terça-feira, 27 de setembro de 2011

O poder do silêncio



Bom hoje vou começar a postagem com um texto que li:

Melindres

Não permita que susceptibilidades lhe conturbem o coração.
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muitas vezes, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência
ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
Quem reclama agrava as dificuldades.
Não cultive ressentimentos.
Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
Não se aborreça, coopere.
Quem vive de se ferir acaba na condição de espinheiro.

Francisco Cândido Xavier

Silêncio.............................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
.........................................................................................................................
Acredito que esse texto do Chico Xavier entrou em plena sintonia com o texto que gostaria de escrever.
Você já percebeu a imensa dificuldade que temos em estar e até mesmo ficar em silêncio?
Quanto tempo você conseguiria ficar em silêncio?
Qual o motivo de grande parte das pessoas teimar em falar mais do que ouvir, sendo que temos uma boca e dois ouvidos?
É um fato que grande parte das pessoas sabe ouvir muito bem, porém escutar exige um esforço, consciência, paciência e respeito muito maior e claro, mais difícil, mas o principal ponto do saber  escutar é primeiramente saber nos escutar.
Está ai um grande desafio! Silenciar-se e tentar perceber aquilo que está a sua volta, ou ainda mais difícil, poder perceber aquilo que está dentro de você.
Vivemos em um mundo excessivamente corrido, cheio de funções, em um instante acordamos e no outro já estamos prontos para dormir, logo que levantamos é segunda e em um piscar de olhos já estamos no domingo no final da noite....Nas ruas, pessoas, vozes, carros, gritos, aprece nem existir espaço para o som dos nossos pensamentos!
Como conseguir valorizar e prestar atenção no silêncio?
Não sei se tenho essa resposta, tão prática e direta, mas tenho certeza de que o silêncio é muito importante para crescermos e amadurecermos, alias assim como tudo aquilo que é difícil de alcançar na vida, nos proporciona uma evolução muito maior.
Meu caro incomodado, se você ainda não consegue se escutar pratique tenha esse tempo para você mesmo, nem que seja um pouquinho antes de dormir, permita-se, dessa foram você passará de um "ouvidor" para um "escutador", quem sabe seu grupo de amizades será mais significativo e sincero, você poderá se sentir melhor e mais completo, até mesmo poderá melhorar sua qualidade de vida!
Talvez seja uma boa ideia não?!
Talvez uma próxima postagem possa ser a reflexão de um momento de silêncio...

Fica um vídeo com algumas questões interessantes sobre esse mesmo tema:


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Amizade de onde vem esse negócio?




Olá incomodados, acredito que a parte mais dificíl de um texto é sempre o começo, talvez alguns possam dizer que seja o desenvolvimento ou achar uma final emocionante, mas pode acreditar que não existe nada mais deficíl do que começar um texto, mas não qualquer texto, mas aquele que você diz: "esse eu vou ler até o final.
Bom, vou parar de enrolar e dizer que no texto de hoje gostaria de falar sobre amizade.
De acordo com nosso amigo Wikipédia - Amizade (do latin amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego).  Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo.
Quem me conhece sabe o quanto é importante uma amizade de verdade para mim, mas como definir uma amizade de verdade? Quando você realmente tem certeza que aquela pessoa é ou será seu verdadeiro amigo? Quanto tempo é necessário para uma amizade de verdade?
Acredito que asssim como muitas outras coisas em nossas vidas, não temos certeza de quando uma verdadeira amizade aparece, nós apenas sentimos , amizade surge como algo que não temos o controle, "o santo bate", "as histórias são parecidas", "os trilhos cruzam-se", simplesmente surge o momento de você achar aquela pessoa que realemente fará parte durante um bom tempo e compartilhará bons e maus histórias de vida.
É fato que aquela história da vovó, de que toda boa relação começa com uma amizade realmente verdadeira e essa tal verdade na amizade você descobre que ela existe quando,  percebe que sempre é bom ouvir o conselho daquela pessoa, que qualquer coisa de bom, ou de ruim que acontece, você quer falar com aquela pessoa, quer sua opinião, amizade verdadeira é traduzida por uma sinceridade extrema, ou simplesmente porque naquela terça feira no meio de uma aula você lembra da pessoa e decide mandar uma mensagem, dar um alo, ou um sinal de que você está vivo.
Quando falo desse assunto sempre lembro um princípio básico da minha educação, nós sempre teremos muitos colegas, porém poucos amigos e isso é mais verdade ainda do que a "história da vovó" e além de termos poucos, muitas vezes nos enganamos com algumas amizades.
É verdade, nem tudo pode ser perfeito sempre, assim como em muitas outras coisas em nossa vida, a amizade também pode ser fonte de frustração, por isso preste bem atenção naquela sua "voz" interior que diz se realmente essa amizade é sincera!
Qual o motivo de ter escrito sobre isso? Talvez por saudade de alguns amigos? Talvez feliz com conquistar novas amizades? Talvez por sentir-me feliz com as amizades que tenho? Ou simplesmente por valorizar esse sentimento de amizade, talvez um dos mais importantes que consegue humanizar mais o dito "ser humano", mas o tema humano fica para a próxima!
A dica é: vai dar uma "ligadinha" para o seu amigo?!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quedas, direções, caminhos...



