a alma do negócio" na aula de Educação e Infância II. O vídeo mostra a forma que as crianças estão vivenciando ou não o processo da infância.
O ponto principal da discussão é: de que forma podemos controlar, ou pelo menos conter o excesso de informações e propagandas que bombardeiam nossos filhos, sobrinhos, que nos bombardeia, que muitas vezes provocam problemas graves de saúde, transformam aquilo que deverá ser um prazer muitas vezes em um terror? Como conseguir conter o consumo desenfreado de homens, mulheres e principalmente crianças?
Tudo bem... Fui rápido demais, vamos por partes.
Alguém já viu essa propagando?



Hoje o celular está perdendo sua principal função que seria aproximar as pessoas, principalmente ao pensarmos nas crianças, pois como ela irá se sentir ao chegar na escola com seus 8, 9 anos e o seu "amiguinho" tirar sarro, pois aquele celular é ultrapassado, sem graça? O celular passa ser fonte de competição e não de aproximação, como o próprio vídeo ressalta.
O que dizer das roupas, sapatos, sandálias?
As crianças mal sabem dos valores das coisas, mas elas já querem todas as roupas e das melhores marcar, elas estão preferindo muito mais esses acessórios do que os brinquedo e jogos (claro que aqui não estou contemplando os jogos de vídeo game que são sim uma unanimidade).
E as maquiagens?
Meninas cada vez mais cedo tornando-se adultas. Será que isso tem alguma ligação com a gravidez precoce? Com cada vez mais casos de pedofilia sendo descobertos? Com a prostituição infantil tão em alta?
Já que entramos na questão sexual, vamos pensar na comida (sem maldades...)


No filme "Criança a alma do negócio" mostra que grande parte das crianças não tem ideia dos nomes de frutas e verduras, porém se mostrar um salgadinho, lanche ou lata de refrigerante, mesmo sem saber ler ela saberá qual é o nome.
Uma das pesquisas apresentadas é de que as crianças passam em torno de 4 horas e 50 minutos na frente da televisão. Será que isso tem alguma relação com essa sociedade tão consumista que estamos vivendo?
Qual é a sociedade que queremos? Quais são as crianças estarão no futuro? O que vocês acham de levar essa discussão para outros lugares? Casa, sala de aula, trabalho. O que você acha de começar a repensar, ou pelo menos pensar duas vezes antes de alimentar essa indústria do consumismo? Talvez possamos pelo menos salvar nossas crianças desse tsunami do consumismo!
Pensem... Reflita... Questione...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Historiografia - Passado / Presente / Futuro





Olá incomodados leitores... Bom... decidi que hoje vou começar a chamar vocês de incomodados, afinal, se o blog chama "Comodidade da Humanidade" e você estão aqui, significa que vocês são incomodados de alguma forma com alguma coisa e chegam até aqui para "beber" de algum conhecimento, ou simplesmente ler algo diferente, ou não, mas o fato é que você não estão tão acomodados. Mas vamos aquilo que interessa.
Hoje continuo articulando aula com texto. Mais uma vez na aula de História da Educação, fiz uma construção e acredito ser interessante de compartilhar com vocês!
A professora Maria de Fatima Sabino Dias estava trabalhando o termo "historiografia" e como a própria palavra diz, é a escrita da história, feita pelo historiador.
Quando pensamos em história acabamos nos direcionando ao passado, mas qual o motivo que nos leva a pensar no passado?
Devemos conhecer o passado por alguns motivos...Entre eles, conhecer os erros e não repetir nenhum deles, ou para compreendermos melhor o presente vivido.
Atualmente temos uma visão desarticulada dos fatos, muito relacionado com o imediatismo que vivemos, não sabemos construir ideias e reformular pensamentos, não conseguimos exercer a pratica da reflexão, o pensamento crítico, pois isso nos tempos atuais necessita de uma certa "força"! Vivemos o imediatismo sem nos dar conta de que nosso tempo historicamente está afetado.
temos um olhar desarticulado com relação a sociedade e com aquilo que vivemos. Caminhamos sem ter consciência daquilo que está a nossa volta, empurramos tudo com a "barriga" como se não estivessemos de certa forma ligados uns aos outros, deixamos de pensar um pouco mais no outro, pois achamos que o outro não nos interessa.
Ao viver nesse imediatismo acabamos deixando de lado algumas coisas simples, por exemplo, qual valor é dado para as histórias contadas pelos nossa vó ou vô?
Será qie damos o verdadeiro valor do processo histórico que vivemos? 
Vamos colocar isso na prática. Se hoje você tem saudades de alguém, quais são as formas de matá-la? Telefone, msg no celular, falar pela webcam, email, pegar um carro, avião, onibus para visitar essa pessoa?!
Percebem a velocidade desse processo, perceberam como isso evoluiu??? Imagina quanto tempo demorávamos para "matar uma saudade" no passado não muito distante!
No passado você deveria viajar dias caminhando ou com seu cavalinho ou talvez na melhor das hipóteses enviaria uma carta. Nesse momento percebemos o quanto precisamos nos tornar conscientes dessa evolução, dessa forma conseguimos valorizar muito mais nossa realidade, nosso presente, mas isso acontece apenas depois do momento em que conhecemos nosso passado.
No momento em que estamos conscientes do processo presente, o qual só acontece quando conseguimos ter conhecimento de nosso passado, poderemos ter uma repercussão positiva do futuro.
Consciência do presente, conhecer o passado para talvez contribuir e termos uma sociedade mais reflexiva e consciente no futuro.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