Particularmente não tenho um motivo exato para estar aqui hoje, acho que quem escreve, ou gosta disso, pode me entender. Muitas vezes queremos, estamos com vontade, porém não vem, não que não tenha nada para ser dito, porém por ter tantos assuntos talvez não tenha certeza de qual direção seguir.
Aliás seguir uma direção torna-se muito complexo ao longo de nossas vidas. Estamos sempre tomando decisões e escolhendo caminhos e quais seriam as melhores direções a serem tomadas.
Essa ideia de caminhos para serem tomados poderiam ser interpretados com a letra de uma música do Lobão, "A Queda":

Quantos sonhos em sonhos acordo aterrado
A terrores noturnos minha alma se leva
É um insight soturno é o futuro passando
Na velocidade terrível da queda
Na velocidade terrível da queda
Ante o colapso final a vertigem
próximo ao chão a penúltima descoberta
Que a lógica violenta das cores tinge
A velocidade terrível da queda
A velocidade terrível da queda
Como cair do céu é tão simples
Queda que a tudo e a todos transtorna
Ah! as bombas, a chuva, os anjos e seus loucos
O mundo todo na velocidade terrível da queda
O mundo todo na velocidade terrível da queda
Resvalando em abismos um pôr do sol furioso
Que a sensação de perda ao ver exagera
É o desespero vermelho de um apocalipse luminoso
Ejaculado da velocidade terrível da queda
Ejaculado da velocidade terrível da queda
Diante do medo um sorriso aeróbico
Nas bochechas a câimbra de uma alegria incompleta
Nada como um sorriso burro e paranóico
Para não perceber a velocidade terrível da queda
Para não perceber a velocidade terrível da queda




As quedas (as novas direções) só podem ser entendidas no momento em que conseguimos obter as clarezas que nos levam para está direção e nesse instante que compreendemos (ou pelo menos temos um horizonte) dos rumos de nossa vida.
É neste instante, principalmente nesta data, que não posso deixar de lembrar do falecimento do meu pai, ainda não tenho explicações para o acontecimento, mas acredito que nossa vida é uma sucessão de quedas e através delas que aprendemos e amadurecemos nela. São os momentos autorizados para que possamos evoluir criar novas espectativas e outras perspectivas.
Dessa forma aparecem as direções e podemos escolher os caminhos.
Vale aqui uma citação de Jean - Jacque Rousseau em "Emílio ou Da Educação", "viver não é respirar é agir...o homem que mais viveu não é o que contou maior número de anos, mas aquele que mais sentiu a vida." (ROUSSEAU, 2004, p. 16).
Sinta a sua vida, independente se ela trazer dor ou alegria, sinta as quedas, perceba "Como cair do céu é tão simples" lembre-se que próximo ao chão existe a penúltima descoberta e aprenda que essas quedas tem objetivos e não deixe de agir perante a vida, estimule-se a refletir...pensar...criticar...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Planejar ou não planejar, eis a questão!


Qual o motivo para nos planejarmos para tudo sempre?
Você já parou para pensar quanto tempo demoramos pensando em planejar nossos próximos passos, em planejar onde queremos chegar e o que vamos fazer... programando os passos, como, onde, com quem de que forma estaremos daqui 5, 10, 15, 20 anos?
Não acho errado sonharmos, ter leves pinceladas sobre como será nosso futuro, mas planejarmos e criarmos expectativas sobre isso, pelo menos ao meu ver, não é nada saudável, ou pior, pode ser extremamente frustrante.
Vamos refletir... Se você planejar algo e isso der certo, ótimo, maravilhoso! Se você planejar e não der certo, surge uma enorme desgosto, sentimento horrível que demorará um bom tempo para ser superado.
Agora vamos ao outro lado, você não planejou nada, apenas tem algumas ideias de como possa ser e de e repente isso acontece, perfeito, você ficará feliz, agora por algum motivo essa idea não concretiza, você também não terá problemas, pois você não criou nenhum "mundo" envolta daquela possibilidade.
Claro que aqui não quero que você incomodado leitor decida mudar suas percepções perante a vida, afinal a vida é sua, só estou colocando a forma que prefiro viver, que por sinal pode ser alvo de diversas criticas.
Com certeza muitos irão pensar que isso é um pouco extremista demais, mas é claro que existe uma dose de
bom senso e para algumas coisas vale um planejamento.
Acredito que essa ideia de levar a vida dessa forma, "desplanejada" caminha paralelamente com o propósito de vida que temos, aliás você tem um propósito para viver? Já parou para pensar o motivo de você estar vivo? O motivo pelo qual você levanta todos os dias e começa um novo dia?
Talvez essas questões possam ajudar a você entender um pouco mais se deve ou não perder tempo planejando diversas coisas para no final ter diversas frustrações com planejamentos inconcretos.
Acredito que vale muito mais viver o hoje, pensar no hoje, ficar bem consigo mesmo, aproveitar o que você tem e está sentindo hoje, para que o amanhã possa apenas ser uma boa continuação dessa sua atitude de hoje.
É bem clichê mas vale a pena lembra o ideia do Carpe Diem (utilizando a fonte wikipédia: Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro. Mais informações aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carpe_diem), evite gastar tempo com coisas inúteis, não tenha medo do futuro e para mim (mais uma vez coloco que essa é uma opinião minha e concordo que ele não deve ser levada ao extremo) planejar é um bom começo para isso dar certo.
Acredito que outras coisas mereça mais atenção e maior gasto de energia do que pensar em planejamentos de possibilidades incertas. Como diria Lobão em A Vida é Doce - " A vida é doce, depressa demais..." prefiro não perder meu tempo com planos sem concretudes!
Fica pra fechar a música citada:


Ps: Acredito que a próxima postagem seja realcionada a esse cara de cima! Lobão!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Clínica de Rua, vamos tentar?



Olá incomodados... para darmos continuidade a "Clínica de Rua", vou escrever uma experiência que aconteceu a algum tempo, mas apesar do tempo ela ainda é bem real!!!
Era um dia de sol escaldante, ao invés de praia, era necessário procurar apartamento e foi em meio dessa incessante busca que decidi tomar em gelado caldo de cana.
Logo que pedi meu caldo percebi que o senhor que atendia seria um ótimo participante da CR.
Logicamente comecei o papo da forma mais comum de começar qualquer interação com alguém que você nunca viu na vida, ou seja, comentando sobre o tempo.
Seu Lauro (o tio do caldo de cana) aparentava ser uma pessoa bem simples de bom coração e muita experiência de vida. Quando pensei em começar um papo, outros fregueses chegaram e eu decidi sair.
Visitei mais alguns apartamentos, mas algo me dizia que deveria voltar para falar com aquele bom senhor, segui minha intuição.
Ao voltar já tinha o assunto perfeito, disse que com tanto calor precisava de mais um pouco do melhor caldo de cana da região, juntei o útil ao agradável, ao mesmo tempo em que fiz um elogio fidedigno para um simpático senhor, também acabava de conquistar sua confiança, daquele que já me chamava de freguês, com direito a um belo “chorinho” daquele caldo.
Começando a conversar sobre o movimento, as pessoas que passavam a procura por um apartamento, Seu Lauro ficou tão animado que já estava querendo que eu virasse seu visinho e ate me mostrou um apartamento para alugar que era ao lado de sua barraca.
A CR começou a funcionar quando, não sei bem o porquê, mas o assunto foi sobre família. Nesse momento o tom de desabafo do bom Lauro foi nítido.
Ele comentava sobre a desvalorização dos netos para com os avós atualmente. Comecei nesse momento a lembrar de como e quanto vivi com meu avô. Quantas voltas dei com minha avó, quantas vezes dormi na casa deles e sempre foi tudo muito bom, por isso não entendia o ponto de vista de Lauro, mas aos poucos as coisas tornaram-se claras.
Aquele sábio homem começou a falar com palavras praticamente proféticas, dizendo que os netos não valorizam a casa dos avós, pois muitas vezes não tem o computador que ele tem em casa, não tem o vídeo game de ultima geração e mesmo que ele leve o dele a televisão não será das melhores, o carro do vovô não é dos mais modernos e sua casa muito menos e que dessa forma os avós não eram mais um grande atrativo para os netos.
Apesar dos argumentos ainda não queria acreditar, mas é fato hoje que os bons velhinhos não são vistos como pelo menos a minha geração via.
Seu Lauro com a CR me ajudou em primeiro lugar, quebrar o meu paradigma de que a forma que os netos de hoje se relacionam com os avós seja a mesma forma que há alguns anos atrás e em segundo lugar, confirmar meu ponto de vista de que o mundo “virtualizado”, capitalizado e consumista, está realmente nos domando, o Ser mais uma vez está perdendo para o Ter.
O que acha de ir para a casa da vovó e do vovô agora? Ou levar seus filhos para lá? Ou pelo menos uma “ligadinha”?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Clinica de Rua - tornando os dias melhores



Sempre me perguntei: Onde vamos parar com esse mundo totalmente informatizado? Orkut´s, MSN, Blog´s, fotolog´s, emails, celulares, computadores, todos no plural, pois não é raro ter mais do que um deles! Claro, todos têm suas devidas vantagens, mas e o Ser Humano? A relação humana? O olho no olho?
Comecei dessa forma a “detectar” um problema (que fique claro que não sou contra esses meios de comunicação, se não você nem estaria lendo esse texto, apenas acredito que não podemos perder sentidos divinos que recebemos em nossa criação) como sempre fui um caçador de respostas para as perguntas e de soluções para problemas, que nós mesmos criamos decidi dar um nome para algo que sempre pratiquei, “Clínica de Rua”.
Basicamente esse método natural de tratamento e auto-tratamento, tem como objetivos, cura, interação, interagência, crescimento espiritual e pessoal – realmente é um método revolucionário que pode trabalhar dessas e outras diversas forma dependendo de como será aplicada. Ele tem por base tratar uma pessoa desconhecida de uma forma completamente atenciosa e desprovida de interesses.
A pessoa desconhecida pode ser qualquer um, por exemplo, o porteiro, o dono do caldo de cana, a faxineira, aquele camarada que arruma as cadeiras na praia, o mendigo, o ambulante, enfim qualquer pessoa que você encontrar.
Como objetivo secundário o método trará uma informação do tipo: “nossa ninguém nunca falou comigo assim antes...” para a pessoa “estranha”, que nesse momento já não será muito mais “estranha”.
Lembrando que você não deve aplicar a “Clinica de Rua” contra sua vontade, ou sobre pressão, ou de forma que a pessoa “estranha” saiba que está sendo uma “vitima” desse revolucionário método, mas ele pode ser feito em grupo, ou seja, duas ou mais pessoas falando com um mesmo alvo.
Uma ramificação da CR é a “RNP” ou “Respostas não Prontas” que funcionam da seguinte forma: partindo do principio que você leitor é uma pessoa educada que fala “Obrigado” procure completar essa fala, por exemplo, se estiver em uma lanchonete, já está devidamente alimentado, na hora de sair diga, além do “Obrigado”, “Bom dia e bom trabalho”, ou então procure dizer mais uma vez “Bom dia”, ou “Boa tarde”, pode ter certeza que você não perderá um pedaço, nem irá doer nada e ainda existe o risco da pessoa que ouviu passar essa informação adiante, dessa forma seu trabalho será mais do que completo.
Um detalhe do método é sempre procurar aplica-lo olhando nos olhos, pois eles mostram a real sinceridade da frase dita.
Bom, espero que gostem e pratiquem podem ter certeza que será uma experiência no mínimo diferente.
No próximo artigo darei uma prova pratica desse método.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Crianças a Alma do Negócio - A sociedade do consumismo, onde vamos parar?