“Ninguém está preparado para perder uma parte de si”



Bom pessoal sinto-me em uma fase muito produtiva... Ideias aos montes, muitas vezes não estou com tempo de colocá-las no papel, mas estou tentando unir aulas com textos e possíveis temas para os textos, o famoso unir o útil ao agradável.
Recebi de minha mãe, em um email, um texto do Daniel Piza (http://www.danielpiza.com.br ), ele também é colunista no jornal Estadão de São Paulo. Nesse texto que recebi, Daniel comenta sobre sua mãe e a forma que ela lido com a hepatite C, mas o que me chamou muito a atenção no texto foi a frase: “Ninguém está preparado para perder uma parte de si”.
Acredito que quando falamos em perdas o assunto sempre é muito interessante e ao mesmo tempo misterioso, uma vez que perder, principalmente na sociedade atual é algo bem complicado, agora “perder uma parte de si” acredito que todos encarem isso como algo mais complexo ainda.
Quando pensamos esse contexto é inevitável não pensarmos na morte, mas nosso erro é ter medo de pensar na morte e pensar na morte apenas como o fim da vida.
Deixamos de nos atentar para as diversas mortes que temos ao longo da vida e acabamos nos distraindo e perdemos a oportunidade de amadurecer e compreender que perder ou morrer faz parte do nosso dia a dia.
Claro que não podemos generalizar a questão e achar que se aceitarmos as pequenas perdas ao longo da vida estaremos preparados para morrer, ou para aceitar a morte de um ente querido, a revolta e o luto fazem parte desse processo de perda e são necessários, prova disso é a existência da Tanatologia área que estuda as questões relacionadas com a morte, Tanathos – o deus da morte e Logia – ciência.
Mesmo com estudo e consciência de que as perdas fazem parte da vida, realmente, “Ninguém está preparado para perder uma parte de si”.
Tão difícil quanto perder parte de si é consolar ou de certa forma tentar ajudar alguém que passou por uma perda desse tipo, ainda mais quando é algo repentino e não um processo como uma doença longa.
A pouco tempo um amigo perdeu um tio, talvez não fosse a pessoa mais próxima em sua vida, porém era parte dele, de certa forma estava inserido em sua construção de vida, a morte foi algo repentino, ninguém da família estava preparado e é nesse momento que você pode perceber que não estamos preparados para fatos como esse na vida, tanto para vivenciar quanto para apoiar. Por mais que você já tenha passado por uma situação similar, com a perda de alguém muito próximo, você nunca conseguirá consolar uma pessoa, talvez possa proporcionar um alivio de alguma forma, mas você nunca sentirá da mesma forma que aquela pessoa sente, cada um sabe o tamanho de seu sofrimento, de sua dor.
O fato é:  viva para ganhar, mas saiba que morrer e perder fará parte desse processo e mesmo assim, por mais que você esteja consciente disso, por mais que você possa estudar Tanatologia, por mais que ao longo da vida você perca mais do que ganhe, mesmo assim você ainda não estará preparado 100% para enfrentar a dor de perder, porque “Ninguém está preparado para perder uma parte de si”.
Como diria Marcelo Camelo na música “O vencedor” “Eu que já não sou assim / Muito de ganhar / Junto às mãos ao meu redor / Faço o melhor que sou capaz / Só pra viver em paz”.