Olá incomodados leitores gostaria de escrever hoje sobre a realidade de nossa atual sociedade que está relacionada com a competitividade.
Ora, é fato que vocês já viram, viveram, ou presenciaram uma cena de competitividade. Nascemos competindo, afinal de contas grande parte de nós não estamos tão afim de sair do útero de nossas mamães, um lugar tão quentinho, onde temos o alimento que precisamos sem fazer a menor força. Claro que existem alguns "apressadinhos" que querem sair antes da hora, mas na grande maioria temos que competir para continuar lá dentro enquanto alguém tenta nos tirar.
Decidi entrar nessa questão após assistir ao filme "Criança a alma do negócio" na aula de Educação e Infância II. O vídeo mostra a forma que as crianças estão vivenciando ou não o processo da infância.
O ponto principal da discussão é: de que forma podemos controlar, ou pelo menos conter o excesso de informações e propagandas que bombardeiam nossos filhos, sobrinhos, que nos bombardeia, que muitas vezes provocam problemas graves de saúde, transformam aquilo que deverá ser um prazer muitas vezes em um terror? Como conseguir conter o consumo desenfreado de homens, mulheres e principalmente crianças?
Tudo bem... Fui rápido demais, vamos por partes.
Alguém já viu essa propagando?



Hoje o celular está perdendo sua principal função que seria aproximar as pessoas, principalmente ao pensarmos nas crianças, pois como ela irá se sentir ao chegar na escola com seus 8, 9 anos e o seu "amiguinho" tirar sarro, pois aquele celular é ultrapassado, sem graça? O celular passa ser fonte de competição e não de aproximação, como o próprio vídeo ressalta.
O que dizer das roupas, sapatos, sandálias?
As crianças mal sabem dos valores das coisas, mas elas já querem todas as roupas e das melhores marcar, elas estão preferindo muito mais esses acessórios do que os brinquedo e jogos (claro que aqui não estou contemplando os jogos de vídeo game que são sim uma unanimidade).
E as maquiagens?
Meninas cada vez mais cedo tornando-se adultas. Será que isso tem alguma ligação com a gravidez precoce? Com cada vez mais casos de pedofilia sendo descobertos? Com a prostituição infantil tão em alta?
Já que entramos na questão sexual, vamos pensar na comida (sem maldades...)


No filme "Criança a alma do negócio" mostra que grande parte das crianças não tem ideia dos nomes de frutas e verduras, porém se mostrar um salgadinho, lanche ou lata de refrigerante, mesmo sem saber ler ela saberá qual é o nome.
Uma das pesquisas apresentadas é de que as crianças passam em torno de 4 horas e 50 minutos na frente da televisão. Será que isso tem alguma relação com essa sociedade tão consumista que estamos vivendo?
Qual é a sociedade que queremos? Quais são as crianças estarão no futuro? O que vocês acham de levar essa discussão para outros lugares? Casa, sala de aula, trabalho. O que você acha de começar a repensar, ou pelo menos pensar duas vezes antes de alimentar essa indústria do consumismo? Talvez possamos pelo menos salvar nossas crianças desse tsunami do consumismo!
Pensem... Reflita... Questione...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Historiografia - Passado / Presente / Futuro





Olá incomodados leitores... Bom... decidi que hoje vou começar a chamar vocês de incomodados, afinal, se o blog chama "Comodidade da Humanidade" e você estão aqui, significa que vocês são incomodados de alguma forma com alguma coisa e chegam até aqui para "beber" de algum conhecimento, ou simplesmente ler algo diferente, ou não, mas o fato é que você não estão tão acomodados. Mas vamos aquilo que interessa.
Hoje continuo articulando aula com texto. Mais uma vez na aula de História da Educação, fiz uma construção e acredito ser interessante de compartilhar com vocês!
A professora Maria de Fatima Sabino Dias estava trabalhando o termo "historiografia" e como a própria palavra diz, é a escrita da história, feita pelo historiador.
Quando pensamos em história acabamos nos direcionando ao passado, mas qual o motivo que nos leva a pensar no passado?
Devemos conhecer o passado por alguns motivos...Entre eles, conhecer os erros e não repetir nenhum deles, ou para compreendermos melhor o presente vivido.
Atualmente temos uma visão desarticulada dos fatos, muito relacionado com o imediatismo que vivemos, não sabemos construir ideias e reformular pensamentos, não conseguimos exercer a pratica da reflexão, o pensamento crítico, pois isso nos tempos atuais necessita de uma certa "força"! Vivemos o imediatismo sem nos dar conta de que nosso tempo historicamente está afetado.
temos um olhar desarticulado com relação a sociedade e com aquilo que vivemos. Caminhamos sem ter consciência daquilo que está a nossa volta, empurramos tudo com a "barriga" como se não estivessemos de certa forma ligados uns aos outros, deixamos de pensar um pouco mais no outro, pois achamos que o outro não nos interessa.
Ao viver nesse imediatismo acabamos deixando de lado algumas coisas simples, por exemplo, qual valor é dado para as histórias contadas pelos nossa vó ou vô?
Será qie damos o verdadeiro valor do processo histórico que vivemos? 
Vamos colocar isso na prática. Se hoje você tem saudades de alguém, quais são as formas de matá-la? Telefone, msg no celular, falar pela webcam, email, pegar um carro, avião, onibus para visitar essa pessoa?!
Percebem a velocidade desse processo, perceberam como isso evoluiu??? Imagina quanto tempo demorávamos para "matar uma saudade" no passado não muito distante!
No passado você deveria viajar dias caminhando ou com seu cavalinho ou talvez na melhor das hipóteses enviaria uma carta. Nesse momento percebemos o quanto precisamos nos tornar conscientes dessa evolução, dessa forma conseguimos valorizar muito mais nossa realidade, nosso presente, mas isso acontece apenas depois do momento em que conhecemos nosso passado.
No momento em que estamos conscientes do processo presente, o qual só acontece quando conseguimos ter conhecimento de nosso passado, poderemos ter uma repercussão positiva do futuro.
Consciência do presente, conhecer o passado para talvez contribuir e termos uma sociedade mais reflexiva e consciente no futuro.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

“Ninguém está preparado para perder uma parte de si”



Bom pessoal sinto-me em uma fase muito produtiva... Ideias aos montes, muitas vezes não estou com tempo de colocá-las no papel, mas estou tentando unir aulas com textos e possíveis temas para os textos, o famoso unir o útil ao agradável.
Recebi de minha mãe, em um email, um texto do Daniel Piza (http://www.danielpiza.com.br ), ele também é colunista no jornal Estadão de São Paulo. Nesse texto que recebi, Daniel comenta sobre sua mãe e a forma que ela lido com a hepatite C, mas o que me chamou muito a atenção no texto foi a frase: “Ninguém está preparado para perder uma parte de si”.
Acredito que quando falamos em perdas o assunto sempre é muito interessante e ao mesmo tempo misterioso, uma vez que perder, principalmente na sociedade atual é algo bem complicado, agora “perder uma parte de si” acredito que todos encarem isso como algo mais complexo ainda.
Quando pensamos esse contexto é inevitável não pensarmos na morte, mas nosso erro é ter medo de pensar na morte e pensar na morte apenas como o fim da vida.
Deixamos de nos atentar para as diversas mortes que temos ao longo da vida e acabamos nos distraindo e perdemos a oportunidade de amadurecer e compreender que perder ou morrer faz parte do nosso dia a dia.
Claro que não podemos generalizar a questão e achar que se aceitarmos as pequenas perdas ao longo da vida estaremos preparados para morrer, ou para aceitar a morte de um ente querido, a revolta e o luto fazem parte desse processo de perda e são necessários, prova disso é a existência da Tanatologia área que estuda as questões relacionadas com a morte, Tanathos – o deus da morte e Logia – ciência.
Mesmo com estudo e consciência de que as perdas fazem parte da vida, realmente, “Ninguém está preparado para perder uma parte de si”.
Tão difícil quanto perder parte de si é consolar ou de certa forma tentar ajudar alguém que passou por uma perda desse tipo, ainda mais quando é algo repentino e não um processo como uma doença longa.
A pouco tempo um amigo perdeu um tio, talvez não fosse a pessoa mais próxima em sua vida, porém era parte dele, de certa forma estava inserido em sua construção de vida, a morte foi algo repentino, ninguém da família estava preparado e é nesse momento que você pode perceber que não estamos preparados para fatos como esse na vida, tanto para vivenciar quanto para apoiar. Por mais que você já tenha passado por uma situação similar, com a perda de alguém muito próximo, você nunca conseguirá consolar uma pessoa, talvez possa proporcionar um alivio de alguma forma, mas você nunca sentirá da mesma forma que aquela pessoa sente, cada um sabe o tamanho de seu sofrimento, de sua dor.
O fato é:  viva para ganhar, mas saiba que morrer e perder fará parte desse processo e mesmo assim, por mais que você esteja consciente disso, por mais que você possa estudar Tanatologia, por mais que ao longo da vida você perca mais do que ganhe, mesmo assim você ainda não estará preparado 100% para enfrentar a dor de perder, porque “Ninguém está preparado para perder uma parte de si”.
Como diria Marcelo Camelo na música “O vencedor” “Eu que já não sou assim / Muito de ganhar / Junto às mãos ao meu redor / Faço o melhor que sou capaz / Só pra viver em paz”.



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O tempo e a história - qual nossa relação com isso?



Olá pessoal hoje gostaria de realizar algumas reflexões baseadas na aula de História da Educação.
A aula foi baseada em duas questões principais:
1 – Como me relacionou com o tempo?
2 – Qual o significado da história?
Primeiramente devo dizer que o Professor Dr. Carlos Eduardo dos Reis exerce com muito prazer a arte de ministrar aulas, empolgado, com ótimo senso de humor e super ativo o que torna a aula bem mais dinâmica e envolvente.
Antes de apreciar os marcos da aula gostaria de refletir aqui algumas várias músicas que trabalham o tema do tempo:
“o tempo não para...” “tempo, tempo, tempo, mano velho...” “temos nosso próprio tempo...” E muitas outras músicas que trabalham a ideia de tempo.
A discussão começou com o ponderamento de que o tempo é a medida de todas as coisas, é determinante da vida, somos regulados pelo tempo, utilizamos o tempo para acordar, comer, passear, trabalhar, namorar, viajar, mas que tempo seria esse?
Como diria Edward Palmer Thompson http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Palmer_Thompson  a percepção e apreensão do tempo não são sentidos de forma natural, mas através da cultura, ou seja o tempo não é algo natural, nas sim está ligado a cultura de cada lugar.
Tudo é relacionado por uma ação temporal, porém hoje somos imbuídos pela ideia de que a tecnologia nos domina e não o contrário, todas as informações eram difíceis de serem acessadas, existia um ritual para podermos chegar ao conhecimento e hoje tudo é muito mais rápido. A partir desse momento o tempo torna-se totalmente alterado.
Dependendo da sociedade que estivermos trabalhando teremos diferentes tempos, os judeus, chineses, indianos, cristãos, assim os marcos históricos serão diferentes dependendo da cultura. O tempo torna-se uma construção histórica e datada.
A experiência determina outro tempo, por exemplo (pensando no ideia da aula), a pesca da tainha (pensando aqui no espaço cultural em que eu me encontro). Nenhum pescador sabe o horário que a tainha irá aparecer, mas ele sabe que dependendo da época do ano, do vento, da lua, será o momento da tainha chegar! Isso é determinado pela experiência e principalmente do tempo da natureza.
No momento em que tentamos nos alinhar ao tempo do relógio ou determinar algumas ações naturais nesse tempo, podemos nos estressar.
O desenvolvimento da nossa história de vida faz parte de um ciclo social, alguns fatos são relacionados com fenômenos culturais de massa, como novelas, mortes violentas, atentados, casos políticos muito comentados, fatos históricos, sempre relacionado com um tempo especifico.
Alguns desses fatos podem mudar radicalmente a vida das pessoas como exemplo, o plano real, que muitos começaram a planejar suas vidas, a inflação não era mais de 85% ou o 11 de setembro, quando a vigilância fica muito mais rigorosa no mundo inteiro e nesse momento a história influenciará no tempo das pessoas, na forma como elas agem, programam-se, na forma como elas permitem-se viver.
Acredito que quando paramos para pensar no tempo e o quanto ele está nos movendo, ou o quanto nós somos movidos por ele, podemos perceber que o tempo e a cultura transforma nossa história, mas é muito importante termos consciência de que apesar de não vivermos 100% o tempo da natureza, nós estamos inseridos nele e devemos respeitá-lo, pois ao permitir essa vivencia estaremos nos preservando, respeitando a história e melhorando nossa saúde! A revolução de hoje seria pararmos o tempo!
Gostaria de lembrar que grande parte dessa discussão e construção vem das palavras do professor Carlos de História e Educação.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Criatividade inata