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O tempo e a história - qual nossa relação com isso?



Olá pessoal hoje gostaria de realizar algumas reflexões baseadas na aula de História da Educação.
A aula foi baseada em duas questões principais:
1 – Como me relacionou com o tempo?
2 – Qual o significado da história?
Primeiramente devo dizer que o Professor Dr. Carlos Eduardo dos Reis exerce com muito prazer a arte de ministrar aulas, empolgado, com ótimo senso de humor e super ativo o que torna a aula bem mais dinâmica e envolvente.
Antes de apreciar os marcos da aula gostaria de refletir aqui algumas várias músicas que trabalham o tema do tempo:
“o tempo não para...” “tempo, tempo, tempo, mano velho...” “temos nosso próprio tempo...” E muitas outras músicas que trabalham a ideia de tempo.
A discussão começou com o ponderamento de que o tempo é a medida de todas as coisas, é determinante da vida, somos regulados pelo tempo, utilizamos o tempo para acordar, comer, passear, trabalhar, namorar, viajar, mas que tempo seria esse?
Como diria Edward Palmer Thompson http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Palmer_Thompson  a percepção e apreensão do tempo não são sentidos de forma natural, mas através da cultura, ou seja o tempo não é algo natural, nas sim está ligado a cultura de cada lugar.
Tudo é relacionado por uma ação temporal, porém hoje somos imbuídos pela ideia de que a tecnologia nos domina e não o contrário, todas as informações eram difíceis de serem acessadas, existia um ritual para podermos chegar ao conhecimento e hoje tudo é muito mais rápido. A partir desse momento o tempo torna-se totalmente alterado.
Dependendo da sociedade que estivermos trabalhando teremos diferentes tempos, os judeus, chineses, indianos, cristãos, assim os marcos históricos serão diferentes dependendo da cultura. O tempo torna-se uma construção histórica e datada.
A experiência determina outro tempo, por exemplo (pensando no ideia da aula), a pesca da tainha (pensando aqui no espaço cultural em que eu me encontro). Nenhum pescador sabe o horário que a tainha irá aparecer, mas ele sabe que dependendo da época do ano, do vento, da lua, será o momento da tainha chegar! Isso é determinado pela experiência e principalmente do tempo da natureza.
No momento em que tentamos nos alinhar ao tempo do relógio ou determinar algumas ações naturais nesse tempo, podemos nos estressar.
O desenvolvimento da nossa história de vida faz parte de um ciclo social, alguns fatos são relacionados com fenômenos culturais de massa, como novelas, mortes violentas, atentados, casos políticos muito comentados, fatos históricos, sempre relacionado com um tempo especifico.
Alguns desses fatos podem mudar radicalmente a vida das pessoas como exemplo, o plano real, que muitos começaram a planejar suas vidas, a inflação não era mais de 85% ou o 11 de setembro, quando a vigilância fica muito mais rigorosa no mundo inteiro e nesse momento a história influenciará no tempo das pessoas, na forma como elas agem, programam-se, na forma como elas permitem-se viver.
Acredito que quando paramos para pensar no tempo e o quanto ele está nos movendo, ou o quanto nós somos movidos por ele, podemos perceber que o tempo e a cultura transforma nossa história, mas é muito importante termos consciência de que apesar de não vivermos 100% o tempo da natureza, nós estamos inseridos nele e devemos respeitá-lo, pois ao permitir essa vivencia estaremos nos preservando, respeitando a história e melhorando nossa saúde! A revolução de hoje seria pararmos o tempo!
Gostaria de lembrar que grande parte dessa discussão e construção vem das palavras do professor Carlos de História e Educação.