Ando com um excesso de idéias para escrever, porém sem o menor tempo para poder apertar a "descarga", mas as vezes sobra um tempinho e corro pra tentar algo.
A tática de anotar as ideias em alguns momentos é interessante, porém as inspirações surgem e você tem que colocar pra fora, pois na segunda vezes que for pensar na mesma ideia não será mais a ideia anterior, entendem?
Tudo bem, não estou aqui agora para filosofar sobre isso. Hoje gostaria de escrever sobre algo que acredito ter nascido comigo, ou pelo menos existe desde que eu me conheço como gente a criatividade!
Lembrei dela, pois recebi um email de uma amiga (Rosiléia Rosa - é o nome dela mesmo, mas pode ser só Léia! uahuahu)  falando que amigdalite, a atual tonsilite poderia ser um sinal de bloqueio da criatividade. Nesse momento lembrei que por volta dos 7 anos fiz uma operação e retirei as tonsilas, ou seja, se fosse pra avaliar com relação no email recebido eu nunca teria problema de criatividade.
Depois que relacionei esse email com essa fantástica ideia, fiz uma breve analise de alguns momentos da minha vida e realmente... Minha imaginação merece um prêmio!
Inclusive lembre de um texto que li do Caio Fernando Abreu ( pra quem não conhece, vale a pena conhecer(http://pt.wikipedia.org/wiki/Caio_Fernando_Abreu )), o qual ele falava algo sobre como a dom de escrever nasceu com ele ou algo do tipo. Acredito que eu tenho esse "problema" com relação a criatividade, me diz uma idéia que vou bolar uma novela inteira!
Fazendo esse "flashback" sobre criatividade  lembrei de um fato bem interessante.
No meu segundo colegial, no auge da adolescência, estudava em um colégio levemente exigente, mas exigência com adolescente é um pouco complicado, mesmo assim tinha um desempenho razoavél, eu acho. O desempenho não vem ao caso, o fato é que tive uma tarefa de Língua Portuguesa com a professora Maria Isabel (não lembro se escreve com Isabel ou Izabel, perdão prof!) e ela pediu como tarefa de casa que escrevessemos uma narração. Talvez essa aticidade tenha sido solicitada pela professora de Redação, a Fernanda, mas acho que foi em Português mesmo, mas isso não vem ao caso!
Acabou a aula, provavelmente fui na casa de algum amigo, ou fui jogar bola (naquela época ainda tinha joelhos bons), ou ouvir música, ou dormir, resumindo, fui fazer qualquer coisa que não era a redação e claro que esqueci de levá-la pronta para a próxima aula.
Na próxima aula lá estava nossa aplicadíssima e muito competente professora, com seu olhar para o ponto futuro, pois segundo ela era uma forma dela conseguir visualizar a sala toda (se você que está lendo e é aluno dela, pode perguntar essa dúvida de "- Pra onde você fica olhando professora?" e ela dará essa resposta. Isso se ela não mudou de ideia) e claro cobrando a lição de casa, que por sinal ela sempre pedia para alguém ler as respostas e adivinhem quem foi o sortudo nesse dia em que a lição de casa era uma NARRAÇÃO? Eu!!!!
Quando a professora pediu para que o texto fosse lido todos olharam na minha direção e os que sabiam que eu não havia feito também olharam com um espanto um pouco maior, porém eu não fiquei alarmado, apenas peguei o caderno abri em uma página, em branco, e li o texto... Como em uma mágica a história foi sendo criada, com começo, meio e fim e um breve elogio da professora ao final!
Agora, você tem ideia de como é difícil criar uma história como se ela estivesse sendo lida?
Tentem realizar esse feito!
Essa foi apenas um dos momentos em minha vida que a criatividade foi muito necessário, por isso meus caros leitores, podem ter certeza que se você não nasceu com uma criatividade aflorada, pode treinar que ela vai despertando aos poucos e será muito útil em sua vida e até na sua vida escolar, ou acadêmica, podem acreditar!!!







quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Saúde - Promoção x Prevenção



Hoje decidi indicar para você uma ótima e prazerosa entrevista com o professor e médico Marcos DaRos,
da saúde pública da UFSC.
A entrevista foi realizada no programa "Você tem fome de que?" da TV Floripa (http://www.tvfloripa.org.br/), apresentado pela psicóloga Elisa A. Ferreira (@ferreiralis - http://elisapsico.blogspot.com/).
Na entrevista o professor Marcão fala da direferença existente entre Promoção e Prevenção quando falamos em saúde. Muitas vezes esses dois conceitos são confundidos, porém a prevenção, em grande parte das vezes, relaciona-se com a doença e a promoção de saúde está diretamene ligada com a saúde.
Para a promoção devemos pensar e principalmente perceber o outro com quem estamos trabalhando, no seu meio social, as vontades daquela pessoa, seus desejo. Devemos conhecer a pessoa e principalmente interagir com ela ou com o grupo que queremos promover a saúde.
O professor ainda falar como é importante o termo interagente, utilizado principalmente na Naturologia Aplicada, para que exista a relação mais sincera e aberta entre a pessoa atendida e o profissional de saúde e também uma breve discussão sobre Educação em Saúde.
Vale muito acompanhar essa entrevista.

Você também podem acompanhar algumas dicas interessantes sobre saúde, com um foco maior para as crianças no blog http://www.tiothiago.blogspot.com/ que segue muito as idéias propóstas pelo professor Marcão, principalmente com relação a "quebra" do distanciamente entre a pessoa atendida e o profissional de saúde.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

O tal amor...


Olá meus leitores... Se você é um leitor desse blog, muito obrigado, mas se esse for seu primeiro texto, espero encontrá-lo mais vezes por aqui, pois assuntos diversos não faltam.
Hoje vou trabalhar um tema proposto por minha querida prima Camilla que por sinal está bombando em acessos no seu thumbrl (www.suit-dreams.tumblr.com – twitter @camistanus)! Pedi para que ela me sugerisse um tema e veio “amor”... Será que isso teria uma leve relação com seu atual estado afetivo? Bom, isso não vem ao caso no momento, vou me deter ao tema.
Amor, fala sério... Pelo menos em algum momento da vida você já parou pra pensar ou alguém perguntou pra você:
“- Mas o que é o amor?”
E dessa questão nascem diversas outras do tipo:
- Como definir o amor?
- Mas que tipo de amor está falando?
E algumas afirmações:
- Eu amo meu cachorro!
- Eu amo futebol!
- Eu amo minha mãe!
Uma infinidade de afirmações relacionadas com o tal “amor”. Porém desses questionamentos e dessas afirmações podemos tirar algumas ideias.
Parece um pouco, talvez muito, claro que o amor não é exatamente um “ser” com um corpo, uma cabeça, olhos, mas um sentimento (nossa que novidade não?!). Está certo, mas não sendo um “ser”, não existe uma definição exata, ainda mais por existir alguns tipos de amores, ou seja, o que eu sinto pelo meu cachorro, será diferente pelo que sinto pela minha mãe, que será diferente do que sinto por um amigo e assim sucessivamente.
Então que merda é essa das mulheres (não estou sendo machista, apenas ouvi isso mais de mulher do que de homens) ficarem perguntando:
“-Ai será que ele me ama do mesmo jeito que eu amo ele?”
Ei!!! Esquece o jeito que ele te ama, ou deixa de amar, e vai amar do seu jeito.
Outra questão que sempre está presente nessa discussão é:
“- Ahhh, mas amor que é amor de verdade, nunca acaba!”
Minha querida e meu querido, pode ter certeza, que tudo um dia pode acabar! A melhor certeza que você pode ter é que não vale à pena ter certeza de nada! Na melhor das hipóteses a pessoa vai te amar até o fim da vida, ou seja, depois que ela morrer não vai mais existir aquele amor! (Ok trágico, porém real!)
Vamos para uma questão mais filosófica e talvez mais trágica do a ideia anterior. Platão definia amor como algo que nós nunca iremos possuir, por isso ele é um cara interessante para quando seu namorado (a) cobrar você com relação ao seu amor.
Realizando uma leve pesquisa no Wikipédia podemos achar amor como: afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido ... ufa ... Aja significado pra uma coisa só não?! O principal é que todas essas idéias relacionam-se aos nossos sentimentos e como eu mesmo já escrevi, eles são nossos, dessa forma não vale a pena querer que o sentimento dos outros sejam iguais aos nossos, ou pelo menos parecido com o que nós temos.
O fato é: definir o que é amor não é agora matemático, não existe a menor exatidão para isso, assim sendo, poupe-se de mais esse questionamento em sua vida, existem coisas mais necessárias para buscarmos definições, o amor existe para ser vivido!
Finalizo aqui com uma mini piadinha sobre o tema que achei em um dos escritos da minha prima:
Apenas pros corretos no português entederem...
— É, meu caro amigo. Meus sentimentos aumentaram. Eu amo ela.
— Eu a amo.
— Você também?!
— Idiota…
Ahhh até que a piadinha é boa vai... e caso você tenha achado levemente interessante o texto, tem um outro, um pouco mais profundo, sobre uma visão de amor que tenho certeza que você nunca leu antes em: http://comodidadedahumanidade.blogspot.com/2010/10/entre-vida-e-morte.html
E se você tem algum outro tema inspirador pode me mandar!!! Prima, estou esperando o próximo!!!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Da educação das crianças

Hoje quero atentar para o texto "Da educação das crianças" de Michel Montaige. Esse texto pode ser encontrado no livro - "Os ensaios: livro I".



Para começarmos a conversa Michel Eyquem de Montaigne (Saint-Michel-de-Montaigne, 28 de fevereiro 1533 - 13 de setembro de 1592) foi um escritor e ensaista francês, considerado por muitos como o inventor do ensaio pessoal. Nas suas obras e, mais especificamente nos seus "Ensaios", analisou as instituições, as opiniões e os costumes, debruçando-se sobre os dogmas da sua época e tomando a generalidade da humanidade como objecto de estudo. É considerado um cépito e humanista. Mais informações sobre ele podem ser encontradas no http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_de_Montaigne 


 Bom gostaria de compartilhar aqui com vocês alguns pontos do texto que gostei muito. Basicamente o texto é baseado em uma carta de uma mãe que é enviada à ele perguntando sobre como ela deveria educar seu filho, ou melhor, quais seriam os conselhos que ele daria, para que a educação de seu filho fosse adequada.
Montaigne primeiramente avisa que existe uma dificuldade muito grande no processo de ensino, porém é de fundamental importancia escolher um preceptor que antes "tivesse a cabeça bem feita do que bem cheia".
"Que ele lhe peça  contas não apenas das palavras de sua lição mas sim do sentimento e da substância, e que julgue sobre o benefício que tiver feito não pelo testemunho de sua memória e sim pelo de sua vida" (pg. 225). Mostrando, portanto, a necessidade de colocar-se em pratica aquilo que é aprendido.
Com relação aos conteúdos ensinados, Montaigne relata que os alunos podem esquecer imediatamente de onde adquiriu alguma informação, mas que ele saiba assimilá-la. Que não necessariamente o aluno deve seguir exatamente o que é falado por alguém, pois "quem segue um outro nada segue. Nada encontra, e até mesmo nada procura" (pg. 226). 
Partindo dessa idéia ele utiliza uma metáfora ele relata: "As abelhas sugam das flores aqui e ali, mas depois fazem o mel, que é todo delas: já não é tomilho nem manjerona. Assim também as peças emprestadas de outrem ele irá transformar e misturar, para construir uma obra toda sua: ou seja, seu julgamento. Sua educação, seu trabalho e estudo visam tão-somente a formá-lo" (pg. 227).
Portanto o maior objetivo dos estudo é nos tornarmos melhores e mais sensatos. Montaigne resalta muito a importancia de educar para a vida, não apenas para a ciência. "cum res animum occupavere, verba ambiunt" (Quando as coisas invadirem o espírito, as palavras apresentam-se em grande quantidade."
A ciência não deve, nunca, ser o único enfoque para uma boa educação, precisamos mais do que isso "não há nada como aliciar o apetite e a afeição; de outra forma fazemos apenas burros carregadores de livros. A golpes de chicote, dão-lhes para guardar a bolsinha cheia de ciência - a qual, para ser eficaz, não deve somente ser guardada em casa; é preciso desposá-la" (pg. 265).
Esses são alguns dos trechos interessantes existentes no texto citado. 
Montaigne tem uma perspectiva muito interessante sobre educação, claro que algumas de suas idéias não me agradam, como por exemplo, relatar que a educação deve ser realizada, boa parte dela, longe dos pais, porém esse é um dos poucos pontos que discordo das idéias reveladas sobre educação por Montaigne.
Espero que esse breve relato deixe você mais instigados em pesquisar este autor.






quarta-feira, 22 de junho de 2011

O papel do professor na reforma dos anos 90




Para continuarmos as idéias trabalhadas na postagem anterior, vou agora comentar sobre a relação do professor na reforma educacional que começa nos anos 90.
lembrando que essa é uma perspectiva de análise e devemos avaliar diversas visões para que dessa forma possamos formar nossa própria opinião.

Essa reflexão é baseada em três textos:

- Jocemara Triches - Superprofessor: instrumento da "nova" educação. Organizações multilaterais e curso de Pedagogia: a construção de um consenso em torno da formação de professores. Dissertação de mestrado.
- Eneida Oto Shiroma e Olinda Evangelista - Professor: protagonista e obstáculo da reforma
- André Silva Martins (UFJF) - "Todos pela educação": o projeto educacional de empresários para o Brasil século XXI.

Para iniciar essa discusão deve-se lembrar que o contexto trabalhado é o cenário educacional no Brasil, nos anos 90. Cabe ainda lembrar que esse contexto pertence a uma sociedade capitalista baseada em um Estado Neoliberal, no qual existe uma classe dominante (burguesia) e uma dominada (proletariado) e estas classes são a base das desigualdades existentes.
Algumas políticas sociais precisam ser adotadas para que esse Estado Neoliberal e capitalista possa continuar prosperando. Uma dessas políticas está relacionada com a educação.
A educação é pautada como causa e solução dos problemas existentes nessa sociedade e de acordo com o que é discursado pelo Estado, pelas agências multilaterias e pelos intelectuais que defendem a continuidade desse modelo é que o professor seria o coração dessa dualidade entre solução e problema.
Desenvolve-se, através das agências multilaterais e dos intelectuais, que existem dois modelos específicos de professores. O primeiro seria o perfil pré anos 90, caracterizado por um professor obsoleto, conservador, repetitivo, teórico, que não domina a tecnologia, rotineiro, inflexível, sem dominio da diversidade. Tem-se portanto, o professor tradicional, problema, carrasco, objeto e obstáculo da reforma educacional.
A partir do momento que esse primeiro professor é construído, surge um segundo tipo, o professor pós-anos 90, proposto pelas agências multilaterias, Estado e seus intelectuais orgânicos (condizentes com as propóstas do modelo vigente).
Este novo professor diferente do primeiro caracteríza-se como um superprofessor com quatro elementos que o compõe:
- O primeiro elemento relaciona sua reconversão, o professor deverá ser multifuncional, polivalente, responsável, flexível, dominador das tecnologias, inclusivo, tolerante e principalmente, sem críticas às determinações de sua condição.
- O segundo elemento relaciona-se ao alargamento do seu campo de atuação pela multiplicação de suas funções e ampliação de suas competências.
- O terceiro elemento está ligado à ampliação dos conteúdos da formação, refletindo em um currículo inchado, comprometendo o tempo e qualidade da formação.
- O quarto, e não menos importante elemento, seria a imprecisão na definição do ser professor.
O superprofessor seria um ator, protagonista para poder interpretar esse novo papel que lhe é atribuido, de instrumento e solução dos e para os problemas.
O professor torna-se marionete da reforma propósta pelo Estado, seria o perfeito instrumento para auxiliar nesse processo, por ser um profissional universal, com o qual todos os outros trabalhadores tem contato.
A educação tem a perspectiva de proporcionar o desenvolvimento tecnológico e econômico para que o Estado capitalista e Neoliberal continue vigente, o trabalhador necessita ser flexível, multifuncional, polivalente e principalmente submisso.
Nasce, dessa forma, a Pedagogia do Neoliberalismo, Pedagogia dos Resultados, das Competências, Pedagogia Construtivista, a Pedagogia da Hegemonia.